14 de março de 2010
Ana Laíns: Voz de um outro fado
Ribatejana de 30 anos, Ana Laíns completa uma década de carreira feita de pé na estrada e força de vontade. Canta fado, mas segue um caminho orientado por uma bússola diferente.Entre os olhares hostis lançados pelos conservadores e o deleite da crítica internacional, Ana percorre o seu trilho, protegida pela sua voz. Ao primeiro disco Sentidos editado em 2005, segue-se o mais recente Quatro Caminhos, lançado pela editora Difference e produzido por Diogo Clemente. Nele canta poemas de Natália Correia, Ruben Darío e Carlos Drummond de Andrade, com composições de Amélia Muge e José Manuel David, entre outros. Se o que canta é fado ou uma afronta aos puristas, não é isso que a define. Só sabe que é cantando que se sente completa e melhor na sua pele.
Jornal de Letras: Comparando o primeiro disco, percebe-se que percorreu um caminho diferente...
Ana Laíns: Não sinto que seja diferente. Acho que é o prolongamento do primeiro, sendo que neste trabalho as minhas certezas são mais coesas. No primeiro disco, que é como um cartão de visita, demonstrei que musicalmente não me cingiria a um caminho específico. Depois de um percurso de muitas incertezas, de questionar a viabilidade da minha linha, conclui que não podia deixar de dizer o que sou. Acredito que o fado na sua vertente tradicional está de óptima saúde e com excelentes representantes na nova geração. O meu percurso foi outro, e o que digo tem de ser coerente com o que sou. Quatro Caminhos é o espelho dessa verdade.
Porquê Quatro Caminhos?
É o reflexo do que penso sobre a vida e a minha abordagem sobre ela. Quis falar disso, da vida e de todas as suas possibilidades, várias perspectivas e caminhos possíveis. Nada é demasiado concreto ou fechado. A Amélia [Muge] escreveu um poema que é bem representativo da forma pouco objectiva e pragmática como vejo a vida. Por isso o nome do disco só poderia ser este, e o tema Quatro Caminhos abre o disco tendo o papel de prefácio.
A música "Não sou nascida do fado" tem letra de sua autoria. O que quis transmitir com estas palavras?
Canto com frequência em casas de fado e num dia, em particular, saí de uma delas (não quero mencionar o nome), completamente desiludida. Tenho alguma dificuldade em lidar com a forma fechada e obsessiva de pessoas que defendem o purismo desta forma de expressão. Depois desse episódio escrevi esta letra que me saiu em catadupa. Não nasci do fado, porque sou Ribatejana, de Montalvo, e na minha família não há fadistas. Cantei o meu primeiro fado aos 15 anos e é nessa altura que começo a frequentar as tertúlias. O amor foi crescendo e com ele o entendimento de tudo o que representava esta forma de estar, ser e sentir, maior do que simplesmente cantar.
Comemora 10 anos de carreira este ano, tem conseguido viver da música?
Comecei como cantora profissional no Casino do Estoril. Seguiram-se outros projectos na área da música onde fiz de tudo um pouco. O Casino da Figueira da Foz é a minha casa e onde conheci muitos dos músicos e cantores com quem aprendi e que me deu espaço e confiança para crescer como cantora, até hoje. Fui cantando por todo o mundo, tive projectos de música tradicional portuguesa, cantei jazz, fui vivendo e aprendendo.
Quais são as suas referências musicais?
Tudo o que ouvimos pode transmitir-nos e ensinar-nos qualquer coisa. Esta forma ecléctica de ver o trabalho dos outros fez de mim uma cantora de muitas cores. Claro que existem cantores que admiro mais que outros. Carlos do Carmo, Amália, Fernanda Maria, Maria Teresa de Noronha, Carlos Ramos, entre outros. Na actualidade admiro e aprendo muito com a Cristina Branco, o Camané e a Ana Moura.
Foi considerada a "diva de um fado diferente" pela crítica internacional. Como se sente sob esse título?
