3 de Julho de 2009

filmes, malhas e outras tralhas | 8 jul 09 | Lisboa

“O tempo voa.... Será que andam todos demasiado ocupados para me ver? Talvez demasiado barulhentos para me ouvir... Sinto-me esquecido e de coração partido. E se me desmontar e me juntar à música? Vou colar cada pedaço e contar a minha História.”

OS FILMES O cinema português tem voz própria e uma história para contar, a sua vida é longa e cheia de momentos que contribuíram para a construção da nossa memória colectiva. Já esteve ao serviço da propaganda do estado, já foi marginal e vanguardista, independente e comercial. Muitas vezes mal amado, é, no entanto, um espelho fiel daquilo que fomos e que somos. Pela importância que tem na nossa identidade cultural, reclama um olhar mais atento e justifica uma actualização que permita quebrar a barreira do preconceito, aproximando-o do público mais jovem.

AS MALHAS A banda sonora, componente fundamental da arte de fazer filmes, é muitas vezes constituída por música original composta especialmente para o efeito. Do registo mais popular ao mais erudito, a música constituiu-se, ao longo dos tempos, como uma imagem de marca do nosso cinema; da “Menina da Rádio” aos “Verdes Anos”, de “Kilas, o Mau da Fita” à “Carta”, são muitos os filmes e muitas as canções que contribuíram para construção de um repertório único e original.

OUTRAS TRALHAS O cinema português é a matéria-prima para a criação de um espectáculo inédito. Na tela projecta-se uma longa-metragem composta a partir de excertos/sequências de vários filmes portugueses. A história do cinema é contada numa nova estória, sem ordem cronológica, onde o fio narrativo assenta, em primeira instância, numa selecção de carácter musical e, num segundo momento, na liberdade criativa dada ao realizador convidado para efectuar esta “colagem”. No palco, uma voz e um piano vão construindo a banda sonora. Também aqui a liberdade criativa é total e o objectivo é a (re)criação de um corpus artístico novo, personalizado e coerente. Os artistas, músicos e realizador criam um novo objecto artístico que se aproxima do formato de um musical a que podemos chamar latamente cine-concerto.

Homenagem a Ary dos Santos | 10 jul 09 | Figueira da Foz

O Casino Figueira vai acolher a 10 de Julho, às 23:00 horas, «O Poeta das Canções, 25 anos depois», espectáculo de homenagem a Ary dos Santos concebido por QuimZé Lourenço, protagonizado por diversos músicos.

O espectáculo criado pelo actor, músico, cantor, arranjador e produtor vai recuperar temas como «Desfolhada», «Canção de Madrugar», «Cavalo à Solta», «Tourada», «Estrela da Tarde», «Um Homem na Cidade», «O Cacilheiro», «Fado do Campo Grande», «O Homem das Castanhas», «Lisboa, Menina e Moça», «Os Putos» ou «Retalhos da Vida de um Médico», entre outras.

As músicas serão interpretadas de forma inovadora, com recurso a géneros como a música clássica, jazz, fado ou world music.

A música de José Carlos Ary dos Santos será complementada em palco por uma coreografia inédita, que combina técnica e estética clássica e contemporânea, a arte de três bailarinas e um cenário multimédia com imagens históricas e alegóricas, segundo o divulgado em comunicado.

QuimZé Lourenço actuará na voz, sendo acompanhado por João Guerra Madeira, ao piano; Zeca Neves, no contrabaixo; Tiago Ramos, na bateria; Pedro Teixeira da Silva, no violino; Edgar Caramelo, no saxofone e flauta; Pedro Amendoeira, na guitarra portuguesa; e Antero Guerra, na multimédia. Também estará em palco a coreógrafa e bailarina Helena Azevedo.

Depois da actuação no Casino Figueira, o epsect6áculo segue em digressão pelo país e estrangeiro. Em Outubro deverá ser editado um CD/DVD.

