26 de agosto de 2010

Pré-compra de novo álbum de Camané garante EP

A pré-compra do novo álbum de Camané, «Do Amor e Dos Dias», garante a oferta imediata de um EP com quatro temas.
Este EP, com o título homónimo do primeiro single retirado do álbum – «A Guerra das Rosas» – inclui ainda três canções exclusivas gravadas nas sessões do novo disco e que apenas estarão disponíveis neste EP. De acordo com as palavras de Camané «são temas que sempre me acompanharam na minha relação com o fado e que, de alguma forma, ganharam protagonismo na preparação do novo disco».

«São ainda uma evocação a alguns dos nomes que mais respeito e admiro, de Marceneiro a Amália passando por Linhares Barbosa e Carlos do Carmo», assume ainda o fadista. «Do Amor e dos Dias», o sexto registo de estúdio de Camané, é editado a 27 de Setembro.

A apresentação está marcada para 7 de Outubro no Centro Cultural de Belém.

25 de agosto de 2010

Xícara : Se me deixares eu digo

Se me deixares eu digo
o contrário a toda a gente
que neste mundo de enganos
fala verdade quem mente

tu dizes que a minha boca
já não acorda desejos
já não aquece outra boca
já não merece os teus beijos

mas tem cuidado comigo
não procures ser ausente
se me deixares eu digo
o contrário a toda a gente

Letra: António Botto
Música: Carla Carvalho, Hélder Costa, Rui Ferreira (Caps)
Arranjo: Carla Carvalho, Hélder Costa, Rui Ferreira (Caps) e Xícara

Fado vadio pelas "Vielas de Lisboa"

O fado "Maria Lisboa", interpretado por António Calvário, é um dos 21 que integram a colectânea "Vielas de Lisboa", que reúne gravações de 1956 a 1979.
"Maria Lisboa" (David Mourão-Ferreira/Alain Oulman), fado criado por Amália Rodrigues, foi gravado em 1966 por Calvário, dois anos depois de ter ganhado o Festival RTP da Canção.
A gravação mais antiga, de 1956, é de Celeste Rodrigues, "Pode ser mentira" (Frederico de Brito). Ainda desta década, o CD integra três gravações: "Adeus Mouraria" (Artur Ribeiro), por Carlos Ramos, de 1957, e de 1959 os fados "Um resto da Mouraria" (Carlos Conde/Martinho d'Assunção), por Alfredo Duarte Jr., e "Lisboa Bairrista" (Lopes Victor/M. d'Assunção), por Alice Maria.
"Estas colectâneas são essenciais, para hoje termos uma perspectiva do fado, com diferentes intérpretes, cada um com o seu próprio estilo", disse à Lusa o estudioso de fado Luís de Castro.
"Os fadistas nesta época tinham o brio de tornarem a interpretação original, criando o seu estilo, não imitando ninguém, e defendendo um repertório exclusivo", acrescentou o consultor do Museu do Fado.
Em declarações à Lusa, Luís de Castro afirmou que este "será dos períodos mais ricos e criativos do fado, desde a confirmação absoluta de Amália, que já tinha ultrapassado fronteiras, até ao surgimento de nomes e de uma produção criativa fortíssima".
Referindo-se à escolha de nomes, Luís de Castro afirmou que "estão alguns de referência, como Amália, Alfredo Marceneiro, Fernando Farinha ou Fernanda Maria".
Fernanda Maria surge em dois duetos, respectivamente com Alfredo Marceneiro, "Bairros de Lisboa" (1960), e com o filho deste, Alfredo Duarte Jr., "A Lucinda Camareira" (1960).
"A Fernanda [Maria] é um dos casos mais sérios do fado, ombreando com os nomes de sempre, como Amália, Maria Teresa de Noronha ou Hermínia Silva. Senhora de uma dicção limpa e uma voz clara de grande extensão, dando a devida intencionalidade a cada uma das palavras da letra", disse.
De Amália Rodrigues foi escolhido o tema "Júlia Florista" (Joaquim Pimentel/Leonel Vilar), gravado em 1967, e de Hermínia a escolha foi um tema gravado em 1971, "As Ginjas com Ela" (Carlos Alberto França).
Entre os nomes masculinos sobressai, além de Marceneiro, Fernando Farinha, que foi "um dos mais populares artistas portugueses, e o primeiro fadista eleito, por votação popular, rei da rádio". De Fernando Farinha foi escolhido o fado "S. João de Alfama" (Francisco Radamanto), gravado em 1972.
Os acompanhantes são Raul Nery, Joel Pina, Júlio Gomes e Domingos Camarinha, "nomes incontornáveis da cena fadista". Em alguns casos, a ficha técnica do CD inclui os acompanhantes, "uma informação essencial, pois uma boa interpretação não depende em exclusivo do intérprete, tanto mais numa canção como o fado, que envolve tão poucos intervenientes".
O CD inclui ainda Ada de Castro, António dos Santos, António Mello Corrêa, Fernanda Baptista, Helena Tavares, António Mourão, Beatriz da Conceição, Filipe Pinto, "conhecido como o 'marialva do fado'", Frei Hermano da Câmara, que interpreta um poema de Fernanda de Castro, Maria da Nazaré e João Ferreira Rosa.
Dos 21 temas escolhidos 11 são da década de 1960, que é a mais representada. A mais recente gravação data de 1979, "Fado do 31", um êxito de revista recriado por António Mello Corrêa.
fonte ~ lusa

