26 de abril de 2010
Grande Noite do Fado de Braga
Estão abertas as inscrições para a edição de 2010 da Grande Noite do Fado de Braga. Realizado pela ACOFA, este evento vai já na sua 10ª edição.A Grande Noite do Fado de Braga teve o seu início aquando a celebração dos 20 anos da Associação. Foi uma aposta num novo espectáculo no âmbito da música e em particular do FADO, visando o aparecimento de novos valores do fado.
Este evento define como condição principal para concurso que os fadistas amadores à data da realização do concurso, não possuam título profissional nem vivam da actividade artística. Os fadistas podem concorrer a partir dos 15 anos de idade.
Esta realização envolve anualmente todos os associados, um trio de guitarristas, apresentadores de rádio, jornalistas, concorrentes, júris das áreas da música, da poesia, das artes, equipes de som e luzes, entre outros.
O projecto da Grande Noite de Fado de Braga, desenvolve-se em três fases, a abertura do concurso (Maio e Junho), a selecção dos concorrentes através de 3 sessões de audições e a final cujo júri escolhe o respectivo vencedor nas categorias feminino e masculino e juventude (15 aos 25 anos de idade).
A Grande Noite do Fado de Braga ao longo da sua existência tem premiado concorrentes que hoje em dia são considerados novos valores do fado.
O acompanhamento musical é composto pelos Mestres da Guitarra Portuguesa, António Lima, da Viola António Rodrigues e da Viola Baixo, Henrique Lima.
Este é um evento marcante na cultura da cidade Braga, pela qualidade dos seus participantes, da organização e das homenagens que tem vindo a prestar àqueles que ao longo dos anos solidificaram esta forma de cantar como Amália Rodrigues, Marceneiro, Tony de Matos, entre outros.
Mais informações e formulário de inscrição AQUI.
fonte ~ portal do fado
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Notícias
20 de abril de 2010
Carlos Macedo lança CD de fé
Maria da Fé cumpria com esmero e garbo a “ponte cultural luso-brasileira” em 1984, actuando por todos os recantos do Brasil, quando num determinado espectáculo, no Rio de Janeiro, foi mudar de fato e deixou o palco entregue a Carlos Macedo.Grande surpresa para o público e imprensa quando o “senhor da guitarra” que acompanhava a grande fadista, também cantava e muito bem.
A imprensa regista sucesso. Tanto mais pela surpresa e pela forma elegante com que Maria da Fé deixa o palco sem deixar de haver fado e dando assim protagonismo a quem a acompanhava há muito, principalmente na sua casa de fados.
Mas se para os brasileiros Carlos Macedo foi uma novidade não era para os portugueses habituados à sua voz melodiosa, afinada e compasso certo.
Este CD recupera temas de um anterior “O caminheiro” em que o músico dava testemunho da sua fé em Cristo e apego a N.ª Sr.ª de Fátima, como “Ser peregrino” ou “O milagre que eu pedi”.
Nesta vertente católica recupera um extraordinário fado, “Avé Maria fadista” do grande poeta Gabriel Marujo e Francisco Viana, cuja interpretação de Amália eternizou, mas que se tornou um clássico e Carlos Macedo (muito bem) recupera e canta.
Além de se acompanhar à guitarra portuguesa, Carlos Macedo é acompanhado neste CD pelo extraordinário guitarrista Custódio Castelo que não poupa elogios ao colega.
Escreve Castelo: “Carlos Macedo é sem dúvida um dos grandes fadistas da história” e acrescenta:”homem dotado de sensibilidade, cujo talento o tem destacado pela diferença”.
Outros acompanhantes são Carlos Garcia (Cajé) e Jorge Fernando na viola e Carlos Menezes e Filipe Larsen na viola baixo.
No Museu do Fado, dia 22 a partir das 19:00 estarão ao seu lado Castelo, Cajé e Menezes.
“Quero ser o teu velhote” é o tema de abertura do álbum deste fadista nascido no Minho e que actualmente canta e toca no Taverna do Embuçado, a Alfama, tendo deixado o Senhor Vinho.
fonte ~ hardmusica
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Atenção músicos: curso de música tradicional portuguesa na Suécia.
Enquanto que em Portugal, a música tradicional ainda é uma grande desconhecida para a maioria da população e está totalmente ausente no ensino oficial, parece um pouco surreal esta boa nova que nos chega através de Sérgio Crisóstomo (músico português a residir actualmente na Suécia e membro de Stockholm Lisboa Project). E assim se alimenta a esperança duma verdadeira rede de ensino da música tradicional em Portugal.
Para o ano (2010/2011) vamos abrir 5 vagas para alunos portugueses e assim podemos focar mais energia no curso de Música Portuguesa. A escola prepara alunos para a universidade, pelo que ter o ensino secundário concluído é importante.
