30 de maio de 2009

Homens da Luta : E o Povo, pá?

Da-lhe Falancio, pá!!
Pois é camaradas,pá!
Chegou a luta,pá, para provar que a cantiga ainda é uma arma,pá, e que deve e pode reflectir os anseios do proletariado nacional, nestas alturas de grande crise,pá
A luta vai meter a boca no megafone, para explicar aqui nesta cantiga,pá, quais é que são os problemas que realmente afectam a nação, pá
Então cá vai!


É o desemprego, pá, a corrupção, pá, endividamento, pá, a depressão, pá, o aquecimento,pá, a recessão, pá
E como se isto não bastasse a reacção, pá
E os oprimidos,pá, os endividados, pá, os suprimidos,pá, os separados,pá, os desvalidos,pá, desalinhados,pá e os sem-brigo coitadinhos dormem no chão,pá

E o povo, pá?
E o povo, pá?
Quero dinheiro para comprar um carro novo, pá

São indigentes,pá, são insolventes,pá, são repetentes,pá, delinquentes,pá
É só aumentos,pá, despedimentos,pá, aluimentos,pá, desinvestimentos,pá
E os camponeses,pá, e os professores,pá, e os reformados,pá e os pescadores,pá, e os subsídios,pá, e os ordenados,pá, e as dividas e os créditos mal parados,pá

Ah, pois quero pá!
O povo também quer Ferraris,pá, o povo também quer Maseratis e Bentleys e Lamborghinis, pá
Porque são só os jogadores da bola a ter,pá
O povo também quer o novo CLK 200 da Mercedes,pá, o povo também quer um BMW Z3,pá, aquele muito bonito, com os estofos creme em pele,pá e com a manete das mudanças em marfim,pá
O povo também quer o novo Audi A8 com o motor Z12,pá que gasta 35 litros aos 100, mas dá a volta á 270 na autoestrada,pá
O povo também trabalha,pá!!

Madredeus: regresso ao Teatro Ibérico

"Concerto Estúdio - Ao Vivo no Teatro Ibérico" consiste no registo de um dos concerto de apresentação de "Metafonia", disco editado em 2008 sob o nome Madredeus e A Banda Cósmica, e que marcou o regresso da banda após a saída da vocalista Teresa Salgueiro.

O DVD integra o espectáculo decorrido a 15 de Novembro de 2008 no teatro lisboeta. A duração total do concerto, reproduzido na íntegra na edição, é de três horas.

fonte ~ rtp

21 de maio de 2009

Rodrigo Leão : Rosa [Cinema, 2004]

Hoje o céu está mais azul,
eu sinto...
Fecho os olhos.
Mesmo assim eu sinto...
O meu corpo estremeceu.
Não consigo adormecer.

Refrão:
Nem o tempo vai chegar
Para dizer o quanto eu sinto
Você longe de mim.
É uma espécie de dor...

Hoje o céu está mais azul
eu sinto...
Olho à volta
E mesmo assim eu sinto
Que este amor vai acabar
e a saudade vai voltar...

refrão

Já não sei o que esperar
Dessa vida fugidia...
Não sei como explicar
Mas eu mesmo assim o amo.


Rodrigo Leão apresenta novo disco no Casino Estoril


O Casino Estoril vai receber duas estreias no próximo dia 5 de Junho: Rodrigo Leão vai apresentar pela primeira vez o seu novo trabalho, «A Mãe», naquela que será igualmente a estreia absoluta do novo anfiteatro do salão Preto e Prata, com uma nova disposição sem mesas que transforma o espaço num auditório. Este novo equipamento do Casino Estoril permitirá ao prestigiado salão Preto e Prata - que já recebeu alguns dos maiores artistas do mundo - ter um novo tipo de dinâmica e apresentar uma maior variedade de espectáculos. A estreia acontece com o novo trabalho de Rodrigo Leão, artista cujo talento o Casino Estoril já anteriormente reconheceu: o ano passado, Rodrigo executou no Auditório dos Oceanos do Casino de Lisboa uma encomenda especial do Casino Estoril que envolveu a Sinfonieta de Lisboa.

