6 de abril de 2010

Dinamizador Workshop de Instrumentos Tradicionais Portugueses | Festival Parapanda Folk [Íllora - Granada]

O Festival Parapanda Folk, que decorre em Íllora / Granada, Espanha, entre os dias 29 de Julho e 2 de Agosto de 2010, gostaria de ter na sua programação um workshop de Instrumentos Tradicionais Portugueses com a duração de 1 ou 2 dias.

Na sequência desta manifestação de interesse por parte deste Festival, vimos comunicar que procuramos um dinamizador para este workshop, que domine o castelhano, pois deverá ser esta a língua utilizada no decorrer do workshop. Este decorrerá durante 1 dia (2 horas de manhã e 3 horas de tarde) e terá uma vertente teórica e prática, o que implica sempre a demonstração prática dos diferentes instrumentos, ou seja, terá de ser alguém que domine tecnicamente vários instrumentos tradicionais.
Há igualmente a possibilidade de reunir uma equipa de 2/3 músicos, cada um tratando de pelo menos 3 conjuntos de instrumentos: cordofones, aerofones e membranofones, por exemplo.
É preciso que os interessados enviem uma proposta de orçamento.

Informações sobre o Festival:
http://parapandafolk.com/
http://parapandafolk.blogspot.com/
http://www.facebook.com/people/Parapandafolk-Illora/100000442582753

Coordenação do Sector de Etnografia | Direcção de Cultura
Sofia Tomaz
stomaz@inatel.pt
T. +351 210 027 174
F. +351 210 027 140

5 de abril de 2010

Joana Amendoeira canta o seu "Sétimo fado"

A fadista Joana Amendoeira apresenta na próxima sexta- feira, no Centro Cultural de Belém, em Lisboa e no dia 17 no Coliseu do Porto o novo álbum, "Sétimo fado", que chega ao mercado no dia 12. Tal como o título indica, trata-se do sétimo disco da cantora.

Em palco, tal como no CD, estarão Pedro Amendoeira (guitarra portuguesa), Pedro Pinhal (viola), Paulo Paz (contrabaixo), Filipe Raposo (acordeão/piano), Davide Zaccaria (violoncelo) e João Ferreira (percussões).

"Sétimo fado" marca a vontade da fadista em "tomar mão" da carreira ao assumir pela primeira vez a produção do disco, com os músicos Pedro Pinhal e Filipe Raposo, mas também a edição discográfica e a produção dos espetáculos, através da empresa por si criada, Nosso Fado.

Os 17 fados deste álbum são de diferentes autores, de Hélder Moutinho a Pedro Tamen, passando por João Monge, Domingos Gonçalves Castro ou Amélia Muge.

Um dos temas, "Fado Rosa Maria" (Tiago Torres da Silva/Paulo Paz) recupera esta personagem do imaginário fadista referenciada em outros fados como o "Há festa na Mouraria" que Amália Rodrigues, Alfredo Marceneiro e Carlos do Carmo gravaram.

"Por um lado, é o meu compromisso com o fado tradicional e a história do fado, por outro, uma homenagem ao fado espontâneo", afirmou a fadista.

1 de abril de 2010

Ana Sofia Varela : Luvas de minha mãe (Fados de amor e pecado, 2010)

De onde vem
O regaço permanente
Esse beijo transparente
Que me dás só de o pensar
De onde vem
A promessa de alegria
A doce melancolia
Que eu herdei do teu olhar

De onde vem
Este amor que me pressente
Que me dói se estou ausente
Dessa dôr que ele me tem
De onde vem
O saber não aprendido
Do coração aquecido
Nas luvas de minha mãe

João Monge / João Gil

29 de março de 2010

"Guia": novo disco de António Zambujo

“Guia” é o nome do mais recente álbum do fadista que será apresentado, pela primeira vez ao vivo, em Guimarães no Centro Cultural Vila Flor.

“Guia” é o nome do mais recente disco de António Zambujo, cujas músicas serão apresentadas, pela primeira vez ao vivo, no próximo dia 10 de Abril, no Centro Cultural Vila Flor, em Guimarães. Quarto álbum da sua carreira, “Guia” dá continuidade à melancolia luminosa que caracteriza a música de António Zambujo.