2 de Julho de 2009

X Concurso de Fado | 11 jul a 1 ago 09 | Vila do Bispo

De 11 de Julho a 1 de Agosto, vai decorrer mais uma edição do Concurso de Fado do Concelho de Vila do Bispo. A iniciativa, organizada pela Câmara Municipal e que este ano cumpre o seu décimo ano consecutivo, pretende uma vez mais incentivar todos aqueles que gostam de cantar o fado a mostrar o seu talento e aptidão vocal.
O concurso vai ser disputado ao longo de três eliminatórias. A primeira realiza-se no próximo dia 11 de Julho, no Salão da Igreja Nossa Senhora da Graça, em Sagres. A segunda e terceira eliminatórias estão agendadas para o dia 18 de Julho, na Sociedade de Instrução e Recreio de Budens, e para o dia 25, no Salão de Festas da Sociedade Recreativa de Barão de São Miguel, respectivamente. A final e finalíssima realizar-se-á a 1 de Agosto, em Vila do Bispo.
O regulamento do concurso prevê o apuramento de três concorrentes em cada eliminatória, os quais participarão na grande final, a realizar no dia 1 de Agosto. Dos nove concorrentes que participam na final, serão seleccionados, por um júri, os três mais pontuados.
Quanto aos prémios, o grande vencedor da finalíssima leva para casa um cheque no valor de 400 euros e os segundos classificados arrecadam cheques no valor de 200 euros, respectivamente.
Os fadistas António Pinto Basto, Teresa Tapadas, Maria Armanda e José da Câmara são as quatro vozes do grupo “Quatro Cantos” que actuam na noite da finalíssima, em Vila do Bispo, cujo início está marcado para as 21h30.

1 de Julho de 2009

TIAGO PEREIRA VS GIACOMETTI

O rural vai ser sempre contaminado pelo urbano, mas o urbano tem obrigação de realçar o bom que o rural tem, tornando-o mais urbano ainda sem perder a essência do rural... Complexo? Não, nem por isso, até é bastante simples. A paisagem sonora pode e deve ser música da memória e utilizada até mais não, e os velhos devem ser pessoas, não deuses rurais de um cantar perfeito.
Tiago Pereira

30 de Junho de 2009

Povo que lavas no Rio Águeda | 10 e 11 jul 09 | Águeda

Povo que Lavas no Rio Águeda, mais que título, é inspiração para a nova grande manifestação artística sobre as águas do nosso rio. Literalmente sobre as águas, outra vez. Emoldurada a epopeia que foi Rio Povo (2007 e 2008), que marcou um tempo novo ao nível das grandes produções culturais em Águeda, eis que um novo espectáculo se concebe, obra nova vai à cena, com a participação inter-associativa de mais de 300 artistas em palcos aquáticos. Um musical. Cantado, exuberante, poético, contemporâneo, visual. A música assume agora o papel principal, numa estética cruzada e actualizada, leve tendência pop para o riquíssimo alfarrábio de canções ribeirinhas de todos os tempos. “Povo Que Lavas no Rio Águeda” terá lugar a 10 e 11 de Julho de 2009 na antiga piscina fluvial, evidenciando o carácter mítico e inspirador que o Rio Águeda provoca na criação artística local, ao revisitar e estimular um repertório musical e poético dedicado ao próprio Rio, de todos os tempos, autores e estéticas.

ORQUESTRA, CANTORES E UM ENORME CORO MISTO

A Orquestra principal do espectáculo, constituída por mais de uma dezena de músicos locais e convidados, a que se junta um naipe de cantores de grande versatilidade, serão intérpretes da maioria do repertório recriado para “Povo Que Lavas no Rio Águeda”, com novos e potentes arranjos. Além disso, uma fusão de vários grupos corais do concelho, seis adultos e dois infantis, asseguram e complementam a parte vocal de todo o musical, com arranjos que vêm sendo trabalhados sob a orientação dos respectivos maestros e maestrinas. A 10 e 11 de Julho, no rio, esta enorme mole humana dará voz aos temas ribeirinhos de ontem e de hoje.

GRUPOS FOLCLÓRICOS TRANSFIGURADOS

Os elementos dos grupos folclóricos participantes prepararam a sua participação de forma pouco habitual: os ferrinhos e o cavaquinho, típicos da tocata, viram-se substituídos pelos inusitados cajón, alguidar e darbuka, uma mescla no mínimo surpreendente. “Aqui já nada nos surpreende. No último encontro, ensaiámos as coreografias do grupo folclórico ao som de música africana” diz Armando, soltando uma gargalhada. Jogos e exercícios lúdicos antecedem as sessões de trabalho em que são desafiados a desconstruir o seu próprio repertório habitual, abdicando das formas recalcadas durante décadas. Uma inovação que não os largará até à sua presença no palco aquático: as modinhas e a tocata serão substituídas pela percussão do sapateado dos dançarinos. Percussão simplista, sem letras nem rimas, mas cujo efeito colectivo se espera impactante. O protagonismo às botas e chinelas dos nossos grupos folclóricos!