15 de agosto de 2010

Povo que lavas no Rio Águeda

Águeda cultural reviu-se, uma vez mais, nas águas do rio. Com a edição deste ano de "Povo Que Lavas no Rio Águeda" fechou-se o ciclo, iniciado em 2007 com "Rio Povo", de grandes produções na antiga piscina fluvial.
Uma noite única para o público, um ano de trabalho para os participantes, um futuro inteiro para a cidade.
Por mais que meta água, em Águeda a Cultura flutua.

26 de julho de 2010

[1 em 2] Trigueirinha

Orquestra Típica de Águeda [Na rota dos ventos, 2004]


Toques do Caramulo [2010]

22 de julho de 2010

Novo álbum de Camané sai a 27 de Setembro

O álbum, que será apresentado ao vivo no dia 07 de Outubro no Centro Cultural de Belém, em Lisboa, é produzido por José Mário Branco, que assina também os arranjos e direção musical. O músico é o seu produtor desde "Uma noite de fados", editado em 1995.

"Somos já velhos cúmplices e amigos. Ele sabe onde eu posso surpreender e vice-versa. Somos uma equipa", afirmou o fadista à Lusa.

Camané será acompanhado pelo grupo, também habitual, de músicos: José Manuel Neto (guitarra portuguesa), Carlos Manuel Proença (viola) e Carlos Bica (contrabaixo).

Sem adiantar pormenores, Camané afirmou à Lusa: "Procuro fazer aquilo que é o meu trabalho, sem outras distrações, nem me preocupar com os críticos, e fazê-lo da forma mais honesta possível".

O anterior álbum, “Sempre de mim”, em que incluiu inéditos de Alain Oulman, foi editado a 21 de Abril de 2008.

"Do amor e dos dias" é o sexto álbum de estúdio de Camané, sendo constituído por 18 temas, e terá diferentes edições: uma "Edição Especial Limitada" (CD/DVD com gravação vídeo ao vivo de temas do novo álbum), uma “Edição Standard" em CD, uma “Edição Vinil” (duplo vinil/CD), e ainda "Edição Digital".

Camané, distinguido em 2006 com o Prémio Amália Rodrigues para o Melhor Fadista, começou a cantar fado ainda criança, tendo ganhado por duas vezes a Grande Noite do Fado, no Coliseu de Lisboa, nas modalidades Júnior e Sénior.

O fadista tem actuado com regularidade em Portugal e no estrangeiro. Quando começou a cantar, Camané afirmou que era “diferente o panorama do fado” em Portugal.

“Muita coisa mudou desde que gravei o primeiro disco da fase adulta há cerca de 17 anos", disse.

"Lutei muito para impor uma produção para fado, com os meus músicos. Quando comecei a cantar, na altura do primeiro álbum da fase adulta, ninguém comprava espetáculos de fado, nem as câmaras, nem havia circuitos", disse.

Em 2008 Camané foi um dos nomes da selecção oficial da Womex (2008 (World Music Expo), que se realizou em Sevilha (sul de Espanha).

O fadista integrou o elenco do filme "Fados", de Carlos Saura, e participa na série documental "Trovas antigas, saudade louca", com guião de Rui Vieira Nery, que Carlos do Carmo apresentará em setembro na RTP1.
fonte ~ lusa

19 de julho de 2010

Novas músicas no Andanças

Eddy Slap, Uxukalhus, Nação Vira Lata e Monte Lunai escolheram o festival Andanças como palco privilegiado para o lançamento dos seus novos trabalhos. De 2 a 8 de Agosto, em Carvalhais, São Pedro do Sul, o público poderá assistir ao vivo aos concertos destes e de outros nomes.

5 de Agosto, 23:00 horas, Palco Alto – EDDY SLAP: “Bassab”
O baixista Eddy Slap lança o seu CD, “Bassab”, num concerto que promete cruzar o som poderoso do baixo eléctrico de Eddy - fruto de uma mistura de estilos únicos, juntando e evidenciando a música folk da Europa Ocidental, com um pouco de Jazz à mistura, acompanhado somente com uma bateria. É possível? É, e Eddy Slap fá-lo como poucos.