Neste concerto serão interpretados originais de compositores e letristas nacionais e brasileiros, como Vinicius de Moraes, Márcio Faraco, Rodrigo Maranhão, Ricardo Cruz, o próprio Zambujo, João Gil, João Monge, Aldina Duarte, José Agualusa, Maria do Rosário Pedreira, entre outros.

Em “Outro sentido”, António Zambujo canta e sente o fado à sua maneira, apontando outras direcções para a sua música. Em 2008, o disco é também editado em toda Europa e EUA pela prestigiada editora Harmonia Mundi, sob a etiqueta da sua filiada World Village. “Outro sentido” foi considerado pela revista Songlines “Top of the World Album”, um dos melhores do ano na área da world music. No mesmo ano, a editora MP,B, através do seu director João Mário Linhares, resolve editar “Outro Sentido” no Brasil. A edição brasileira conta com três faixas adicionais com participações de Roberta Sá e Trio Madeira Brasil, de Zé Renato e de Ivan Lins. 2009 foi um ano marcado por diversos concertos. A tournée pela Europa, apresentando "Outro Sentido", incluiu países como a Noruega, Suécia, Finlândia, França, Holanda e Áustria. Em Junho de 2009, inicia a primeira tournée no Brasil, aquando do lançamento do disco neste país. Os concertos dados em 2009 no Brasil levaram a que fosse eleito um dos "10 Melhores Shows Internacionais do Ano" pela Secção de Cultura, do jornal O Globo, ao lado de músicos como Elton John, Burt Bacharah, Terence Blanchard (trompetista), Kiss, Youssou N'Dour e Angelique Kidjo. De volta a Portugal, António Zambujo fecha o ano de 2009 com a digressão nacional que incluiu sete cidades de norte a sul do país.

O ano de 2010 arranca com o lançamento do quarto disco da sua carreira. "Guia" é apresentado em estreia mundial no Centro Cultural Vila Flor, no próximo dia 10 de Abril, às 22h00. António Zambujo é o Guia nesta sua estrada, que é a do fado, passa pelo cante alentejano, sempre visitando outras influências musicais, porque afinal o fado também pode ser contemporâneo. Em palco vai estar acompanhado por Paulo Parreira, na guitarra portuguesa, José Conde, no clarinete, e Ricardo Cruz, no contrabaixo.

28 de março de 2010

Aduf : Perto do Poente

Um ano após a morte de João Aguardela, A Naifa está de regresso

"Depois de um ano de luto, A Naifa volta à luta". É assim que começa o comunicado de imprensa que dá conta do regresso d' A Naifa aos palcos e às edições, um ano após a morte do músico João Aguardela.

Em Maio, A Naifa - agora com Sandra Baptista (viúva de João Aguardela) no baixo e Samuel Palitos na bateria - lança um livro / DVD biográfico dos seus primeiros quatro anos de carreira.

No livro, expõem-se os poemas que deram origem às canções dos três discos do grupo e as imagens das respectivas capas, bem como fotografias de mais de 100 concertos e o testemunho dos fãs.

No DVD, encontra-se um concerto ao vivo gravado na digressão de 2008 e um documentário de 2006.

Também em Maio, a banda de Luís Varatojo e Maria Antónia Mendes enceta uma digressão nacional intitulada Esta Depressão que me Anima. (datas abaixo).

7 de Maio - Barreiro, Auditório Augusto Cabrita
8 de Maio - Centro Cultural do Cartaxo
13 de Maio - Teatro Municipal de Faro
14 de Maio - Centro de Artes e Espectáculos de Portalegre
15 de Maio - Teatro Aveirense
22 de Maio - Teatro Faialense, Horta
26 e 27 de Maio - Teatrão, Coimbra
28 de Maio - Centro Cultural Vila Flor, Guimarães
29 de Maio - Centro Cultural das Caldas da Rainha
5 de Junho - Castelo São Jorge, Lisboa

Mentor dos projectos A Naifa, Megafone e Sitiados, João Aguardela morreu em Janeiro de 2009, vítima de cancro. Tinha apenas 39 anos.
fonte ~ blitz

19 de março de 2010

Encontros da Eira: 13 anos de música madeirense

Ao longo dos últimos treze anos, a associação cultural e o grupo Encontros da Eira consolidaram o seu papel incontornável na defesa e divulgação da música tradicional madeirense. Só podemos agradecer e felicitar pelo trabalho que têm desenvolvido, e esperar por mais. Muito mais!
Eis o programa de festas.