O curso terá aulas de teoria, instrumento principal e secundário (instr. de harmonia), coro, ensemble/banda, audição, liderança de grupo, partilha de música sem pauta, composição, etc Durante o ano há ainda semanas dedicadas a projectos específicos. O curso é de preparação para a Universidade, mínimo 1 semestre. Quem quiser pode seguir universidade na Suécia.
O ensino é gratuito, o aluno tem de pagar somente a estadia e comida. Estadia e comida paga-se em qualquer lado e na Suécia não é tão caro como se pensa.
Este valor oscila entre os 2.000 e 3.500 euros por ano dependendo de onde se vive ou come. A escola tem cantina e dormida que se pode "comprar".
Vamos em conjunto com os alunos procurar também formas de angariar financiamento também para este valor.
A escola oferece o ensino gratuitamente, apesar de não receber subsídios estatais para alunos estrangeiros. Daí termos apenas 5 vagas. Esta é uma opurtunidade invulgar. Quem vier conta com o meu apoio e com alunos suecos, com quem tocar e trocar experiências.
Podem-se inscrever ou fazer mais perguntas através de mim. As inscrições estão abertas para as 5 vagas até Maio."
sergio.crisostomo.sjovik@folkbildning.net
+46 703 155 073
Sérgio Crisóstomo
Sérgio Crisóstomo
Professor na escola de Sjövik, Dalarna, Suécia.
www.stockholmlisboa.com
www.sjovik.eu
www.stockholmlisboa.com
www.sjovik.eu
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18 de abril de 2010
A "Porta do coração" de Ricardo Ribeiro
O fadista Ricardo Ribeiro regressa na segunda-feira, dia 19, com o seu mais recente trabalho, intitulado 'Porta do Coração'"Pretende ser aquilo que for. Não pretende ser nada mais do que um disco de fados. Pretende mostrar o Ricardo Ribeiro, e onde foi criado, e aquilo que foi", declara categoricamente Ricardo Ribeiro, acerca do seu novo álbum, Porta do Coração, que tem edição agendada para a próxima segunda-feira, dia 19.
"É um disco que honra muito o meu primeiro disco", diz, referindo-se à estreia a solo, o auto-intitulado Ricardo Ribeiro, de 2004. "Mas neste disco resolvi cantar como eu quero, como eu acho que devo cantar, e fazer este disco como eu ambiciono fazer, como eu o sinto, e foi isso que aconteceu. Não se trata de uma renovação, ou de fazer novas coisas, ou coisas mais elaboradas."
É na fala marcada e decidida do fadista que se adivinha a mudança que o percurso recente de Ricardo Ribeiro operou na sua personalidade.
Embora declare não ter qualquer desejo de "fundir o fado nalguma coisa", foi por "coisas mais elaboradas" que Ribeiro marcou o seu caminho. A colaboração de 2008 com Rabi Abouh-Khalil, Em Português, onde o cantor se uniu ao conjunto do oudista e compositor libanês representa, até ao momento, a digressão mais alargada de Ricardo Ribeiro pela chamada "música do mundo". "Nem Rabi nem eu tivemos a intenção sequer de fazer fados, aquilo que houve a intenção foi de utilizar um fadista. Era eu, o Ricardo Ribeiro, a cantar a música de Rabi, não era eu a cantar fados com o Rabi", corrige, "Foi uma união de personalidades."
A propósito desse "percurso", que já lhe granjeou, em 2005, o prémio Revelação Masculina da Fundação Amália Rodrigues e o Prémio Revelação da Casa da Imprensa, em 2006, Ribeiro, que participou também nos filmes Rio Turvo , de Edgar Pêra, e Fados, de Carlos Saura, ambos de 2007, confessa: "Não sei se acabei ou se comecei, até porque nestas coisas da arte nunca se acaba. Foram as pessoas do fado, os fadistas, os guitarristas, os poetas, que, no fundo, me elegeram."
O que pode parecer excesso de modéstia denuncia, no entanto, a "profunda gratidão" que o fadista nutre pela "grande família do fado": "[A Porta do Coração] é sobretudo um agradecimento por aquilo que me deram, por aquilo que me ensinaram."
É de peito igualmente aberto que fala de Fernando Maurício, seu mestre, "amigo" e colega na casa de fados Os Ferreiras, em Lisboa. "Uma das coisas que mais me fascinam nele é que viveu onde, quando e como quis. Era autêntico, verdadeiro. Era assim, era aquilo."
