8 de dezembro de 2009

"Senhor Galandum": novo disco de Galandum Galundaina

Os Galandum Galundaina apresentam ao vivo o seu novo disco, “Senhor Galandum”, no próximo dia 19 de Dezembro, às 17h30, no Café Concerto da Escola Superior de Música e das Artes do Espectáculo do Porto.

Sérgio Godinho, Uxia Senlle e Luís Peixoto (Dazkarieh) são alguns dos convidados que participam no sucessor de “Modas I Anzonas”, que será editado antes do fim-do-ano.

O terceiro álbum do quarteto transmontano Galandum Galundaina, denominado “Senhor Galandum”, volta ser editado pela Açor e mantém a mesma fidelidade do grupo em recuperar e fazer evoluir o repertório em língua mirandesa, servindo-se de uma panóplia muito mais diversificada de instrumentos (alguns deles construídos por Paulo Meirinhos) e convocando a presença de variadíssimos convidados: Sérgio Godinho (voz em “Coquelhada Marralheira”), a galega Uxia Senlle (voz em “La Galhina”), Luís Peixoto (bouzouki “Heilena” e “Fraile Cornudo”), João Paulo, (rigaleijo em “Coquelhada Marralheira”), Eliodora Ventura (voz “La Galhina” e “Mi madre tenie un huorto”), Helena Ventura (voz em “Mi madre tenie un huorto”) e o Coro Infantil da EB 1 de Miranda do Douro (em “La Galhina”). “Senhor Galandum” aventura-se ainda pelos territórios da música electrónica ao incluir uma remistura de “Nabos” assinada pelo também transmontano Hugo Correia dos Fadomorse.

Sobre os convidados, Paulo Meirinhos faz questão de frisar que Eliodora Ventura “é a minha mãe que muito tem contribuído para o repertório usado em Galandum”, já que “algumas das músicas ela cantava-as para adormecermos quando éramos pequeninos.”

Os Galandum Galundaina são:

Paulo Preto – Voz, sanfona, gaita de fuolhe, gaita sanabresa, dulçaina, flauta pastoril,

Paulo Meirinhos – Voz, rabeca, bombo, gaita galhega, gaita de fuolhe, rigaleijo, garrafa, pandeiro mirandês

Alexandre Meirinhos – Voz, caixa de guerra, bombo, cântaro, almofariz, pandeiro mirandês, sineta, chacalacas,

Manuel Meirinhos – Voz, flauta pastoril, flauta de osso, flauta transversal, kaval, tamboril, bombo, pandeiro mirandês, charrascas

fonte ~ crónicas da terra

7 de dezembro de 2009

Cantigas tradicionais portuguesas de Natal e Janeiras

Este Natal, cada um à sua maneira e tradição vai cantar. Conheça "Cantigas tradicionais portuguesas de Natal e Janeiras", um cd do grupo Navegante que lhe dá a conhecer 10 das nossas melhores canções de Natal, recolhidas ao longo dos últimos anos por etnomusicólogos como Giacometti, Lopes Graça, Leite de Vasconcelos, entre outros.

A partir de 10 de Dezembro
por mais 4,90 com o Público

Assobio : Nossa Senhora do Leite [Assobio, 2009]

"Cá dentro": primeiro disco a solo de Sebastião Antunes

Sebastião Antunes, o mentor e vocalista do grupo folk português Quadrilha, apresenta o seu primeiro disco a solo "Cá dentro", com um total de 12 temas, a maior parte deles originais.

As canções deste novo projecto cruzam influências de várias culturas musicais, nomeadamente as de origem celta e mediterrânea e dos tradicionais europeus. Todas elas impregnadas da grande paixão que o músico e compositor tem manifestado pelos sons tradicionais. Por isso, em "Cá dentro" cruzam-se e envolvem-se universos diferentes que fazem indiscutivelmente parte do panorama afectivo do mentor do projecto "Quadrilha".

Este novo trabalho, em que Sebastião Antunes se faz acompanhar por Amadeu Magalhães (flautas e gaita de foles), Carlos Lopes (acordeão), Luís Peixoto (bandolim, cavaquinho) e Tiago Pereira (percussões) nasceu de uma forma muito especial como revelou o próprio músico.

"O conceito do disco foi o de nele incluir as canções que mais gostávamos. Os temas foram sendo gravados sem pressão e sem pressas. Muito deles nasceram em casa (na cave e num quinto andar, como se explica na ficha técnica) daí o "Cá dentro" que dá título ao cd".

Dos 12 temas incluídos apenas três ("A saia da Carolina", "Redondo" e "Dailadê") pertencem ao universo tradicional. Todos os outros são da responsabilidade exclusiva de Sebastião Antunes, que assina letra e música.

O Sebastião Antunes Trio, como agora designa a nova formação que dá alma a "Cá dentro", é um projecto a solo em que o autor e compositor toca algumas músicas originais e também muitos temas da tradição celta,de Trás-os-Montes, da Galiza, da Escócia, da Irlanda, da Bretanha.

Do alinhamento de "Cá dentro" fazem parte "Esquina", "Se ainda der para disfarçar" , "Turca" e a belíssima balada "Sabes eu também". Prossegue com "A saia da Carolina", "Niger", "Redondo", "As bruxas", "Por Granada", "Saharaoui" "Dailade" e termina com a "Chula da Lua" (faixa escondida).

