10 de junho de 2010

Carlos Zel... e convidados

CD “QUARTAS DE FADO” - CARLOS ZEL… e convidados

16 de Junho :: 18:30h
Casino Estoril

Há nomes que passam pelo Fado e há outros que nele ficam, que o vivificam e engrandecem, como se a raiz desse cantar de um povo na sua voz se entroncasse, para dela renascer e ganhar novos desígnios. Carlos Zel foi um desses raros Homens: nasceu a respirar o Fado, viveu para o cantar, partiu como se ele fosse o seu destino.

O CD “Quartas de Fado”, que a Movieplay vai editar no dia 21 de Junho, presta homenagem a este grande Homem, percorrendo duas dezenas de fados, entre tantas outras, que cantou no Casino Estoril, nos últimos anos de vida, acompanhado pela guitarra portuguesa, mas também por várias gerações de fadistas e novos talentos que deu a conhecer.

A apresentação de “Quartas de Fado” vai acontecer no dia 16 de Junho, às 18:30h, no Casino Estoril, onde estarão presentes familiares e muitos amigos como, por exemplo, António Capucho, Argentina Santos, Carlos do Carmo, Celina Pereira, Jô e Álvaro Caneças, José La Feria, João Braga, José Manuel Osório, José Raposo, Júlio César, Lili Caneças, Luís Represas, Margarida e Manuel Damásio, Mário Laginha, Dr. Pedro Santana Lopes, Maria da Fé, Dr. Mário Assis Ferreira, Ricardo Pais, Rui Salvador, Rui Veloso, Rui Vieira Nery, Salwa Castelo Branco, Bernardo Sasseti…

Que este CD, gravado nas memoráveis sessões das suas “Quartas-Feiras do Fado”, nos inspire no destino de jamais o poder esquecer.

Porque o Fado não se esquece.
E Carlos Zel era o Fado.

(baseado num texto de Mário Assis Ferreira)

6 de junho de 2010

O fado em chinês ainda é fado?

António Chainho põe a tocar, na aparelhagem de sua casa, a gravação que fez, há duas semanas, quando ali mesmo recebeu a cantora chinesa Gong Linna. "Ouça como ela canta o fado." A voz estridente de Gong Linna diz palavras indecifráveis sobre o som inconfundível da guitarra portuguesa. Ela canta em chinês enquanto a fadista Isabel de Noronha o faz em português e as duas vozes misturam-se. "Ao princípio é estranho, mas se ouvirmos bem ... até é bonito, não acha?", insiste.
Chainho, a quem muitos tratam por mestre, e Gong Linna vão actuar hoje juntos, pela primeira vez frente a um público, numa pequena apresentação no pavilhão português na Exposição de Xangai. Duas ou três músicas apenas para assinalar o dia de Portugal na exposição e para abrir o apetite para o espectáculo Cores de Saudade, amanhã, às 20.00 locais, no Pavilhão Central. E vão continuar juntos numa pequena digressão pelo território - segunda-feira em Wuhan, no dia seguinte na Cidade Proibida, em Pequim, depois no auditório da Universidade de Macau (sexta-feira) e, finalmente, em Shengzen (sábado).
O encontro entre o guitarrista e a cantora não aconteceu por acaso. Foi o agente dele que teve a ideia de apresentar um espectáculo deste tipo na Expo Xangai e, para isso, foi à Womex à procura de uma intérprete. Gong Linna ouviu o fado e gostou. Chainho ouviu a voz de Gong Linna e ficou rendido. Conheceram-se, então, há duas semanas. "Chegou aqui com o seu português aprendido à pressa", conta ele, e vinha decidida a cantar um tema de Amália (Foi por Vontade de Deus) e mais uns fados. Nos concertos vão tentar conciliar os repertórios dos dois, contando com a colaboração da fadista Isabel Noronha e dos músicos Tiago Oliveira (guitarra clássica) e Wang Lee (sheng). "Os estrangeiros costumam ficar maravilhados com o som da guitarra portuguesa", conta Chainho. "Tem uma sonoridade única. Vamos ver como soa acompanhado pelo sheng, que é um instrumento de sopro típico da China." Mais um desafio para o o guitarrista que, aos 62 anos, continua a abrir portas à música portuguesa e já este ano lançou Lis Goa, um disco em que junta a guitarra ao sitar e aos sons da Índia: "Os mais puristas não gostam do meu trabalho. Mas porque é que a guitarra tem de ficar subjugada ao fado? Porque não havemos de libertar a guitarra, que é um instrumento único e com tantas capacidades? Eu sou e serei sempre um guitarrista do fado, mas ando à procura de novas direcções." Desta vez, a viagem levou-o até à China.
fonte ~ dn

3 de junho de 2010

Mandrágora : 30 Doradus

Toque de Caixa: Histórias do som reeditadas

O TOQUE-DE-CAIXA nasceu com os cantares de janeiras, no natal de 1985. O gosto comum pela música tradicional fez com que os seus músicos, um grupo de amigos, prosseguissem a recriação de novos ambientes sonoros. – O moderno e o antigo, são elementos de fusão para uma “nova música tradicional”.
Entre Julho e Setembro de 1993 grava com a editora “Numérica” o disco “histórias do som” que faz a sua edição em Novembro em colaboração com a Cooperativa Cultural Etnia. Este disco foi considerado, nesse ano, o melhor trabalho de música popular portuguesa, pela principal crítica especializada nacional.
Reeditado agora num novo formato, o cd "Histórias do Som" está novamente disponível no mercado.