Desta vez, a parceria com o Casino Estoril permitirá que Rodrigo faça uma apresentação o mais fiel possível ao trabalho de estúdio efectuado para «A Mãe»: este concerto contará uma vez mais com a participação da Sinfonieta de Lisboa e também com alguns dos convidados internacionais que se poderão! ouvir no álbum. Ocasião única p! ara ouvi r o melhor de Rodrigo Leão no melhor dos seus tempos: o presente.

Serão interpretados temas novos em absoluta estreia como "This Light Holds So Many Colours", "No Sè Nada" ou "A Mãe", o tema que dá título ao novo trabalho. Em palco estará igualmente o fiel Cinema Ensemble de Rodrigo Leão, com Celina da Piedade, Ana Vieira, Viviena Toupikova, Marco Pereira, Bruno Silva, Luís Aires e Luís San Payo.

Bilhetes já à venda na FNAC, www.ticketline.pt e Casino Estoril - tf.: 214 667 700.

Preço: entre 25 Euros e 35 Euros

www.myspace.com/rodrigoleo | www.rodrigoleao.pt | www.uguru.net

20 de maio de 2009

Navegante, Amélia Muge e João Afonso : Por Cantar de Amigo

15 anos construindo Pontes... nas Ondas!

A Associação Cultural e Pedagógica PONTE...NAS ONDAS ! celebra os 15 anos de actividades relacionadas com a educação, a cultura e as novas tecnologias e duma actividade especial de promoção e valorização do património cultural galego-português.

Entre as actividades que se realizarão em 2009 destacamos:

  • XVª JORNADA DE COMUNICAÇÃO PONTE...NAS ONDAS!

- 5 de Junho de 2009;
- 60 centros educativos de três continentes;
- 24 horas de programação e de conteúdos audiovisuais, realizados por centros educativos;
- colaborações de artistas;
- mostras dos “tesouros vivos”;
- retransmissão em directo, por televisão através da Web.

XVª JORNADA DE COMUNICAÇÃO PONTE...NAS ONDAS

NO AUDITÓRIO DA FACULDADE DE ECONÓMICAS DA UNIVERSIDADE DE VIGO:

- Das 9 da manhã às 13 horas transmissão, em directo, duma programação especial, sobre os Tesouros Vivos do Património Imaterial Galego-Português retransmitida, pela televisão, através da Internet.
- Apresentação de mostras dos saberes dos Tesouros Vivos, em directo.
- Actuações musicais, ao vivo.
- Colaboração da Faculdade de Jornalismo e da Faculdade de Ciências da Educação, da Universidade de Santiago de Compostela (emissão de programas realizados, expressamente para esta edição, por alunos da Faculdade de Jornalismo).
- Estreia das colaborações realizadas para esta edição por Margareth Menezes ( A Maga ) do Brasil
(http://www.margarethmenezes.com.br/ ) e por José Barros e pelo grupo Navegante, de Portugal (http://web.mac.com/jbnavegante1/Navegante_Site_Oficial/Navegante_Site_Oficial_2.html)

E, em antecipação, os três colaboradores de Ponte...nas ondas! (Amélia Muge, João Afonso e José Barros) enviam-nos, pelas ondas do mar, um cantar de amigo > http://www.youtube.com/watch?v=h1mxJ1TusMk

DO MUSEU VERBUM DE VIGO, A PARTIR DAS 20 HS, REALIZAÇÃO, EM DIRECTO, DA

REVISTA ORAL DOS TESOUROS VIVOS:

VIIIªMOSTRA DA ORALIDADE GALEGO-PORTUGUESA

  • A revista oral "Tesouros vivos" é um projecto da Associação Cultural e Pedagógica "Ponte...nas Ondas!", na procura dos chamados “tesouros vivos” do património imaterial - pessoas ou grupos que possuem um saber ou uma habilidade relacionados com qualquer área do conhecimento e da cultura, ou seja, pessoas portadoras que mantêm e transmitem qualquer uma das diversas expressões do património imaterial. O futuro da comunidade precisa de pessoas que transmitam saberes e artes que, elas próprias, aprenderam com gerações anteriores.
  • A revista oral tentará reproduzir reuniões ou serões de carácter festivo com conteúdos literários e musicais, e têm como objectivo primordial destacar e resgatar do esquecimento o valioso património oral, literário e musical galego-português. Pretende recuperar o significado de velhas palavras como espadeladas, malhadas, serões,...e de conteúdos que nos forneçam conhecimentos que ignoramos ou estamos a ponto de esquecer.
  • Pretende-se, pois, reconhecer, publicamente o mérito das pessoas que conservam esses saberes e, ao tempo, facilitar o arquivo e o estudo da recompilação; sensibilizar a sociedade actual para a importância desses saberes e, para aproveitar as novas tecnologias, para as pormos ao serviço duma maior difusão e reconhecimento deste património.
  • A revista oral "Tesouros Vivos" terá uma duração aproximada de 90 minutos e, nesta primeira edição, está prevista a participação de: Elba Requeijo, de Abadín (Lugo), recitadora e narradora de contos. Manuela de Barro, de Cerdedo (Pontevedra), voz portentosa da copla e do cancioneiro popular tradicional. José Cortizo, de Cerdedo (Pontevedra), poeta popular e cantor. Cantadeiras de Gargamala (Mondariz), mulheres que conservam na sua memória os cantos do trabalho. As mulheres da raia e Diana Gonçalves (protagonistas e directora, respectivamente, do premiado documentário). Xavier Blanco, de Moaña (Pontevedra), músico de raiz, recuperador dos chamados "instrumentos pobres". Grupo Abertal, A Rúa, (Valdeorras) grupo de baile e música tradicional que, há 25 anos e sob a direcção de Manuel Durán Pancho Álvarez, de Tui (Pontevedra), músico, recriador de sons, à maneira tradicional como os do mítico Florêncio, o cego da Fontaneira. Pancho apresentará temas do seu último trabalho “Sólidos galicianos”. Neste trabalho disse: “ Os romanos crían que ao cruzar as augas do río Limia esquecerían o seu pasado. Este río chega ata Portugal, país co que compartimos un pasado que ás veces, uns e outros tamén esquecemos “. E uma ou outra surpresa, que por o ser, não se pode, ainda, revelar. Toda a revista oral será retransmitida por televisão, através da Web de Ponte...nas ondas!

CONGRESSO "EDUCAR NA PONTE"

Educação+meios de comunicação +novas tecnologias+património cultural

Em Novembro Ponte...nas ondas! fará uma reflexão pública sobre o trabalho desenvolvido ao longo dos últimos 15 anos, nesta experiência de comunicação. Este congresso reunirá, ao longo de diversos pontos da fronteira galego-portuguesa, pessoas e grupos vinculados a cada uma das temáticas deste congresso:

A raia como ponte de comunicação. Uma aproximação e um debate sobre a necessidade de destacar a posição estratégica da Euro-região, fomentando a comunicação e o intercâmbio de experiências para construir o futuro.

Professores, alunos, profissionais dos meios de comunicação, antropólogos, sociólogos, escritores, músicos e portadores do património serão os protagonistas deste congresso, bem como da actividade desenvolvida a propósito dos 15 anos de Ponte…nas ondas!

IIIº CONCURSO DE RECOLHA DO PATRIMÓNIO IMATERIAL GALEGO-PORTUGUÊS

Em Junho anunciar-se-ão os prémios deste IIIº Concurso de Recolha que, nesta edição, está centrada nos “Tesouros Vivos “. Inscreveram-se, neste Concurso, cerca de 50 centros educativos e os trabalhos já foram entregues. O júri avaliará a qualidade dos materiais e a sua decisão será tornada pública na Web de Ponte...nas ondas!

“CORES DO ATLÂNTICO” – O património oral das cantigas de amigo

Ponte...nas ondas ! prepara a edição do livro-disco CORES DO ATLÂNTICO sobre o património oral das cantigas de amigo, a partir de duas novas perspectivas:

  • Uma abordagem musical, com a participação de sonoridades da Galiza, de Portugal, de Cabo Verde e do Brasil.
  • Uma nova interpretação da autoria das cantigas de amigo, reivindicando a sua relação com a tradição oral dos cantares de mulheres.
  • Sob a coordenação da brasileira Socorro Lira está a desenvolver-se um trabalho de recriação do património comum das cantigas de amigo medievais. A professora da Universidade de Poitiers, Ría Lemaire, contribui com novos argumentos, na defesa da autoria feminina daquelas cantigas.