6 de Agosto, 23:00 horas, Palco Alto – UXUKALHUS: DVD “Transumâncias Groove Mix”
Na noite de 6 de Agosto é a vez dos Uxukalhus (aliás, Os Chocalhos), com o lançamento do seu segundo álbum “Transumâncias Groove Mix”, que será gravado ao vivo no festival, em formato DVD – aproveitando a ocasião para agradecer à legião de fãs que têm seguido o grupo desde o início, quando revolucionaram os repertórios “folk” com o sacrilégio das guitarras eléctricas, percussões e instrumentos “exóticos” (Rauschpfeife, Acordeão, Flautas variadas, percussões africanas, indianas e até bateria ou Cravo).
O seu estilo inconfundível deita por terra as convenções todas que possam existir sobre a música dita “tradicional”, “popular” ou “contemporânea”. Esvaziadores de rótulos por excelência (e com orgulho nisso) desde há 10 anos.

5 de Agosto, 23:00 horas – NAÇÃO VIRA-LATA: lançamento de CD
Os Nação Vira Lata, liderados por Winga Kan (conhecido como o percussionista das mil percussões exóticas de Blasted Mechanism) vão trazer muitos convidados e prometem rebentar o festival com os seus ritmos africanos, portugueses e brasileiros; no concerto actuarão como convidados os alunos das oficinas de percussão realizadas no Andanças – uma das vertentes mais participadas do festival. Incluindo um convidado especial não-humano: Macintosh, responsável por loops e música electrónica combinadas com os instrumentos tribais e vários amigos de percurso. Este é o primeiro álbum dos Nação Vira Lata, um grupo muito recente, constituído pelos pupilos de Winga (Nuno Patrício), que já não é estranho nestas Andanças (a sua carreira conta com participações nos TocáRufar, Projecto Adufe, Uxukalhus, Blasted Mechanism) e já é um veterano no festival. O concerto na Quinta-feira, dia 5 de Agosto, incluirá uma “Queima do Judas”, uma efígie que será construída durante o Andanças, para ser queimada nessa noite e que se inspira nos rituais das culturas pré-cristãs mais antigas da Europa.

5 de Agosto, 23:00 horas – MONTE LUNAI: “In Temporal”.
Os Monte Lunai apresentam ao público a sua edição: “In temporal”.
A sonoridade deste grupo é ímpar, combinando o violino, contrabaixo, e guitarra com percussões várias e curiosos instrumentos de sopro (clarinete popular, gaita de foles ou didgeridoo), juntando instrumentos ocidentais e orientais, antigos e modernos, populares e eruditos, de forma harmoniosa.
O seu concerto é uma viagem por todo o Mundo, passando por temas de baile de hoje e de outros tempos, a Muinheira da Galiza, o Anter’dro da Bretanha, a Contradança, a Valsa, a Mazurca. São as danças da Grécia, da Ucrânia, de Itália e Portugal, numa roda viva de culturas e musicalidades.

Outros grupos já confirmados no cartaz do ANDANÇAS:

Accordzéam (FR)
http://www.myspace.com/accordzeam

Acordeão em Espectáculo (PT)
http://www.acordeaoemespectaculo.com

Adufeiras e Bombos - Zambumbas da Casa do Povo do Pául (PT)
http://www.casapovopaul.pt

Aedo (BE)
http://www.myspace.com/aedomusic

Alafum (PT)
http://www.myspace.com/alafum

Andarilhos (PT)
http://www.myspace.com/andarilhos

Banda Filarmónica de Castro Verde (PT)
http://www.youtube.com/watch?v=tsQtE2JhMOc&feature=related

Calum Pasqua & James Gray (UK)
http://www.myspace.com/calumpasqua

Charanga (PT)
http://www.myspace.com/charangapt

Duo Skeller (UK)
http://www.myspace.com/duoskeller

Eddy Slap (PT)
http://www.myspace.com/eddyslap

Fol & Ar (PT)
http://www.myspace.com/folear

Grupo Fuá (PT)
http://www.myspace.com/grupofua

Inshallaballa (IT)
http://www.diamantini.org/

Janusz Prusinowki Trio (PL)
http://www.myspace.com/januszprusinowskitrio

Karrossel (PT)
http://www.myspace.com/karrossel

Kazachok (RU)
http://www.youtube.com/watch?v=sk_SRS7828w

Klapp (EE)
http://www.myspace.com/valkvabarnapriks

Monte Lunai (PT)
http://www.myspace.com/montelunai

Mosca Tosca (PT)
http://www.myspace.com/moscatosca

Mú (PT)
http://www.myspace.com/muuuuuu

Nação Vira Lata (PT)
http://www.myspace.com/nacaoviralata

Orquestina de Baile da Associación Cultural de Follas Novas (ES)
http://www.nsaio.org/charangafollasnovas