Miguel Teixeira (cordas) | Albertina Canastra (Acordeão, Concertina) | Tiago Soares (Percussões) | Emanuel Sousa (Violino, Bandolim) | Abílio Machado (Percussões) | Teresa Paiva (Gaita-de-Foles, Flautas) | Pedro Cunha (Piano) | Fernando Figueiredo (Baixo) | Horácio Marques (Cordas)

30 de maio de 2010

Andanças 2010

Já estão lançadas as datas do Andanças – Festival Internacional de Danças Populares, de 2 a 8 de Agosto em S. Pedro do Sul. O tema deste ano é a COMUNIDADE.
Desde 1996, o Andanças reúne pessoas de todo o país e do Mundo, num espírito inédito de partilha, encontro e práticas sustentáveis, o que faz com que seja procurado por todos aqueles que querem uma alternativa aos habituais festivais de Verão – um espaço onde se dança, onde se faz música, mas também onde se partilham e se cruzam propostas e ideias para um mundo melhor.

Comunidade: dar e receber - partilhar
Este ano, o tema será “Comunidade” e ao contrário do que pode parecer, será um tema que promete debates acesos, polémicas e diferenças de opinião entre todos os participantes.
Queremos lançar o debate em torno de uma filosofia Open-Source (aplicações gratuitas de código aberto) para desafiar os monopólios globais; partilha de informação e experiências entre público e artistas; inteligência colectiva; discussão sobre Direitos de Autor e Novas Tecnologias para músicos que querem partilhar as suas obras sem intermediários do mercado discográfico; queremos falar sobre criação musical e artística através da Internet e promover o encontro entre comunidades locais e globais, com um programa que inclui grupos musicais, bailarinos e monitores de dança de quatro continentes.

29 de maio de 2010

Danças Ocultas na Womex 2010

O grupo Danças Ocultas foi selecionado para se apresentar ao vivo naquela que é considerada a maior feira mundial na área das Músicas do Mundo.
A WOMEX é uma feira internacional de música destinada a mostrar, anualmente, a profissionais da indústria, o que de melhor se faz na música de cariz mais tradicional e étnico, habitualmente catalogada nas discotecas como "world music".
Mariza, Camané, Ana Sofia Varela, Sara Tavares e os Gaiteiros de Lisboa, foram alguns dos nomes portugueses escolhidos em anteriores edições.
Dia 30 o grupo apresenta pelas 21:00 no Instituto Franco-Português, em Lisboa, à avenida Luís Bívar, o mais recente álbum, intitulado "Tarab".
"Tarab", editado em Outubro, integra temas que resultam de uma procura da simplicidade de harmonias e ritmos da concertina, disse o músico Artur Fernandes.
É um álbum - disse o músico - que contrasta com o registo anterior, "Pulsar", que data de 2004, no qual o grupo introduziu novos instrumentos e convidados vocais.
Foram precisos cinco anos para lançar "Tarab" porque, para o grupo, os processos de criação são longos e é neles que descobrem "que está a acontecer uma transformação estética".
"O tipo de música que fazemos - porque a fazemos em oficina coletiva - obriga a tempos de maturação bastante longos", justificou.
fonte ~ hardmusica

25 de maio de 2010

Há Fado na Mouraria

"O concurso visa dinamizar e revitalizar o bairro da Mouraria através do fado", disse à Lusa Ester Margarida, da associação Renovar a Mouraria, uma das organizadoras do concurso.
"Curiosamente, o bairro onde morreu Maria Severa não tem actualmente uma casa de fados", referiu a responsável.
O concurso "Há fado na Mouraria" está aberto a residentes em todo o país, com mais de 16 anos e decorrerá em três etapas: pré-selecção; três eliminatórias e uma final.
Cada fadista terá de apresentar três fados a concurso um dos quais obrigatoriamente com letra inédita.
O estudioso de fado José Manuel Osório é o consultor do concurso e presidirá a todos os júris das diferentes fases. Cada júri, "ainda não definido", será composto por cinco pessoas, disse Ester Margarida.
Da primeira selecção, em Outubro, sairão 30 concorrentes que se dividirão por três eliminatórias, das quais chegarão 12 candidatos à final (os quatro primeiros classificados de cada eliminatória).
Os vencedores receberão o Prémio Maria Severa e ainda um cheque no valor de mil euros para o 1.º classificado, 500 para o segundo e 250 para o terceiro.
O troféu é da autoria do designer Nuno Saraiva e é hoje apresentado no Museu do Fado.
Ester Margarida afirmou que as inscrições abrem no dia 13 de Junho, no arraial que a associação organiza na Mouraria, e encerram a 30 de Setembro, mas não adiantou outros pormenores "pois o processo está ainda no início".
A responsável referiu que "não é de descurar a possibilidade de se realizar alguma das fases no Teatro Taborda" localizado na Costa do Castelo, no topo da Mouraria.
fonte ~ hardmusica

19 de maio de 2010

Carlos do Carmo: 100 canções - Uma vida

Após as comemorações de 45 Anos de Carreira, em 2008, assinaladas com 2 concertos – no Casino Estoril e no Pavilhão Atlântico, em Lisboa – e a edição do seu único best of até à data, “Fado Maestro” - em 2010 vai ser editada a primeira grande colecção com reportório de Carlos do Carmo, intitulada “100 Canções – Uma Vida”.