DAS GARAGENS PARA O PALCO DO RIO

Foi lançado um convite especial a 6 grupos e bandas locais, com as mais diversas sonoridades e géneros musicais - do jazz, do trad, do clássico, do rock, do tango -, para darem novas roupagens a velhas modinhas da região. O resultado não poderia ser mais auspicioso: a canção “O Pedreiro cheira a Pedra” a ser tocado por um quinteto de metais, com tuba, trompete e trombone como protagonistas, ou o mítico “Regadinho” ser tocado numa versão blues! “Nós optámos por fazer uma versão blues do Regadinho” afirma Hélder, elemento do grupo Johnny’s Gang. “Analisámos as três versões que nos foram apresentadas - “Regadinho de Casal d’Álvaro”, “Regadinho”, e “Regadinho de Águeda” -, decidimos fazer uma compilação das letras e escrevemos um blues. O nosso folclore é bem estruturado e definido, tal como o blues e por isso não nos foi difícil proceder a esta comunhão”.

A ÁGUA COMO CENÁRIO

Este ano, o público verá redesenhado o espaço cenográfico no leito do rio. O nível seguinte em impacto visual. A espectacularidade de “Povo que Lavas no Rio Águeda” joga-se na convivência do guião musical com novos recursos multimédia, mais as grandes construções de cena - como a nora - e as múltiplas embarcações, entre as quais uma nova grande atracção, vinda directamente da Pateira de Fermentelos: a ceifeira “Pato Bravo”, que será protagonista de um dos grandes momentos do espectáculo. Personagens imaginárias, dançarinas aquáticas e várias embarcações sonoras que emitem sons a partir da água são algumas das surpresas de um espectáculo que tem tudo para deixar a plateia deslumbrada.

POR QUEM UM RIO TROCA MIL IMAGENS

Há provocação constante no alinhamento do espectáculo, na fuga aos clichés e ao convencional, com vista a surpreender o público. A estética quer-se contemporânea e arrojada, com intersecções permanentes entre disciplinas artísticas. Que o diga Tiago Pereira, documentarista vídeo da tradição cultural portuguesa, responsável pela componente vídeo que ilustrará todo o guião: “Neste projecto, crio narrativamente o espectáculo através do vídeo. O interessante é a divergência que isso - novas tecnologias versus cultural tradicional – gera e o que se pode trabalhar a partir daí. Como neste país não houve revolução cultural, as coisas ficaram muito classificadas e metidas em rótulos. Actividades como Povo Que Lavas no Rio Águeda vêm dizer que, afinal, tudo é possível”.

A RECEITA: INTER-ASSOCIATIVISMO
Singular é o mínimo que se poderá dizer deste espectáculo. Mas mais singular é a solidariedade entre associações locais que, de ano para ano, cimentam laços de cooperação. “Era impensável ver esta colaboração entre as associações locais há alguns anos atrás. Estes projectos são a prova viva de que qualquer colectividade que não se abra aos outros, morre com o tempo” afirma um dos participantes. Os preparativos desdobram-se numa miríade de ensaios, encontros e reuniões, entre equipas restritas ou alargadas. Cada um é peça essencial nesta montagem voraz de um novo espectáculo e, embora ao primeiro vislumbre o ambiente pareça caótico e fragmentado, com os grupos a ensaiarem separadamente, semana após semana eles vão-se fundindo, coordenando passos, ritmos e marcações, até tudo culminar no dia de estreia.

2 únicas apresentações
lotação máxima de 1200 lugares por noite

BILHETES À VENDA
na Galeria Municipal de Águeda
no Fórum da Juventude de Águeda
na Biblioteca Municipal de Águeda
nas Piscinas Municipais de Águeda
em todos os postos de Turismo da região

Tarab: o regresso de Danças Ocultas

Danças Ocultas apresentam "Tarab", um novo formato de espectáculo com elementos multimédia interactivos, de reacção sonora e emocional decorrentes da música, mas é também o título do próximo disco.

O conceito "Tarab", usado no norte de África, assenta na ideia de um nível superior de consciência colectiva, atingido numa performance, partilhado entre artista e público.

Na sequência do álbum "Pulsar" (2004) e da convivência com outros instrumentos e vozes, eis que surge "Tarab": um regresso ao ensemble original, com incidência na aptidão expressiva da concertina e na capacidade emotiva da própria música dos Danças Ocultas.

"Tarab" será editado em Outubro pela Numérica – Produções Multimédia, Lda, e o concerto de lançamento do disco será no dia 3 de Outubro, às 18h30, na sala Jardim de Inverno, no Teatro São Luiz de Lisboa.