Osmovati (PT)
http://www.myspace.com/osmavati

Pé Na Terra (PT)
http://www.myspace.com/penaterra

Projecto Bug (PT)
http://www.myspace.com/projecto_bug

Raksedonia (ES)
http://raksedonia.ning.com/

Spakkabrianza (IT)
http://www.myspace.com/spakkabrianza

Tangomanso Orquestra Inestable (PT)
http://www.myspace.com/tangomanso

The Original Swedish Arvika Blues Breakers (SW)
http://www.myspace.com/theoriginalswedisharvikabluesbreakers

Toques de Caramulo (PT)
http://www.myspace.com/toquesdocaramulo

Tribal Jaze (FR)
http://www.myspace.com/tribaljaz

Triple-X (BE)
http://www.myspace.com/triplexbal

Uxukalhus (PT)
http://www.myspace.com/uxukalhus

Valsas Mandadas (PT)
http://www.youtube.com/watch?v=ZhOpGzGTDrg&feature=related

Organização: Associação Pédexumbo.
Parceiros: Câmara Municipal de São Pedro do Sul, Junta de Freguesia de Carvalhais e Centro de Promoção Social de Carvalhais.
A PédeXumbo é uma estrutura apoiada pelo Ministério da Cultura / Direcção Geral das Artes.

Megafone : Aboio [Megafone 2, 1998]

Cheia cultural no rio Águeda!

A saga inter-associativa continua. Águeda cultural reviu-se, uma vez mais, nas águas do rio. Com esta edição de “Povo Que Lavas no Rio Águeda” fechou-se o ciclo, iniciado em 2007 com “Rio Povo”, de grandes produções na antiga piscina fluvial.
Uma noite única para o público, um ano de trabalho para os participantes, um futuro inteiro para a cidade.
Por mais que meta água, em Águeda a Cultura flutua.

http://povoquelavasnorioagueda.blogspot.com

Programa especial "Heróis como Nós", de Madalena Balça. Antena 1.
RTP - HERÓIS COMO NÓS

6 de julho de 2010

O fado de Deus em Quissamã

Quissamã é a localidade na Baixada Fluminense onde o fado é cantado à viola e ao adufe ou pandeireta, e com palmas, e também dançado em cruz, outrora dançava-se com tamancos, hoje dos tamancos só a memória.
“Os tamancos – claramente de origem europeia – serviam também para o batimentos de palmas”, explicou o sociólogo.
Machado Pais registou em quatro dias depoimentos e actuações tendo realizado um documentário de 33 minutos intitulado “O fado é bom demais…” que é apresentado dia 06 de Julho às 18:30 no Museu do Fado em Lisboa.
Investigador Coordenador do Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa, Machado Pais afirmou à Lusa que este “fado tem claramente marcas que foi levado daqui [de Portugal] para lá, e depois tem algumas incorporações de outras tradições”.
A Baixada Fulminense é uma região de forte presença colonial portuguesa, onde os Jesuítas tiveram grande influência e “este fado vem do tempo da escravidão, das casas grandes e senzalas”.
“Não é o fado que estamos habituados a ouvir mas também nada nos garante que o que hoje ouvimos tenha semelhanças com o que se fazia em 1830 e 1840”, acrescentou.
“Este fado que surge no Brasil, dançado e cantado, tem marcas lusas”, reforçou o sociólogo.
“Um traço comum que passa por este fado é o sentido do improviso, o repente”, disse Machado Pais acrescentando que “as melodias passam de geração para geração, não há pautas, e os temas cantados estão cheios de ais, ais, muitos ais, ais, falam do quotidiano e também de saudade”.
A nostalgia do fado é, segundo o investigador, recusada pelos seus cultores de Quissamã que afirmam que “o fado é de Deus, e daí ser dançado em cruz”.
Em Quissamã - cuja especialidade em doçaria é o pastel de nata - há até "a lenda de que Jesus Cristo chegou lá certo dia com um pandeiro e uma viola debaixo de cada braço e assim ensinou o fado”, contou José Machado Pais.
O investigador afirmou que o fado que ainda se dança em Quissamã, pois corre risco de extinção, “tem semelhanças com o vira português e o fandango”.
“Há um filão de explicação analógica com o fandango e até com as quadrilhas, dança levada para o Brasil por D. João VI” em 1808.

Poderá espreitar o documentário em http://www.youtube.com/watch?v=sw6m1YPk6eQ.

fonte ~ hardmusica