Com a "autenticidade" de Fernando Maurício como referência, Ricardo Ribeiro regressa agora, com um currículo alargado por concertos em Bona e Frankfurt, ao fado tradicional (ou tradicionalista) que o "fez" enquanto cantor.
fonte ~ dn
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8 de abril de 2010
6 de abril de 2010
Dinamizador Workshop de Instrumentos Tradicionais Portugueses | Festival Parapanda Folk [Íllora - Granada]
O Festival Parapanda Folk, que decorre em Íllora / Granada, Espanha, entre os dias 29 de Julho e 2 de Agosto de 2010, gostaria de ter na sua programação um workshop de Instrumentos Tradicionais Portugueses com a duração de 1 ou 2 dias.
Na sequência desta manifestação de interesse por parte deste Festival, vimos comunicar que procuramos um dinamizador para este workshop, que domine o castelhano, pois deverá ser esta a língua utilizada no decorrer do workshop. Este decorrerá durante 1 dia (2 horas de manhã e 3 horas de tarde) e terá uma vertente teórica e prática, o que implica sempre a demonstração prática dos diferentes instrumentos, ou seja, terá de ser alguém que domine tecnicamente vários instrumentos tradicionais.
Na sequência desta manifestação de interesse por parte deste Festival, vimos comunicar que procuramos um dinamizador para este workshop, que domine o castelhano, pois deverá ser esta a língua utilizada no decorrer do workshop. Este decorrerá durante 1 dia (2 horas de manhã e 3 horas de tarde) e terá uma vertente teórica e prática, o que implica sempre a demonstração prática dos diferentes instrumentos, ou seja, terá de ser alguém que domine tecnicamente vários instrumentos tradicionais.
Há igualmente a possibilidade de reunir uma equipa de 2/3 músicos, cada um tratando de pelo menos 3 conjuntos de instrumentos: cordofones, aerofones e membranofones, por exemplo.
É preciso que os interessados enviem uma proposta de orçamento.
Informações sobre o Festival:
http://parapandafolk.com/
http://parapandafolk.blogspot.com/
http://www.facebook.com/people/Parapandafolk-Illora/100000442582753
Informações sobre o Festival:
http://parapandafolk.com/
http://parapandafolk.blogspot.com/
http://www.facebook.com/people/Parapandafolk-Illora/100000442582753
Coordenação do Sector de Etnografia | Direcção de Cultura
Sofia Tomaz
stomaz@inatel.pt
T. +351 210 027 174
F. +351 210 027 140
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5 de abril de 2010
Joana Amendoeira canta o seu "Sétimo fado"
A fadista Joana Amendoeira apresenta na próxima sexta- feira, no Centro Cultural de Belém, em Lisboa e no dia 17 no Coliseu do Porto o novo álbum, "Sétimo fado", que chega ao mercado no dia 12. Tal como o título indica, trata-se do sétimo disco da cantora.Em palco, tal como no CD, estarão Pedro Amendoeira (guitarra portuguesa), Pedro Pinhal (viola), Paulo Paz (contrabaixo), Filipe Raposo (acordeão/piano), Davide Zaccaria (violoncelo) e João Ferreira (percussões).
"Sétimo fado" marca a vontade da fadista em "tomar mão" da carreira ao assumir pela primeira vez a produção do disco, com os músicos Pedro Pinhal e Filipe Raposo, mas também a edição discográfica e a produção dos espetáculos, através da empresa por si criada, Nosso Fado.
Os 17 fados deste álbum são de diferentes autores, de Hélder Moutinho a Pedro Tamen, passando por João Monge, Domingos Gonçalves Castro ou Amélia Muge.
Um dos temas, "Fado Rosa Maria" (Tiago Torres da Silva/Paulo Paz) recupera esta personagem do imaginário fadista referenciada em outros fados como o "Há festa na Mouraria" que Amália Rodrigues, Alfredo Marceneiro e Carlos do Carmo gravaram.
"Por um lado, é o meu compromisso com o fado tradicional e a história do fado, por outro, uma homenagem ao fado espontâneo", afirmou a fadista.
fonte ~ jornal de notícias
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1 de abril de 2010
Ana Sofia Varela : Luvas de minha mãe (Fados de amor e pecado, 2010)
De onde vem
O regaço permanente
Esse beijo transparente
Que me dás só de o pensar
De onde vem
A promessa de alegria
A doce melancolia
Que eu herdei do teu olhar
De onde vem
Este amor que me pressente
Que me dói se estou ausente
Dessa dôr que ele me tem
De onde vem
O saber não aprendido
Do coração aquecido
Nas luvas de minha mãe
João Monge / João Gil
O regaço permanente
Esse beijo transparente
Que me dás só de o pensar
De onde vem
A promessa de alegria
A doce melancolia
Que eu herdei do teu olhar
De onde vem
Este amor que me pressente
Que me dói se estou ausente
Dessa dôr que ele me tem
De onde vem
O saber não aprendido
Do coração aquecido
Nas luvas de minha mãe
João Monge / João Gil
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