  • CRIAÇÃO DO SISTEMA DOS TESOUROS VIVOS DA EURO-REGIÃO GALIZA-NORTE DE PORTUGAL

Ponte...nas ondas ! promoverá a criação do Sistema dos Tesouros Vivos na Euro-região Galiza-Norte de Portugal. A proposta já foi apresentada à Direcção Regional de Cultura do Norte e será transmitida ao Governo Galego. Pretende-se o reconhecimento e a identificação das pessoas e dos grupos que são os portadores do património imaterial galego-português.

O SISTEMA

As directrizes para a Criação de Sistemas “Nacionais” de Tesouros Humanos Vivos estabelecem uma norma geral para a criação deste mecanismo tanto nos Estados, como em partes do seu território. O primeiro sistema criou-se no Japão, em 1950. A República da Coreia criou-o em 1964. Outros países como as Filipinas, a Tailândia, a Roménia, a França, a República Checa e a Bulgária estabeleceram sistemas que variam de forma considerável duns para os outros. Na actualidade já se instaurou noutros países da África, da América Latina, da Ásia, do Pacífico e nos Estados Árabes.

No âmbito do património imaterial galego-português, o Brasil, em geral, adoptou um programa específico sobre o património imaterial em que se criou um Registo de Bens Imateriais, mediante a inscrição em livros de registo. Mas, o Estado do Ceará instituiu, também, o Registo dos Tesouros Vivos da Cultura, para reconhecer os seus detentores dos conhecimentos culturais.

Depois duma análise de alguns dos sistemas criados nos diferentes lugares, a criação do Sistema de Tesouros Humanos Vivos do Património Imaterial Galego-Português deve, necessariamente, adaptar-se às características específicas, deste património. Portanto, se falamos dum património que tem a sua origem num espaço geográfico determinado por marcas identitárias genuínas, este território deve ser a referência do sistema a criar.

Dado que a nível administrativo a Euro-região está dividida entre os territórios da Galiza e do Norte de Portugal e que o âmbito geográfico do património imaterial, no caso da Galiza, também ultrapassa as fronteiras administrativas, referir-nos-emos à Euro-região (tendo em conta o anteriormente dito) como o território de origem deste património e onde os Tesouros Humanos Vivos mantêm essa mesma cultura viva.

  • A PÁGINA WEB DO PATRIMÓNIO CULTURAL GALEGO-PORTUGUÊS Ponte...nas ondas ! vai promover uma página do património como um lugar de encontro da cultura comum galego-portuguesa. Uma plataforma de divulgação da cultura galega-portuguesa aberta à participação das redes sociais da Euro-região. Está em fase de preparação o lançamento desta proposta.

18 de maio de 2009

Júlio Pereira : Faro Luso [Geografias, 2007]

10 anos "gastando pista"

Há 10 anos atrás nascia um dos projectos que mais contribuiu (e continua a contribuir) para a divulgação da música galega: "Ghastas Pista?", a web da autoria de Raquel Gamallo, que sem dar pelo tempo passar, tem sido incansável na sua constância informativa. E seguiremos gastando pista por muitos anos mais...

O 18 de maio Ghastas Pista fai 10 anos.

A web, centrada principalmente na música folk e tradicional, pero que se achega tamén a outros estilos, coa única condición de que a música feita sexa en galego; presenta información sobre novidades discográficas editadas tanto dentro como fóra da Galiza, así como albumes históricos xa descatalogados. Traballos que son comentados a eito polos visitantes.

Nos últimos anos Ghastas Pista? foi ampliando os seus contidos con videos, listados de locais, programas de radio, lugares onde asistir a clases... e eventos nos que poder disfrutar deste tipo de música; así como unha sección aberta a todo o mundo, na que poder informar e debatir sobre a actualidade musical galega do momento.

Nova etapa.

