28 de setembro de 2010
26 de setembro de 2010
Balltoque: Pandeireta Galega | Lisboa
BALLTOQUE- workshops de música tradicional
"Pandeireta Galega"
por Sara Vidal (Luar na Lubre)
Domingos, 15 em 15 dias
Iniciados: 16h-17h
Intermédios:17h-18h
- Fabrica do Braço de Prata
Rua da Fábrica do Material de Guerra, nº 1, lisboa
Início a 10 Outubro 2010
Preço: 15 balls (Mensalidade)
Formas de Pagamento: No início de cada mês
inscrição aqui!
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Formação
Balltoque: Concertina | Lisboa
BALLTOQUE- workshops de música tradicional
"Concertina"
por Eva Parmenter (Caravana)
Terças, 19H45 às 21H15
- Casa da Comarca da Sertã
rua da madalena, 171 3º, lisboa
Ínicio a 12 Outubro 2010 (8 meses)
Nível Iniciado
Nº Alunos: min 3, max 5
Preço: 45 balls (Mensalidade)
Formas de Pagamento:
Totalidade: 325 balls
Cheques: 360 balls
inscrição aqui!
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Formação
20 de setembro de 2010
Hermínia da Silva : Fado da Sina
Reza-te a sina, nas linhas traçadas, na palma da mão
Que duas vidas, se encontram cruzadas, no teu coração
Sinal de amargura, e dor e tortura, de esperança perdida
Indício marcado, de amor destroçado, na linha da vida
E mais te reza, na linha do amor, que terás de sofrer
O desencanto, ou breve dispor, de uma outra mulher
Já que a má sorte assim quis, a tua sina te diz
Que até morrer, terás de ser, sempre infeliz
Não podes fugir
Ao negro fado brutal
Ao teu destino fatal
Que uma má estrela domina
Tu podes mentir
Às leis do teu coração
Mas, ai, quer queiras, quer não
Tens de cumprir a tua sina
Cruzando a estrada, da linha da vida, traçada na mão
Tens uma cruz, afeição mal contida no teu coração
Amor que em segredo, nasceu quase a medo, pra teu sofrimento
E foi essa imagem, a grata miragem do teu pensamento
E mais ainda te reza o destino que tens de amargar
Que tua estrela, de brilho divino, deixou de brilhar
Estrela que Deus te marcou, mas que tão pouco brilhou
E cuja luz, aos pés da cruz, já se apagou
Que duas vidas, se encontram cruzadas, no teu coração
Sinal de amargura, e dor e tortura, de esperança perdida
Indício marcado, de amor destroçado, na linha da vida
E mais te reza, na linha do amor, que terás de sofrer
O desencanto, ou breve dispor, de uma outra mulher
Já que a má sorte assim quis, a tua sina te diz
Que até morrer, terás de ser, sempre infeliz
Não podes fugir
Ao negro fado brutal
Ao teu destino fatal
Que uma má estrela domina
Tu podes mentir
Às leis do teu coração
Mas, ai, quer queiras, quer não
Tens de cumprir a tua sina
Cruzando a estrada, da linha da vida, traçada na mão
Tens uma cruz, afeição mal contida no teu coração
Amor que em segredo, nasceu quase a medo, pra teu sofrimento
E foi essa imagem, a grata miragem do teu pensamento
E mais ainda te reza o destino que tens de amargar
Que tua estrela, de brilho divino, deixou de brilhar
Estrela que Deus te marcou, mas que tão pouco brilhou
E cuja luz, aos pés da cruz, já se apagou
Amadeu do Vale
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Vídeos
O dia em que Hermínia Silva levou um apalpão em palco
Há atrações literalmente fatais e que podem terminar numa grande confusão. Que o digam a fadista Hermínia Silva , o forcado e o estivador... ora venham daí saber porquê.Anos 60, restaurante "Solar da Hermínia". Tal como o nome indica, esta casa de fados pertencia à saudosa Hermínia Silva (que em relação ao povo deve ter sido mais acarinhada do que a própria Amália), essa grande fadista popular, do cinema, da revista... enfim, se isto fosse medicina ela teria sido uma fabulosa médica de clínica geral. Percebia de tudo.
Numa noite ela ficou sem guitarrista e não conseguia encontrar ninguém que estivesse livre. Como último recurso, lembrou-se de um tipo que era o "Joaquim Alemão", um estivador que tocava só aos fins de semana. Era o género de guitarrista do desenrasque.