Prefiro pensar que alguém se deixou tocar pela minha forma de fazer música, compreendendo que o fado está lá sem passar despercebido. Temo não ter discernimento ao ler estas críticas. Pessoalmente sinto essa abertura por parte das pessoas que vão aos meus concertos. Existe curiosidade em perceber o que está para além do Fado. É bom saber que as pessoas gostam de me ouvir.
Etiquetas:
Entrevista
13 de março de 2010
We're not old ladies singing, we're musical instruments
WE`RE NOT OLD LADIES SINGING, WE`RE MUSICAL INSTRUMENTS é uma obra que reúne diversas amostras audiovisuais da presente paisagem sonora popular portuguesa para, através da exploração de um sentido musical experimental, descontextualizar tradições e práticas antropológicas, e trabalhar os registos criados como instrumentos, nunca perdendo de vista a cultura imaterial a que se referem.
Uma visão de Tiago Pereira.
Etiquetas:
Vídeos
Ada de Castro: 50 anos de Fado
Ada de Castro mora em Lisboa, mais exactamente em Campo de Ourique mas não é aqui que tem as suas raizes. Nasceu no Castelo, perto de Alfama, berço de muito Fado e de muitos que o cantam."Sou uma mulher simples que ama o Fado e que tudo tem feito para o cantar bem. Sou das fadistas castiças que cantam com voz velada e um cheirinho de rua".
E Ada continua a descrição do que tem sido a sua vida de fadista:"Cantei a primeira vez como profissional no Faia, que era do pai do Carlos do Carmo, um homem muito simpático. Gostaram muito de mim e fui continuando a cantar. Só canto fados meus. Também apadrinhei muitas marchas sempre diferentes e foi sempre uma coisa de que gostei muito".
E Ada continua a falar embalada pelas recordações mas sem qualquer laivo de melancolia: " sabe para mim há uma figura máxima no Fado, a Maria Severa, e a partir daí vem Amália e depois vêm mais umas outras. Por exemplo fala-se pouco de Hermínia Silva uma pessoa que fez parte da minha vida porque a minha avó foi sua contemporânea e falava-se muito dela. Mas este país esquece os grandes artistas. Veja a Laura Alves. Ninguém fala dela e foi uma das melhores actrizes portuguesas".
Aqui o Hardmusica decidiu perguntar-lhe se se considera uma Diva uma vez que está incluida no rol das divas agora editado pela Fonoteca: " de modo nenhum. E penso que não há divas no Fado. Diva para mim é talvez a Maria Callas na ópera, a Piaff na canção. Diva é uma nome que não se aplica ao Fado e a haver seria a Severa."
Perguntámos a Ada de Castro como via ela o papel do Museu do Fado no panorama artístico actual mas a fadista não quiz adiantar muito sobre esta questão embora seja um local onde vai sempre que é solicitada.
"Ada de Castro, acha que lhe vão fazer uma festa como têm feito a outras colegas?"
Resposta imediata " Não". Com mais calma elucidou: "Mas se me quiserem fazer eu vou com toda a certeza. Mas ser eu a pagar para ter uma festa isso não!"
Mas esta fadista tem um talento em que a voz não entra: gosta de pintar. Autodidacta, recusa-se a ter lições porque "gosto de pintar o que quero, como quero e quando quero e se tivesse lições perdia a espontaneidade que ponho nas minhas pinturas"
Ada de Castro faz neste sábado, 13 de Março, 50 anos de actividade artística como fadista.
Cantou em várias casa de fado e actuou em inúmeras casas de espectáculo do país.
Visitou profissionalmente vários países, tendo actuado quer ao vivo quer nas televisões dos mesmos: Espanha, Dinamarca, Suécia, Bélgica, Holanda, Japão, China, França, Itália, Brasil, Argentina, Uruguai, EUA, Canadá e toda a antiga África Portuguesa, foram locais onde deixou a sua voz e o seu Fado.
No Mónaco actuou nos jardins do palácio Grimaldi para toda a família do príncipe Reinier incluindo a princesa Grace.