Un maior dinamismo, e interacción entre os usuarios: Coñecer xente con similares gustos musicais ou que frecuentan os mesmos concertos. Atopar con quen compartir coche para ir a un serán, ou amigos cos que ensaiar e aprender a tocar instrumentos... É o ambicioso reto que se plantexa no futuro.

Este portal, que naceu co obxectivo de dar a coñecer a novidades musicais do país, disponse a dar un paso máis alá e converterse non só nun punto de información, senón tamén nun lugar de encontro entre os que levan xa abonda pista ghastada e os que debecen por comezar a ghastala ao son da música galega.

16 de maio de 2009

Pé na Terra

Pé na Terra
Pé na Terra
Açor, 2008

Sendo Portugal país berço duma vasta e rica tradição cultural e musical, é com tristeza que assistimos à sua desvalorização e indiferença por parte das entidades institucionais e governativas, talvez por um trauma histórico relativamente ao folclorismo salazarista. Nem tanto ao mar, nem tanto à terra.

Por isso, é sempre de salutar os novos alentos que vão surgindo no panorama folk português, como é o caso do grupo portuense Pé na Terra, reivindicadores duma tradição renovada e actualizada.

Com uma edição que prima pela originalidade, sobriedade e elegância (e que nada tem a invejar a outros artistas mais consagrados), este primeiro disco homónimo destaca-se pelo trabalho de composição própria de praticamente todos os temas, com a excepção de “Menino Ó”, “Balada do Sino” e “Maria Faia”, mantendo uma linha estética ora mais tradicionalista em “Passodoble de Vizela”, ora um “Sentir” mais folk. Por outro lado, Pé na Terra insere-se nessa nova geração de músicos que se dedicam à dinamização de bailes de danças europeias, por isso não é de estranhar que no seu repertorio apareçam algumas “importações aportuguesadas”, como as valsas e as chapeloises, que nestes tempos que correm, já vão sendo cada vez mais nossas.

A variedade melódica, harmónica e percussiva dos múltiplos instrumentos, desde a gaita-de-foles ao kerkebás, torna a sonoridade do grupo mais rica, variada e com distintas dinâmicas, o que faz com que seja um disco para se ir descubrindo em cada audição.

Apesar de terem um longo caminho à sua frente (assim esperamos!), este promete ser um dos colectivos que mais contribuirá pela defesa e divulgação da nossa música tradicional e folk, com essa determinação de ter os “pés bem assentes na terra” e nas nossas raízes culturais. A eles, o nosso agradecimento.

Alinhamento:

01 - Menino ó (trad. Portuguesa)
02 - Valsa Verde (Pé na Terra)
03 - Salpicos (Pé na Terra)
04 - Balada do Sino (José Afonso)
05 - Sentir (Pé na Terra)
06 - Pedrinhas (Pé na Terra)
07 - Maria Faia (trad. Portuguesa)
08 - Passodoble de Vizela (Pé na Terra)
09 - Valsa Nova (Pé na Terra)
10 - Chapeloise (Pé na Terra)
11 - Raio de Sol (Pé na Terra)
12 - Pur la Terra (Pé na Terra)
13 - Sete (Pé na Terra)

Gravado entre Novembro de 2007 e Março de 2008 no Estúdio Toste.

12 de maio de 2009

e esta, hein?!

O grupo Flor-de-lis, que representou hoje Portugal na primeira meia-final do Festival Eurovisão da Canção, com "Todas as ruas do amor", foi seleccionado para estar na final, no próximo sábado, em Moscovo.

Turquia, Suécia, Israel, Malta, Finlândia, Bósnia, Roménia, Arménia, Islândia fazem também parte do lote de dez países hoje apurados para a finalíssima de sábado na capital russa. Portugal participou nesta primeira meia-final, que foi transmitida em directo pela RTP, com a canção "Todas as ruas do amor" de Pedro Marques e Paulo Pereira.

