18 de dezembro de 2009

Amélia Muge: uma autora, 202 canções

Ficará à venda esta semana o livro/CD da Amélia Muge. Um livro muito bonito com ilustrações e algumas fotos da própria Amélia, poemas em edição bilingue e um CD áudio com 14 temas cujo conceito é o mesmo que presidiu ao espectáculo "1 Autora, 202 Canções" apresentado no ano passado, por esta altura, no CCB.
Canções escritas por Amélia Muge para uma série de cantores - entre eles Ana Moura, Camané, Pedro Moutinho, Mísia, Mafalda Arnauth - interpretadas, desta vez, pela própria autora.
Esta é uma edição da Carácter que representa, entre outras marcas, a editora Taschen em Portugal.

15 de dezembro de 2009

[Partituras] Natal de Elvas


Eu hei-de m'ir ao presépio
a assentar-me num banquinho
a ver como o Deus menino
nasceu lá tão pobrezinho

Ó meu Menino Jesus
que tendes, porque chorais
Deu-me minha mãe um beijo
choro porque me dês mais

O Menino chora, chora
chora com muita razão
fizeram-lhe a cama curta
tem os pezinhos no chão
Local: Elvas (Alentejo)
Recolha: J.M. David; Domingos Morais
Dezembro 2001
http://www.scribd.com/doc/23953403/Natal-de-Elvas

Filipa Pais : À porta do mundo [À porta do mundo, 2003]

Ó lua faz-me uma trança
P'ra de dia desmanchar
Guarda-me a última dança
Quando o fio se acabar

Gosto de ver o teu rosto
Que a mil caminhos se presta
Para uma noite desgosto
Por uma noite de festa

Voltaria à tua terra
Por um mergulho de mar
Entre a cidade e a serra
Fica algures o meu lugar

Este mundo não tem porta
Nem uma chave escondida
Por trás de tudo o que importa
Vem um sentido p'rá vida

Se te fizeres ao caminho
Em horas de arrebol
P'ra fermentar o meu vinho
Traz-me um pedaço de sol

Vamos escrever uma história
Rever um filme a passar
Logo virá à memória
O que eu te queria dar

Será verdade ou mentira
Como um segredo roubado
Sou como a lua que gira
Hei-de dançar ao teu lado
Este mundo não tem porta
Nem uma chave escondida
Por trás de tudo o que importa
Vem um sentido p'rá vida

14 de dezembro de 2009

Casa da Música webtv

Com o desenvolvimento das tecnologias de informação, afortunadamente vão-se eliminando as barreiras da acessibilidade. É o caso da Casa da Música, que acaba de implementar uma televisão online, através da qual transmitirá, de forma livre e gratuita, os concertos ao vivo que por lá irão sendo acolhidos.
O site disponibiliza ainda o acesso a outros conteúdos em arquivo relacionados com a actividade da Casa da Música, em registo vídeo, áudio, fotográfico e literário.

11 de dezembro de 2009

Canções Portuguesas de Natal

Em 1966, Maria Helena Martins editou uma selecção de partituras de canções portuguesas de Natal, com arranjos da sua autoria de acompanhamentos de piano. Graças a Domingos Morais, o documento está disponível na íntegra aqui.

10 de dezembro de 2009

Maria da Fé : Divino Fado

Minha mãe, eu sou do tempo
Da força que a água tem
Sou do mistério do vento
Que não sabe donde vem.
Esta voz que canta em mim
Não a canta mais ninguém
Sou do Mistério do Fado
Que não sabe donde vem.

Minha mãe, dai-me o Talento
Que só o Poeta tem
Eu sou como o próprio vento
Que não sabe donde vem.
Minha mãe, o vosso amor
Pouco ou nada quase tem
Sou como a própria flor
Que não sabe donde vem.

Minha mãe, eu sou do tempo
Da força que o Fado tem
Sou do Mistério do Fado
Que não sabe donde vem

Maria da Fé em DVD


O DVD regista o espectáculo comemorativo realizado a 25 de Junho no Coliseu dos Recreios, em Lisboa, e que contou com a participação, entre outros, de Ada de Castro, Aldina Duarte, António Zambujo e Duarte. Maria da Fé interpretou alguns dos êxitos da sua carreira como Cantarei até que a voz me doa e Fado errado, acompanhada à guitarra portuguesa por José Manuel Neto e Paulo Parreira, à viola por Carlos Manuel Proença e à viola-baixo por Daniel Pinto. Maria da Fé encerrou o espectáculo com a interpretação, pela primeira vez, de Povo que lavas no rio, numa homenagem a Amália Rodrigues

Durante o espectáculo, em cena, a fadista nascida no Porto recebeu a Medalha de Ouro da Cidade de Lisboa e a Placa de Prata da Sociedade Portuguesa de Autores.

"Honras maiores", como disse na altura, em que se afirmou "emocionada". A fadista afirmou à agência Lusa guardar "gratas recordações" de uma carreira que começou no Porto e que a levou a pisar "os mais importantes palcos do mundo".
fonte ~ dn

Melech Mechaya : Bulgar from Odessa [Budja Ba, 2009]

"Canção ao lado" dos Deolinda no top do Sunday Times

O álbum de estreia dos Deolinda, ‘Canção ao Lado’, foi eleito o terceiro melhor disco de World Music de 2009 pelo ‘Sunday Times’.

No Verão passado, o mesmo jornal tinha-se referido ao álbum dos portugueses como "absolutamente encantador e delicioso".

"Ana Bacalhau e a sua jovem banda combinam sonoridades de fado com a sensibilidade pop e um piscar de olho ao coração dos portugueses. A melodia é fabulosa", escreve o jornal.

À frente dos portugueses ficaram os Mulatu Astatke & the Heliocentrics, com o álbum "Inspiration/Information", e o Kronos Quartet, com o álbum "Floodplain".
Entre os dez primeiros estão ainda os álbuns "Vagarosa" da brasileira CéU (4.º), a cabo-verdiana Lura (7.º), com "Eclipse", e o angolano Bonga (10.º) com "Bairro".

No lote dos dez primeiros está também a cantora isrealita Yasmin Levy, com o álbum "Sentir" (9.º).

Os Deolinda, que lançaram o disco de estreia em 2009 - já duplo platina (50 mil exemplares)-, são constituídos por Ana Bacalhau (ex-Lupanar), voz, Pedro Martins e o irmão Luís Martins nas guitarras clássicas e José Pedro Leitão (também ex-Lupanar) no contrabaixo.

O grupo surgiu há cerca de três anos em Lisboa, quando Pedro Martins mostrou a Ana Bacalhau três músicas que tinha composto: "Não sei falar de amor", "Fado não é mau" e "Ai rapaz".

"Ouviu as músicas que fiz, cantou-as e ficaram logo tão bem na voz dela que nasceram ali os Deolinda", disse à Lusa o músico, guitarrista e autor de todas as músicas desta formação.
A música dos Deolinda soa a fado, mas não o é, no quarteto não há guitarra portuguesa, a estrutura das músicas não obedece aos padrões melódicos do fado, nem tão pouco as letras, embora o universo seja de amores marialvas e às vezes até "de faca e alguidar", embora num tom divertido.

A banda está a trabalhar num novo álbum que deve sair no próximo ano.

fonte ~ hardmusica