No Brasil actuou em todos os Estados da Federação a convite do Governo Brasileiro, isto em 1968.
Gravou para várias editoras, não só em Portuga,l mas também no Brasil e Holanda, detendo entre fados e marchas um total de 550 números gravados.
São inúmeros os prémios recebidos como em 1962, o oscar pela melhor fadista, prémio RTP, outro oscar em 1968 como melhor fadista do ano, em 1964 um elefante de ouro,em 1982 mais um oscar como melhor fadista do ano e por aí adiante.
Um pormenor que Ada conta com muita graça:" Veja só. Sou do Benfica e tenho uma placa de agradecimento do Sporting". E lá estava ela!
fonte ~ hardmusica
Etiquetas:
Entrevista,
Notícias
25 de fevereiro de 2010
António Chainho: de Lisboa a Goa
Lisgoa: novos descobrimentos«Parece sempre que não há mais nada para fazer – mas há». Quem o diz é Mestre António Chainho, que quase sem querer resume numa frase a sua longa carreira e a vontade que a motiva.
De facto o mundo parece não chegar para o homem que fez da guitarra portuguesa o seu amor e a sua missão. Depois de acompanhar os grandes fadistas do seu tempo, António Chainho sentiu a necessidade de afirmar o que lhe estava na alma e não se podia limitar ao fado. Nessa altura, tomou a decisão corajosa de se lançar como solista; e hoje só podemos estar agradecidos por isso.
Lisgoa, o novo disco e projecto de Mestre Chainho é mais uma escala no mapa dos afectos que o guitarrista tem desenhado no planeta. Desta vez viajou para a Índia e encontrou cumplicidades e diferenças que quis trazer para o seu mundo musical e partilhá-lo connosco. Os cúmplices nesta aventura não poderiam ser melhores: para as colaborações vocais indianas, Lisgoa conta com dois cantores consagrados no seu país: Sonia Shirsat e Remo Fernandes, que cantam em Concanim, dialecto goês com muitas contribuições do português; para os temas cantados em Hindi, há a espantosa voz de Natasha Lewis; e para a ponte portuguesa, Mestre Chainho conta com Isabel de Noronha, companheira de aventuras musicais anteriores e que garante a alma fadista nesta longa viagem. Tiago Oliveira na guitarra clássica, Paulo Sousa na cítara, Raimund Engelhart nas tablas, Ruca Rebordão nas percussões, Rodrigo Serrão no contrabaixo, Mohamed Assani nas tablas e cítara, Marc Rapson nos sintetizadores e Carlos Barreto Xavier (que produziu, assegurou a direcção musical e toca teclados e piano) completam a equipa de músicos-viajantes que fizeram nascer Lisgoa.
Depois do Brasil e de África a guitarra portuguesa passa pela Índia, num casamento perfeito entre o sagrado e o profano, entre a lágrima e a festa. O ponto de partida e de chegada desta viagem é universal, como há muito António Chainho nos tem mostrado: esta jornada começa e acaba na alma. E nesse aspecto, Lisgoa é um dos mais belos descobrimentos.
Apresentação:
Auditório do Edifício Sede do Montepio, Lisboa
18 Março | 18.30h | Entrada c/ convite
Auditório Municipal Eunice Muñoz, Oeiras
20 de Março | 21.30h | €6,00 – plateia e balcão
Auditório do Edifício Sede do Montepio, Lisboa
18 Março | 18.30h | Entrada c/ convite
Auditório Municipal Eunice Muñoz, Oeiras
20 de Março | 21.30h | €6,00 – plateia e balcão
Etiquetas:
Notícias
23 de fevereiro de 2010
22 de fevereiro de 2010
Os fados da Alvorada
A série "Os fados da Alvorada", a editar a 01 de Março, recupera 58 temas, 25 deles pela primeira vez em CD, acompanhados por uma brochura com textos explicativos do investigador José Manuel Osório e fotografias inéditas.