Próximos concertos:

09 de Julho_21:30_Festas do Almonda_Torres Novas

24 de Julho_21:30_AgitÁgueda_Águeda

26 de Julho_21:30_Centro Cultural e Congressos_Caldas da Rainha

29 de Junho de 2009

trebilhadouro | 31 jul a 2 ago 09 | Vale de Cambra


Sexta - 31 de Julho de 2009
18h30 - Abertura do Festival
22h30 - "Irmãos Esferovite" - Nuvem voadora - Circo /Portugal
23h30 - Tinto e Jeropiga - Baile Trad/ Portugal
Hora do Tardo - Mestre Galissá /Guiné Bissau


Sábado - 1 de Agosto de 2009
10h30 - Yoga
16h30 - Oficinas de Artes Circenses - Pedro Correia
18h30 - Oficina de danças afro - contemporâneas - José Silva "Boris"/Cabo Verde
22h30 - "A História é uma Estória"- TEP - Teatro/Pias
23h30 - André Cabaço Trio – Jazz, Música Tradicional / Moçambique Hora do tardo – MoscaTosca – Música Europeia / Portugal


Domingo - 2 de Agosto de 2009
10h30 – Caminhada ao rio
14h30 – “Contos tradicionais e oralidade” - Curral do livro – Mussá Ibrahimo/Moçambique e Celso Fdz. Sanmartín… /Galiza
16h30 – O Galo Quirico e os seus Amigos – Viravolta Títeres - Teatro / Galiza
18h30 – Oficina de danças afro-contemporâneas – José Silva “Boris” / Cabo Verde
20h30 – Danças d’Unha - Terras de Arões / Portugal
Hora do tardo – Linho do Cuco / Galiza

28 de Junho de 2009

Uma Casa Portuguesa | 8 a 25 jul 09 | Porto

O festival Uma Casa Portuguesa propõe uma viagem pelas múltiplas expressões da música tradicional e popular portuguesa, levando-nos a paragens tão distintas quanto o fado, os agrupamentos filarmónicos ou as mais genuínas manifestações da música regional.

Os clássicos do cancioneiro tradicional nas sete vozes femininas do grupo Segue-me à Capela, as danças e cantares das Terras de Miranda ou o humor dos Adiafa ao som da viola campaniça alentejana revelam-nos os ambientes rurais da música tradicional portuguesa.

O universo do fado vê-se invadido pelo jazz num concerto de Mário Laginha e Bernardo Sassetti. Os dois pianistas responderam ao desafio da Casa da Música com um concerto original que assinala o 10º aniversário da morte de Amália Rodrigues. Não faltarão também oportunidades para ouvir algumas das grandes vozes da actualidade do fado, como Cristina Branco e Hélder Moutinho, ou para descobrir a nova abordagem de António Zambujo, plena de referências à música brasileira.

O ano do Brasil serve de pretexto para revelar as faces mais desconhecidas da música nordestina, os ritmos e os cantares rurais de Pernambuco e Alagoas nas vozes de Renata Rosa e do grupo Siba e a Fuloresta.

As festas populares típicas do Verão não seriam as mesmas sem a presença das bandas filarmónicas. Nas tradicionais arruadas e procissões, ou tocando música festiva no coreto, são há mais de 200 anos presença fundamental na nossa música. Tem, por isso, especial significado o encontro de bandas que traz oito agrupamentos da região ao palco da Praça.


PASSAPORTE UMA CASA PORTUGUESA |
4 CONCERTOS À ESCOLHA | € 30

SEGUE-ME À CAPELA | ADIAFA
08 QUA | 22:00 | SALA 2 | 10€


PAULITEIROS DE MIRANDA | HAMILTON DE HOLANDA QUINTETO
09 QUI | 22:00 | PRAÇA | 15€


SIBA E A FULORESTA
11 SÁB | 22:00 | PRAÇA | 10€


BANDA SINFÓNICA PORTUGUESA
12 DOM | 12:00 | SALA SUGGIA | ENTRADA LIVRE


RENATA ROSA | GALANDUM GALUNDAINA
12 DOM | 22:00 | PRAÇA | 10€


RICARDO PARREIRA CONVIDA MICAELA VAZ E MARCO OLIVEIRA | ANTÓNIO ZAMBUJO
23 QUI | 22:00 | SALA SUGGIA | 10€


MÁRIO LAGINHA E BERNARDO SASSETTI
25 SÁB | 22:00 | SALA SUGGIA | 15€


HÉLDER MOUTINHO | CRISTINA BRANCO
26 DOM | 22:00 | PRAÇA | 10€

24 de Junho de 2009

Uxu Kalhus : Círculo Dança Espiral [Transumâncias Groove, 2009]

FIDO | 5 a 18 jul 09 | Oeiras

Entre os workshops de Danças do Mundo, aulas de Técnicas de Dança, Dança para a Comunidade, Demonstrações de Danças de Rua (Street Dance), Debates, Feira de Artes e outras animações tais, é de destacar a presença dos grupos Monte Lunai, Tor, Tanira, Cabaz, Fol&Ar e Mosca Tosca, e as sessões dos DJ Matt e António Pires.