A Hermínia tinha por mania ensaiar o reportório com os guitarristas novos na cave e nesse dia cumpriu a tradição. O Joaquim tinha uma adoração secreta por ela e quando a viu já toda meio produzida engoliu em seco e manteve a calma enquanto ensaiava. Para que não restem dúvidas: A Hermínia era um verdadeiro mulherão, muito vistosa.
Com o vestido justinho, parecia uma viola...
No início da noite começaram os fados e ela era a última a cantar. Quando apareceu com um vestido justinho... parecia uma viola, com as curvas todas acentuadas. Pôs-se à frente do "Alemão", virada para o público, pronta para cantar. Ele começou a tocar, enquanto olhava insistentemente para o rabo dela. Ao fim de uns acordes não resistiu, deu-lhe um palmadão no rabo e disse: "Ah fazenda!".
O marido da Hermínia, que era o Guerreiro, forcado em Benavente, não foi de modas: Saltou da mesa e atirou-se ao guitarrista. A noite de fados acabou por ali, com um verdadeiro duelo entre um forcado e um estivador. Escusado será dizer que o Joaquim teve de meter a viola no saco e sair dali mal conseguiu.
Vital d'Assunção
fonte ~ expresso
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Memórias
16 de setembro de 2010
As Lisboas de Marco Rodrigues
O fadista defende “um fado imediato e ao pulsar do quotidiano” o que, segundo disse à Lusa "se reflecte neste álbum" que é editado dia 13.Os temas da actualidade “indo ao encontro do fado como crónica do quotidiano” pautam o novo disco acentuadamente tradicional e em que escapam a este alinhamento “Valsa das paixões” (T. Torres da Silva/Tiago Machado) que interpreta com Mafalda Arnauth e “A cor do céu em mim", explicou o fadista.
“Homem do Saldanha” fala de um idoso que marca as noites entre o Saldanha e Picoas acenando a quem passa. Este é um dos temas “retintamente quotidianos” e tem letra de Boss AC que se estreia nas lides fadistas e assina ainda “Ninguém vê”, com música de Nando Araújo e Tiago Machado.
Para cantar este fado, Marco convidou Carlos do Carmo que apresentou como “um amigo, um conselheiro”.
“Passo algumas horas em sua casa para o ouvir e tentar aprender”, acrescentou.
Tiago Machado, autor de temas como “Ó gente da minha terra” e “Os anéis do meu cabelo”, assina também a música de “Homem do Saldanha” e garante a produção executiva com Tiago Palma.
“O Tiago [Machado] é um amigo e a ideia deste álbum surgiu no Festival da RTP onde defendi uma canção dele e da Inês Pedrosa [“Em água e sal”] que com um arranjo mais sóbrio integra este CD”, disse o fadista.
“Ao longo do álbum fomos trocando impressões e os temas foram surgindo. Para mim os fados têm uma urgência que implica experimentá-los logo, não se podem guardar”, argumentou.
Contrariando este argumento surge no álbum, “A cor do céu em mim” (Ernesto Leite) que estava na gaveta “mas o Tiago Machado encontrou onde lhe colocar umas cordas e gravámos”.
Referindo-se a “Água em sal”, Marco Rodrigues afirmou que “tem uma matriz de portugalidade que é quase um fado”.
“Por outro lado, a minha interpretação dá-lhe o carisma fadista”, disse entre risos.
Tiago Torres da Silva, poeta que lhe foi apresentado por Mafalda Arnauth, é o autor de quatro temas, um deles composto para uma junção de cinco fados tradicionais.
Intitulado “Rapsódia do fado que ninguém quer” integra com arranjos de Tiago Machado os fados tradicionais Alvito, Georgino, Pedro Rodrigues, Sem Pernas, e o Corrido Manuel de Almeida.
Marco Rodrigues assina os fados “O Inverno do fado” e “Onde vou”, ambos com letras de Miguel Martins, autor que incluiu já no anterior álbum.
Marco Rodrigues toca viola há seis anos e acompanha-se em quatro temas, nos restantes o instrumento é garantido por Carlos Manuel Proença.
Do grupo de músicos constam ainda José Manuel Neto na guitarra portuguesa em 11 temas, no 12.º o guitarra é Luís Guerreiro, e o baixo acústico Yami num tema apenas.