"Esta colecção lança pistas para novas abordagens e repõe, em muitos casos, a verdade dos factos, pois dávamos por certo muita coisa que assim não é", disse à Lusa José Manuel Osório.
O investigador refere-se a autorias erroneamente atribuídas, além de pela primeira vez se publicar as biografias de dois nomes incontornáveis da história do fado: Pedro Rodrigues e Francisco Viana, (Vianinha), entre outros.
"A Ada de Castro interpreta o fado "A rosa" que há mais de 50 anos tem sido intitulado "Rosa caída" e atribuída a autoria José Guimarães, quando o autor é um poeta do Porto, Joaquim Borges da Silva. E por outro lado identificou-se o autor da música, Joaquim Campos", explicou.
O investigador afirmou existirem "dezenas de casos destes de que agora se repõe a verdade".
Osório levou dois anos a investigar os arquivos da Movieplay Portuguesa, que adquiriu o espólio da extinta etiqueta Alvorada, mas também pesquisou em arquivos, cartórios, bibliotecas e até nas ruas e nos cemitérios de Lisboa.
O investigador recorreu à memória de familiares de alguns dos fadistas, autores e compositores, ou até de pessoas que os conheceram.
"Recorri à memória dos vizinhos, cruzando com outras fontes, e consegui fazer aquela que é a sua primeira biografia, publicando até uma fotografia", afirmou.
Carlos da Maia, guitarrista e compositor, de que também se publica pela primeira vez a fotografia e uma biografia, foi um "caso bicudo" na medida em que existiram vários Carlos da Maia na família.
"Ele é o Carlos Augusto da Maia, que nos discos surge como Carlos da Maia quando acompanhava fadistas, e como Manuel Lencastre quando tocava a solo".
A cada fadista corresponde um texto que inclui biografia, fotografias, capa original do disco, a letra do fado, os respectivos autores, ano de gravação e de edição, e ainda outros dados como o técnico responsável, acompanhantes, local de gravação, e sempre que se justifique a alusão a uma outra personagem.
Por exemplo, Carlos Augusto da Maia é referenciado a propósito do fado "Perseguição" interpretado por Flora Pereira.
O "Fado Alberto", interpretado por Fernando Maurício, com uma letra de João Rodrigues Gomes, "Saudades de mim", justifica uma referência biográfica ao violista Miguel Ramos, seu autor.
Os três CD separados incluem fadistas de A (Ada de Castro) a V (Vicente da Câmara), passando por Amália, Carlos do Carmo, Maria Amélia Proença, Mariana Silva, Tony de Matos, Maria José da Guia ou Alfredo Monderrei.
"Uma colecção equilibrada que não mostra apenas os mais conhecidos, mas muitos que se calhar só gravaram um disco. Quis mostrar a história da Alvorada que se fez desde 1957 até 1977", asseverou.
Na escolha de cada um dos fados "imperou o gosto pessoal". "É uma colecção de autor e que dedico a dois nomes maiores do fado: Fernanda Maria e Raul Nery, ainda felizmente vivos ", enfatizou.
"Noventa e dois por cento são fados tradicionais porque era o que se gravava, alguns são registados ao vivo, casos de Maria Amorim, Maria da Fé ou Argentina Santos".
A colecção, que será apresentada a 03 de Março no Museu do Fado, em Lisboa, tem a chancela de "Fado, património da Humanidade".
"Esta colecção lança pistas para novas abordagens e repõe, em muitos casos, a verdade dos factos, pois dávamos por certo muita coisa que assim não é", disse à Lusa José Manuel Osório.
O investigador refere-se a autorias erroneamente atribuídas, além de pela primeira vez se publicar as biografias de dois nomes incontornáveis da história do fado: Pedro Rodrigues e Francisco Viana, (Vianinha), entre outros.
"A Ada de Castro interpreta o fado "A rosa" que há mais de 50 anos tem sido intitulado "Rosa caída" e atribuída a autoria José Guimarães, quando o autor é um poeta do Porto, Joaquim Borges da Silva. E por outro lado identificou-se o autor da música, Joaquim Campos", explicou.