Esta colecção - uma edição em exclusivo com o jornal “Público” que estará disponível semanalmente, a partir do dia 24 de Maio – é composta por 10 volumes temáticos:
  • Os Poetas
  • Lisboa
  • Os Compositores
  • À Guitarra e À Viola
  • Os Fados Tradicionais
  • Com Orquestras
  • Outros “Fados
  • Internacional
  • Ary por Carlos do Carmo
  • Ao Vivo no Casino Estoril
O reportório que integra a colecção foi pessoalmente escolhido por Carlos do Carmo, em jeito de homenagem ora aos poetas que cantou ou à cidade onde sempre viveu, ora aos músicos que o acompanharam ou ao seu saudoso amigo José Carlos Ary dos Santos.

Para contar a história de uma vida de canções, o fadista sentou-se à conversa com a jornalista Ana Sousa Dias, dando origem aos textos que integram cada um dos volumes da colecção, através dos quais ficamos a conhecer, em primeira mão, os motivos que o levaram a seleccionar cada fado bem como as histórias que cada um guarda.

10 volumes temáticos com 10 temas cada reúnem assim grande parte da obra gravada de Carlos do Carmo, de 1963 a 2008, culminando na edição inédita e exclusiva do disco “Ao Vivo no Casino Estoril”, gravado no dia 3 de Outubro de 2008.

A colecção “100 Canções – Uma Vida” será apresentada no dia 21 de Maio, pelas 21h30, no Museu do Fado.

"Cancionário" de Ricardo Parreira

“Cancionário” é o novo trabalho discográfico e espectáculo do guitarrista Ricardo Parreira.

Depois do seu disco de estreia “Nas Veias de uma Guitarra – Tributo a Fernando Alvim”, considerado pela crítica e comentadores como um dos mais importantes documentos sobre os grandes compositores da história da guitarra portuguesa dos últimos anos, Ricardo Parreira prossegue agora numa nova viagem: um trabalho com base no fado, ainda que mais dedicado à música tradicional e popular portuguesa.

Este novo disco, que será também um novo espectáculo, tem vozes convidadas, baixo e percussões. Tem ritmo, balanço e diversidade, numa viagem sem sacrifícios pela história da nossa alma: “É preciso ter vontade de dançar mesmo que não seja o caso…”

Os temas são, na sua grande maioria, originais: alguns compostos pelo jovem músico e outros por alguns dos compositores da nova geração como Yami, Marco Oliveira e Hélder Moutinho. Da recolha feita do repertório da música popular e tradicional portuguesa destacam-se “Mi Maruxa”, “Gondarem”, “Danças Portuguesas nº 2”, “Altos Altentes”, entre outros grandes temas imortalizados por grandes intérpretes como José Afonso, Carlos Paredes ou Amália Rodrigues, esta última num repertório mais popular.

Embora se trate de um disco acima de tudo dedicado à guitarra portuguesa, desta vez Ricardo Parreira convida as vozes de Micaela Vaz, Vânia Conde e Marco Oliveira para alguns dos temas e conta com Yami e Joaquim Teles nos coros.

Este desafio, que partiu de um espectáculo inserido no âmbito do Festival “Casa Portuguesa”, promovido e realizado pela Casa da Música, em Julho de 2009, na Sala Suggia (Grande Auditório), começou a ser gravado em Agosto passado, entre as várias viagens que o músico teve de fazer pelo mundo fora, e está agora pronto para sair para a rua. Assim como o espectáculo que será apresentado, em primeira mão, no dia 20 de Maio no Cineteatro São Jorge, em Lisboa.

No início de Junho, Ricardo Parreira parte para os Estados Unidos para um dos mais importantes eventos culturais daquele país, o “Ibero American Guitar Festival”, um festival em Homenagem a ao compositor mexicano Manuel M. Ponce, onde participam grandes instrumentistas como Carlos Barbosa-Lima, Margarita Escarpa, José Mendoza (Aymara/Quechua), e Carlos Moscardini, entre outros.

Depois apresenta-se na Praça de Armas do Castelo de São Jorge no Festival “Festa do Fado” onde acrescenta convidados à sua banda. Desta vez três dos mais emblemáticos intérpretes da Canção de Coimbra, duas testemunhas, Fernando Machado Soares e Luís Góis, e um cantor da nova geração, António Ataíde.