fonte - rtp


10 de maio de 2009

Assobio

ASSOBIO é sopro; um sopro musical. E sopro é vida; a vida que passa pela cultura popular e pela sua transmissão constantemente renovada. ASSOBIO é o nome do novo projecto musical de César Prata. Após o fim de Chuchurumel, o seu anterior grupo, ASSOBIO marca a continuidade do seu trabalho com a tradição musical portuguesa, ou seja, o cruzamento da tradição com linguagens musicais dos nossos tempos. ASSOBIO é um desafio, uma constante procura de sonoridades, um caminho para a música portuguesa. ASSOBIO faz-se também com a voz carismática de Vanda Rodrigues, uma cantora surpreendentemente singular, uma voz para a música portuguesa. ASSOBIO é nome de disco e de espectáculo. ASSOBIO é uma co-produção do Teatro Municipal da Guarda e de César Prata e estreará no próximo dia 15 de Maio, no Teatro Municipal da Guarda. O espectáculo de estreia assinalará também a apresentação do CD ASSOBIO, uma edição do Teatro Municipal da Guarda.


Como respira este Assobio?


inspira
A tradição musical portuguesa é algo que desde sempre me interessou. A diversidade dos sons produzidos por instrumentos musicais, objectos sonoros, computadores e outras máquinas, pela voz... ou o que quer que seja... também. Destas paixões nasceu Assobio, uma constante procura de sonoridades.


expira
Assobio é sopro; um sopro musical. E sopro é vida; a vida que passa pela cultura popular e pela sua transmissão constantemente renovada.
Mas este Assobio também tem voz – exactamente a voz que o Assobio precisava. (Uma voz que me ficou na cabeça desde a primeira vez que a ouvi, quando da apresentação do espectáculo “Guarda – rádio memória” no Teatro Municipal da Guarda.)


contra a morte
e contra o tédio
assobiar

César Prata


Assobio:
César Prata: laptop, guitarra sintetizada, guitalele, ewi, viola braguesa, bandolim eléctrico,
ocarina, flautas, ponteira, percussões
Vanda Rodrigues: voz e percussões
www.myspace.com/assobio

5 de maio de 2009

Donna Maria : Quase perfeito [Tudo é para sempre..., 2004]

Sabe bem ter-te por perto
Sabe bem tudo tão certo
Sabe bem quando te espero
Sabe bem beber quem quero

Quase que não chegava
A tempo de me deliciar
Quase que não chegava
A horas de te abraçar
Quase que não recebia
A prenda prometida
Quase que não devia
Existir tal companhia

Não me lembras o céu
Nem nada que se pareça
Não me lembras a lua
Nem nada que se escureça
Se um dia me sinto nua
Tomara que a terra estremeça
Que a minha boca na tua
Eu confesso não sai da cabeça

Se um beijo é quase perfeito
Perdidos num rio sem leito
Que dirá se o tempo nos der
O tempo a que temos direito

Se um dia um anjo fizer
A seta bater-te no peito
Se um dia o diabo quiser
Faremos o crime perfeito

Miguel Rebelo - Miguel A. Majer

Um novo espaço para ouvir o fado no Chiado

De segunda-feira a sábado, sempre pelas 19.00, jovens músicos portugueses cantam fados tradicionais no Cine Theatro Gymnásio, ao Chiado, em Lisboa. O 'Fado in Chiado' arrancou no início de Março e ainda não se sabe quando vai terminar

Dantes quem queria ouvir fados em Lisboa tinha duas opções: ou ia a uma casa de fado ou assistia a um espectáculo numa sala como o Coliseu dos Recreios. Desde o início de Março há uma terceira hipótese, o Fado in Chiado. Basta passar pelo Cine Theatro Gymnásio, em Lisboa, ao final da tarde. A partir das 19.00 e durante cerca de meia-hora, um cantor, uma cantora e dois guitarristas, na viola de fado e na guitarra portuguesa, tocam alguns dos mais conhecidos temas. Depois o público continua com a sua noite.

"Não havia, até agora, a possibilidade de ouvir o fado, que nós encaramos como o som da alma portuguesa, num espectáculo mais curto e descontraído", concorda Jacinta Oliveira, da promoto- ra GeniusyMeios. "Tendo em conta o número de turistas que Lisboa recebe todos os anos, sentimos que era necessário criar um espaço onde se pudesse ouvir a canção portuguesa, para lá das casas de fados. Um sítio que não implicasse um jantar e uma noite perdida".