O investigador afirmou existirem "dezenas de casos destes de que agora se repõe a verdade".
Osório levou dois anos a investigar os arquivos da Movieplay Portuguesa, que adquiriu o espólio da extinta etiqueta Alvorada, mas também pesquisou em arquivos, cartórios, bibliotecas e até nas ruas e nos cemitérios de Lisboa.
O investigador recorreu à memória de familiares de alguns dos fadistas, autores e compositores, ou até de pessoas que os conheceram.
"Recorri à memória dos vizinhos, cruzando com outras fontes, e consegui fazer aquela que é a sua primeira biografia, publicando até uma fotografia", afirmou.
Carlos da Maia, guitarrista e compositor, de que também se publica pela primeira vez a fotografia e uma biografia, foi um "caso bicudo" na medida em que existiram vários Carlos da Maia na família.
"Ele é o Carlos Augusto da Maia, que nos discos surge como Carlos da Maia quando acompanhava fadistas, e como Manuel Lencastre quando tocava a solo".
A cada fadista corresponde um texto que inclui biografia, fotografias, capa original do disco, a letra do fado, os respectivos autores, ano de gravação e de edição, e ainda outros dados como o técnico responsável, acompanhantes, local de gravação, e sempre que se justifique a alusão a uma outra personagem.
Por exemplo, Carlos Augusto da Maia é referenciado a propósito do fado "Perseguição" interpretado por Flora Pereira.
O "Fado Alberto", interpretado por Fernando Maurício, com uma letra de João Rodrigues Gomes, "Saudades de mim", justifica uma referência biográfica ao violista Miguel Ramos, seu autor.
Os três CD separados incluem fadistas de A (Ada de Castro) a V (Vicente da Câmara), passando por Amália, Carlos do Carmo, Maria Amélia Proença, Mariana Silva, Tony de Matos, Maria José da Guia ou Alfredo Monderrei.
"Uma colecção equilibrada que não mostra apenas os mais conhecidos, mas muitos que se calhar só gravaram um disco. Quis mostrar a história da Alvorada que se fez desde 1957 até 1977", asseverou.
Na escolha de cada um dos fados "imperou o gosto pessoal". "É uma colecção de autor e que dedico a dois nomes maiores do fado: Fernanda Maria e Raul Nery, ainda felizmente vivos ", enfatizou.
"Noventa e dois por cento são fados tradicionais porque era o que se gravava, alguns são registados ao vivo, casos de Maria Amorim, Maria da Fé ou Argentina Santos".
A colecção, que será apresentada a 03 de Março no Museu do Fado, em Lisboa, tem a chancela de "Fado, património da Humanidade".
Etiquetas:
Notícias
21 de fevereiro de 2010
Quatro Caminhos: novos disco de Ana Laíns
A cantora Ana Laíns define o seu novo álbum, Quatro Caminhos, que sai amanhã, e em que se estreia como compositora, como "um reflexo da música tradicional e do fado". Aos 30 anos, a intérprete estreia-se na composição com a música para um poema de Reynaldo Varella, Não sou nascida do fado.Quatro Caminhos, editado pela Difference, inclui originais de Amélia Muge, Samuel Lopes, Ângelo Freire, e Diogo Clemente, que volta a ser o produtor, e poemas de Carlos Drummond de Andrade, Natália Correia e Ruben Dario.
O álbum surge quatro anos depois do primeiro disco, Sentidos, e dos muitos quilómetros percorridos em digressões.
"Há um percurso que foi essencial para chegar aqui, e depois de ter respondido às minhas próprias perguntas, ter acumulado experiências e perceber que queria ser fiel a mim própria e continuar numa linha entre o fado e a música tradicional", explica.
O álbum integra uma homenagem ao compositor Frederico Valério com a interpretação de Na rua dos meus ciúmes, criação de Helena Tavares, e de Não sei porque te foste embora, que Amália canta no filme Capas negras.
fonte ~ dn
Etiquetas:
Notícias
Subscrever:
Mensagens (Atom)