Tiago Machado garante harmónica num tema e piano em dois outros, sendo ainda de referir Sertório Calado (percussões), Bárbara Duarte Barbosa e Jeremy Lake (violoncelo), Jorge Teixeira (viola de arco) e os violinistas Vasco Broco e Pedro Pacheco.
fonte ~ hardmusica
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Notícias
Sextas de concertos: Candidaturas e propostas 2011 | até 30 nov 10 | Lisboa
Na prossecução dos seus objectivos de divulgar a música e os intérpretes portugueses, a Fonoteca Municipal propõe a continuação de Sextas de Concertos, um ciclo constituído por propostas dos mais diversos domínios musicais, de Janeiro a Junho e Setembro a Novembro, na última sexta-feira de cada mês, sempre às 21h30,
com entrada livre.
Datas:
28 de Janeiro / 25 de Fevereiro / 25 de Março /
29 de Abril / 27 de Maio / 24 de Junho /
30 de Setembro / 28 de Outubro / 25 de Novembro
Poderão candidatar-se todos os projectos que apresentem trabalhos originais de qualquer domínio musical (à excepção da Música Clássica). As propostas devem incluir texto de apresentação, imagem, contactos e maqueta (ou página no myspace com temas disponíveis para audição).
Os concertos devem ter uma duração de cerca de 45 minutos e ser o mais acústicos possível (os requisitos técnicos para cada concerto deverão contemplar a dimensão e condições acústicas da sala).
A promoção dos projectos participantes (imagem, texto de apresentação e contactos) far-se-á através de:
- Postal A5 de divulgação Sextas de Concertos
(trimestral, 2000 exemplares);
- Promoção do ciclo e concertos no site da Fonoteca;
- Promoção do ciclo e concertos através de e-mail
(público em geral e comunicação social);
- Promoção na AgendaLX (eventual)
Envio de propostas até 30 de Novembro (por e-mail, CTT ou entrega até às 20h na Fonoteca Municipal).
com entrada livre.
Datas:
28 de Janeiro / 25 de Fevereiro / 25 de Março /
29 de Abril / 27 de Maio / 24 de Junho /
30 de Setembro / 28 de Outubro / 25 de Novembro
Poderão candidatar-se todos os projectos que apresentem trabalhos originais de qualquer domínio musical (à excepção da Música Clássica). As propostas devem incluir texto de apresentação, imagem, contactos e maqueta (ou página no myspace com temas disponíveis para audição).
Os concertos devem ter uma duração de cerca de 45 minutos e ser o mais acústicos possível (os requisitos técnicos para cada concerto deverão contemplar a dimensão e condições acústicas da sala).
A promoção dos projectos participantes (imagem, texto de apresentação e contactos) far-se-á através de:
- Postal A5 de divulgação Sextas de Concertos
(trimestral, 2000 exemplares);
- Promoção do ciclo e concertos no site da Fonoteca;
- Promoção do ciclo e concertos através de e-mail
(público em geral e comunicação social);
- Promoção na AgendaLX (eventual)
Envio de propostas até 30 de Novembro (por e-mail, CTT ou entrega até às 20h na Fonoteca Municipal).
FONOTECA MUNICIPAL DE LISBOA
Praça Duque de Saldanha
Dolce Vita Monumental, Lj. 17
1050-094 Lisboa
Tel.: (+351) 21 3536231/2
E-mail: fonoteca@cm-lisboa.pt
http://fonoteca.cm-lisboa.pt
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Notícias
8 de setembro de 2010
A Barca dos Castiços em CD
A pluralidade cromática da Música de um Povo.Uma mancha sonora sobre uma pintura ancestral.
A Barca dos Castiços, numa parceria com o Teatro da Cerca de São Bernardo, vai apresentar em Coimbra o seu primeiro trabalho discográfico, Mancha em Terras de Cor, registo em que as fusões da música Tradicional Portuguesa, com outras sonoridades mais universais, tentam reflectir a pluralidade cromática de um pequeno, mas culturalmente diverso país como é Portugal.
A tradição marca o porto de saída, a criatividade é a rota a percorrer…
Dia 13 de Setembro, pelas 21h30.
Entradas Gratuitas, mediante levantamento de ingresso na bilheteira do TCSB.
Uma Produção 7 Sons, Casa do Povo de Souselas, com o apoio da Escola da Noite, Teatro da Cerca de São Bernardo e Rádio Universidade de Coimbra.
+351 239 718 238
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Notícias
5 de setembro de 2010
Três Vozes no Fado
“O projecto procura apresentar três diferentes gerações de fado, através de intérpretes que são muito diferentes no estilo e no repertório”, disse à Lusa o produtor do grupo, Carlos Cruz.
Os fadistas são acompanhados à guitarra portuguesa por Rodolfo Godinho, à viola por José Carvalhinho, e Jorge Carreiro na viola baixo.