Curiosamente, o Fadoin Chiado surge no ano em que este género musical é candidato a Património da Humanidade. Apesar de não haver qualquer relação entre estas iniciativas, segundo a promotora, este espectáculo foi feito a pensar nos estrangeiros que visitam a capital. O alinhamento inclui por isso canções tão conhecidas como Cheira Bem, Cheira a Lisboa ou Uma Casa Portuguesa, popularizadas por Amália Rodrigues, assim como A Casa da Mariquinhas ou A Moda das Tranças Pretas.

Os temas não sofrem grandes alterações de espectáculo para espectáculo, mas os intérpretes garantem que estes ainda não se tornaram repetitivos. "A reacção do público é sempre diferente, e nunca cantamos um fado da mesma maneira", explica o cantor Marco Oliveira, de 21 anos. A fadista Mafalda Taborda, de 22, concorda. "É um repertório mais turístico", lembra a intérprete.

"É verdade que é um formato mais virado para os turistas, para eles conhecerem melhor a nossa identidade", explica Jacinta Oliveira. "Mas estes fados continuam a ter a sua identidade, com a sua alma e as suas características. Não obstante, é uma coisa feita a pensar nos públicos estrangeiros e noutras pessoas que visitam a cidade de Lisboa".

A organização teve por isso o cuidado de escolher vozes jovens (e menos conhecidas), para "fazer uma ponte entre a tradição e a modernidade". Foram ainda escolhidos dois elencos, um principal e um secundário, para que o espectáculo não seja interrompido, ficando patente de segunda a sábado, sem colidir com outros compromissos dos intérpretes.

Os interessados poderão assistir a estas breves actuações durante os próximos meses. Até porque ainda não se sabe quando vão chegar ao fim. "Começou no dia 6 de Março e não termina", avança, confiante, Oliveira. "Queremos que fique em permanência. Gostaríamos que o Fado in Chiado marcasse esta época como, por exemplo, o Jardim Zoológico, na nossa infância, ou mesmo o Oceanário".

fonte ~ dn

3 de maio de 2009

Projecto Oralidades

O grupo de Música Portuguesa Roda Pé, vai estar presente no dia 9 de Maio, em Birgu-Ilha de Malta, a representar a cidade de Évora, num Festival Internacional de Música de Tradição
Europeu. Este Festival está integrado no Projecto Oralidades, que engloga os Municípios Portugueses de Évora, Mértola, Idanha-a-Nova e ainda as cidades de Arles (França), Birgu (Malta), Ourense (Espanha), Ravenna (Itália) e Sliven (Bulgária).

Projecto Oralidades

Nos próximos três anos as cidades de Arles (França), Birgu (Malta), Évora (Portugal), Idanha-a-Nova (Portugal) Mértola (Portugal), Ourense (Espanha), Ravenna (Itália) e Sliven (Bulgária) unem-se num vasto programa de cooperação e intercâmbio cultural denominado Oralidades. Neste âmbito, será criado um Centro de Recursos da Tradição Oral que terá a sua sede em Évora.
Neste quadro elegeram-se duas componentes das Oralidades: A Música da Europa do Sul e do Mediterrâneo (popular, tradicional, antiga e da renascença) e a Tradição Oral (Histórias de Vida, os Contos Populares, os Cancioneiros e os Romanceiros).
Um conjunto de actividades será desenvolvida com regularidade em todas as cidades da parceria e que assenta em Circuitos, Encontros e Festivais das Músicas do Sul; Circuitos, Encontros e Festivais de Música Antiga e da Renascença; Rede de Cidades da Tradição Oral, com Contadores de Contos Populares, Grupos de Teatro e de Marionetas; Encontros de Especialistas no estudo tradição oral e a criação, em Évora, de um Centro de Recursos da Tradição Oral e uma Plataforma digital on-line da tradição oral.
O projecto vai criar um conjunto de produtos que se pretende que sejam valores acrescentados em termos da cooperação europeia no domínio cultural. Entre outros, serão produzidos CDs com músicas dos grupos que participam no projecto; Edição de uma Antologia de Contos Populares das Cidades da parceria; uma Maleta Pedagógica da Tradição Oral e o Cartão de Turismo Cultural das cidades do projecto.