«Actividades a realizar

Para assinalar a passagem de mais este aniversário, a ACEE vai apresentar numa unidade hoteleira do Funchal na próxima Sexta Feira dia 19 a partir das 16h30, a nova imagem e renovação de conteúdos do site www.encontrosdaeira.com, que já conta com mais de 100 000
visitantes ao longo dos anos que o mesmo está online.

Esta Associação entende que este instrumento divulgativo, muito tem contribuído para a divulgação das suas actividades por esse mundo fora, daí o apostar em mais este renovação da imagem e colocação numa plataforma que permita a sua actualização em qualquer ponto do globo, pelos seus responsáveis.

Lembramos que os Encontros da Eira também estão no www.myspace.com/encontrosdaeira, com mais de 33 e 400 visitas desde 2008.

Um pouco de história

A (ACEE) tem no grupo Encontros da Eira a sua face mais visível, grupo de música tradicional que conta com centenas de concertos, várias deslocações ao estrangeiro, imensas citações na imprensa nacional e internacional (Exºs: Revista FRoots, Blitzz, El País, etc), participações
em programas de rádio e televisão.
Os Encontros da Eira apostam numa sonoridade que engloba características de músicas do mundo e da música erudita, mantendo sempre uma forte ligação com a música tradicional madeirense.
Do seu palmarés constam várias centenas de concertos realizados, alguns dos quais no Estrangeiro e outros no Continente, sendo os restantes na ilha da Madeira.

Contam ainda com várias dezenas de participações em programas de tv e de rádio (locais, regionais nacionais e internacionais).

Em Abril de 2008 participou no emblemático Festival Intercéltico (XVII edição) realizado na cidade do Porto tendo merecido aplaudidas críticas dos presentes no qual se inclui a comunicação social do Continente e da Madeira.

A Associação Cultural Encontros da Eira editou cinco CD’s, do grupo a ela afecto, todos com temas populares e/ou de tradição Madeirense: "Retalhos de Tradição", "Aquintrodia", "Instrumentais d'Outrora", “Meia Volta” e “Raízes do Povo”.

Para além das edições próprias:

-Os Encontros da Eira participaram com 2 temas no CD de Antologia de Música Tradicional da Madeira.
-A editora Vidisco, sedeada em Lisboa editou ainda o CD - “O Melhor dos Encontros da Eira a 24/03/2002.

"(…) A Música Tradicional da Madeira é representada em grande forma pelo grupo Encontros da Eira… mas não é apenas pela expressão dos números que este grupo conquistou um lugar de destaque na música de raiz tradicional portuguesa. A verdade é que os "Encontros da Eira" e a associação cultural que os envolvem, tem realizado um trabalho notável na divulgação de
repertório tradicional da Madeira(…)". In: www.at-tambur.com

Do Reportório do grupo constam mais de meia centena de temas todos de tradição oral/instrumental madeirense, sendo que quase todos estão incluídos nos Cd’s acima indicados.

Outras actividades da ACEE

Cursos a Tocar e a Cantar Instrumentos e Cantigas Tradicionais da Madeira

Como é sabido a Associação Cultural Encontros da Eira tem vindo a dar formação destinada essencialmente a crianças dos 6 aos 14 anos, tanto na sede - sala C2 – Casa do Povo da Camacha, bem como no Funchal à Rua Aspirante Mota Freitas nº 8, r/c –D, num total de mais de trinta
formandos.
Também temos pessoas de outras idades principalmente familiares dos mais jovens que depois de experimentar também ficaram, numa iniciativa InterGerações deveras salutar.

Curso de Iniciação à Guitarra Portuguesa

Em boa hora a Associação Cultural Encontros da Eira deu início à formação em Guitarra Portuguesa, instrumento de difícil execução que infelizmente na Região Autónoma da Madeira ao longo dos anos tem vindo cada vez mais a perder executantes.
Apraz-nos registar que neste momento temos 2/3 alunos do curso que já têm acompanhado o Formador que é o conhecido guitarrista César e Abrantes, em algumas pequenas festas particulares.

As inscrições mantêm-se abertas a todos os interessados.