“Cada um de nós interpreta fados do seu repertório, e depois cantamos dois ou três temas juntos, o que resulta muito bem, pois mostra claramente que não se está no fado sempre da mesma maneira, cada um dá-lhe a sua interpretação e imprime a sua marca”, disse Ana Marta à Lusa.
A fadista apresenta neste projecto vários fados novos de autoria de António Rocha, nas músicas dos fados tradicionais Zé Negro, Margaridas e Magala.
Francisco Sobral estreou-se como actor no musical “Amália” de Filipe La Feria, encarnando Alfredo Marceneiro, participou ainda em “Canção de Lisboa”, integrou posteriormente o elenco do musical “Fado... Esse malandro vadio!”. Além fronteiras Sobral actuou já em Angola.
Anita Guerreiro tem uma carreira com mais de 50 anos, e entre os seus êxitos, muitos deles ligados ao teatro de revista, refira-se, "Cheira bem, cheira a Lisboa", "Sinos", "Calçadinha à portuguesa", “Ai, ai Lisboa”, “Boneca de trapos”, “Santo António veio a Alfama” e “ O fumo do meu cigarro”.
A fadista estreou-se em Fevereiro de 1954 no palco do Teatro Variedades, no Parque Mayer, em Lisboa, depois de um entrada no meio do espectáculo pelo concurso “Tribunal da canção”, do programa radiofónico “Comboio das seis e meia”.
“Assim que me ouviram levaram-me ao Marques Vidal e nem concorri, cantei logo. Eu ainda era menor e tive uma autorização especial do coronel Óscar de Freitas para actuar", recordou a fadista à Lusa.
Anita Guerreiro é o nome artístico de Bebiana Guerreiro, encontrado pelos produtores de "Comboio das seis e meia".
Vencedora do Prémio Estêvão Amarante (1969/70) e de uma Guitarra de Ouro, em Angola, onde chegou a residir, Anita Guerreiro tem-se tornado mais conhecida das novas gerações através dos papéis que desempenha em várias telenovelas.
Anita Guerreiro afirmou que deve à televisão a popularidade que hoje tem junto "de uma faixa etária mais nova", depois do interregno que fez na década de 1970, quando foi para os Estados Unidos.
Os fadistas são acompanhados à guitarra portuguesa por Rodolfo Godinho, à viola por José Carvalhinho, e Jorge Carreiro na viola baixo.
“Cada um de nós interpreta fados do seu repertório, e depois cantamos dois ou três temas juntos, o que resulta muito bem, pois mostra claramente que não se está no fado sempre da mesma maneira, cada um dá-lhe a sua interpretação e imprime a sua marca”, disse Ana Marta à Lusa.
A fadista apresenta neste projecto vários fados novos de autoria de António Rocha, nas músicas dos fados tradicionais Zé Negro, Margaridas e Magala.
Francisco Sobral estreou-se como actor no musical “Amália” de Filipe La Feria, encarnando Alfredo Marceneiro, participou ainda em “Canção de Lisboa”, integrou posteriormente o elenco do musical “Fado... Esse malandro vadio!”. Além fronteiras Sobral actuou já em Angola.
Anita Guerreiro tem uma carreira com mais de 50 anos, e entre os seus êxitos, muitos deles ligados ao teatro de revista, refira-se, "Cheira bem, cheira a Lisboa", "Sinos", "Calçadinha à portuguesa", “Ai, ai Lisboa”, “Boneca de trapos”, “Santo António veio a Alfama” e “ O fumo do meu cigarro”.
A fadista estreou-se em Fevereiro de 1954 no palco do Teatro Variedades, no Parque Mayer, em Lisboa, depois de um entrada no meio do espectáculo pelo concurso “Tribunal da canção”, do programa radiofónico “Comboio das seis e meia”.
“Assim que me ouviram levaram-me ao Marques Vidal e nem concorri, cantei logo. Eu ainda era menor e tive uma autorização especial do coronel Óscar de Freitas para actuar", recordou a fadista à Lusa.
Anita Guerreiro é o nome artístico de Bebiana Guerreiro, encontrado pelos produtores de "Comboio das seis e meia".
Vencedora do Prémio Estêvão Amarante (1969/70) e de uma Guitarra de Ouro, em Angola, onde chegou a residir, Anita Guerreiro tem-se tornado mais conhecida das novas gerações através dos papéis que desempenha em várias telenovelas.
Anita Guerreiro afirmou que deve à televisão a popularidade que hoje tem junto "de uma faixa etária mais nova", depois do interregno que fez na década de 1970, quando foi para os Estados Unidos.
fonte ~ hardmusica
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