Actividades Futuras

A ACEE prevê e no seguimento da política de apoio à cultura das Entidades Competentes da RAM, candidatar a Fundos Comunitários, um projecto a realizar a médio/curto prazo no intuito de trazer a lume muitas das “Raízes Intemporais do Arquipélago da Madeira” e do qual oportunamente daremos o respectivo realce.

O mesmo decorrerá entre os anos 2010 ou(11), 2011ou(12) e 2012 ou(13), num investimento global superior a 500 000€ apoiado pela EU a 80% e conterá muitas iniciativas a saber:
-Registo em CD’S e DVD’S, de várias recolhas e tradições da Madeira (Natal, Reis e Espírito Santo);
-Seminários e Workshops, sobe as várias temáticas das tradições musicais madeirenses;
-Formação em construção e restauro de instrumentos tradicionais da Madeira;
-Edição de três livros, dois CD’S e dois DVD’S;
-Várias Festivais de musica étnica da Macaronésia;
-Montagem e apetrechamento de uma oficina de construção e restauro de instrumentos tradicionais;
-Loja de comercialização de instrumentos e outros produtos etnográficos;
-Criação de uma plataforma tecnológica de armazenamento, gestão e difusão de informação, no que às tradições musicais da Madeira diz respeito, com a utilização integral das potencialidades da Internet.

Este projecto desenrolar-se-à (em 2010, 2011 e 2012) em dois ou três concelhos da região que oportunamente informaremos.»

16 de março de 2010

Três Cantos: Canto Dos Torna-Viagem [Três Cantos, 2009]

Melodia 1

Foi no sulco da viagem
Já sem armas nem bagagem
Nem os brasões da equipagem
Foi ao voltar

Pátria moratória
No coração da história
Que consumiste a glória
Num jantar

Foi como se Portugal
P'ra bem e p'ra seu mal
Andasse em busca dum final
P'ra começar

Ávida violência
Reverso da inocência
Sal da inconsciência
Que há no mar

Império tão pequenino
De portulano caprino
Bolsos de sina e de sino
Em cada mão

Pátria imaginária
De consistência vária
Afirmação diária
Do teu não

As malas do portugueses
São como os olhos das rezes
Que se mastigam três vezes
Em cada chão

Cândida ignorância
Grande desimportância
Os frutos da errância
Já lá estão

Melodia 2

Ai Senhora dos Navegantes me valei
De África, do sal e do mar só eu sobrei
Foi p'ra me encontrar que amanhã já me perdi
Longe vai o tempo que eu já não estou
aqui

Ai Senhora dos Talvez-Muitos-Mais- Sinais
Socorrei estes desperdícios coloniais
Foi na noite fria que o dia me cegou
Inda agora fui, inda agora cá não estou

Ai Senhora dos Esquecidos me lembrai
O caminho que p'ra lá vem e p'ra cá vai
Etecetera e tal, Portugal é nós no mar
Inda agora vim e estou longe de chegar

Ai Senhora dos Meus Iguais que eu subtraí
Foi pataca mim e não foi pataca a ti
Se é tão grande a alma na palma do meu ser
Algum dia eu vou finalmente acontecer

Melodia 3

Porque não tentar outro ponto de vista
A história dos outros quem a contará
Se qualquer colónia sem colonialista
São os que já estavam lá

Tentemos então ver a coisa ao contrário
Do ponto de vista de quem não chegou
Pois se eu fosse um preto chamado Zé Mário
Eu não era quem eu sou

Os navegadores chegaram cá a casa
E foi tudo novo p'ra eles e p'ra mim
A cruz e a espada e os olhos em brasa
Porque me trataste assim?

Não é culpa nossa se quem p'ra cá veio
Não se incomodou ao saber do horror
A história não olha a quem fica no meio
E o que foi é de quem for

José Mário Branco

Congresso Identidades - A Música Tradicional Hoje

O meio musical tradicional português questiona-se, revitaliza-se, identifica-se.
Tudo isto em debate no Congresso Identidades, dia 13 de Maio, na Marinha Grande, numa iniciativa promovida pelas Associações Tócandar e Uxu Kalhus. E de forma a ser um encontro de ideias, opiniões e vivências o mais participativo possível, somos convidados (mesmo quem não possa estar presente) a preencher a ficha de inscrição-questionário, uma vez que o programa do congresso ainda está em aberto e será construído a partir das respostas. Tradicionalizas?