Quadrilha : Se a vida fosse como a gente quer [Quarto crescente, 1999]

4 de dezembro de 2009

"Três cantos" em DVD

Sérgio Godinho afirmou à Lusa que o legado dos três músicos "é hoje transversal na música portuguesa" num leque que vai do fado ao hip-hop, passando pela canção de raiz tradicional, o jazz, ou o pop/rock.
"Hoje faz parte que também olhem para nós com uma vontade de conhecer e nesse sentido o nosso legado está diluído", disse.
José Mário Branco por seu turno afirmou: "o nosso legado é o que possa haver para a canção de qualidade, em que esse casamento das palavras com os sons musicais faça uma canção que possa elevar as pessoas".
"Canções que façam que as pessoas se sintam melhores e maiores, é essa a função da arte: nivelar por cima", rematou o cantautor.
Talvez por isto tenha sido "este ano de crise global" o que marca uma reunião agendada e sempre adiada desde há seis anos.
"Por razões várias da agenda de cada um nunca aconteceu juntarmo-nos, mas foi este ano de crise económica e também de valores que espoletou o desejo de mostrar a nossa música, não como exemplo, não somos nenhuns salvadores da pátria, mas a vontade de fazer um projecto artístico-cultural e que isso bata nas pessoas e as faça sentir mais fortes e portanto mais apetrechadas", disse Sérgio Godinho.
José Mário Branco e Sérgio Godinho consideram que há nas canções dos três "uma espécie de chão que as pessoas podem pisar com segurança" e em que perpassa "uma herança cultural comum que passa pelo José Afonso".
Para Sérgio Godinho, José Afonso "podia ter sido quarto canto, neste caso foi o público".
O autor de "Guerra e paz", um dos temas tocados no concerto, qualificou de "vibrante" o público com quem "houve uma partilha extraordinária" e considera que "essa emoção passa muito bem" tanto na edição em CD como em DVD.
"No caso do CD ao contrário do que é habitual não houve praticamente muito trabalho de estúdio", disse José Mário Branco.
Se houve "um público vibrante" que se sentiu "houve também o gozo de tocarmos juntos e tocarmos coisas de uns e outros", disse José Mário Branco.
Os dois músicos reafirmaram o seu "prazer" na redescoberta do seu próprio repertório e também pela "aprendizagem" do repertório de cada um, e de verem como cada um se "apropriava" das canções do outro.
Referindo-se à "partilha dos três rapazes" Sérgio Godinho referiu: "temos três universos compatíveis e às vezes complementares embora individualizados".
José Mário Branco salientando que "a canção tem sempre um contexto socioeconómico e que é sempre debate", sublinhou que "há uma panóplia de temas e de coisas da vida das pessoas nas obras dos três, além dos temas sociais e políticas".
Dia 07 de Dezembro é editado um CD duplo com 22 canções do espectáculo e uma "edição especial limitada" que inclui um livro com fotos dos ensaios e dos concertos e um texto principal, da autoria do jornalista Nuno Pacheco, dois CD com o concerto e dois DVD. Um DVD regista o concerto e o outro é o documentário "Tudo faz parte" realizado por André Godinho, que regista o trajecto dos três músicos e o processo de trabalho do "Três Cantos".
Além das duas noites no Campo Pequeno (22 e 23 de Outubro) os três músicos subiram ao palco do Coliseu do Porto dias 31 de Outubro e 01 de Novembro. No total assistiram mais de 17.000 pessoas, e "a porta fica aberta para uma nova hipótese" de se voltarem a juntar "se houver a oportunidade", disseram os dois músicos.
fonte ~ hardmusica

Extravanca! : Corridinho 6/8



Entre a tradição e a modernidade, guiados pelo património musical de uma terra ancorada entre o mar e a montanha, e alimentada por um riquíssimo passado histórico (gregos, romanos, árabes), o grupo francês Dites 34 e o acordeonista português João Frade apresentam EXTRAVANCA!
Uma adaptação contemporânea das músicas tradicionais do Algarve.

3 de dezembro de 2009

MU ganham Prémio Paredes

Os portugueses MU, grupo que explora a música tradicional portuguesa, venceram o Prémio Carlos Paredes 2009 com o álbum Casanostra, anunciou a Câmara Municipal de Vila Franca de Xira, organizadora do galardão.

O júri integrou José Jorge Letria, Pedro Osório, Ruben de Carvalho e Pedro Campos.

O prémio, no valor de 2 500 euros, será entregue sexta-feira no Museu do Neo-Realismo, em Vila Franca de Xira, e contará com uma curta actuação do guitarrista Pedro Jóia, premiado em 2008.

Os MU surgiram no Porto em 2003 como um projecto de fusão da música tradicional portuguesa, com recurso a instrumentos de diferentes culturas do mundo. Em 2005 editaram o álbum Mundanças e três anos depois Casanostra, agora distinguido.
fonte ~ dn

Lufa-lufa : Lift off Foledad

Músicas do mundo em livro

Escrito por José Eduardo Braga, membro da Rádio Universidade de Coimbra (RUC), onde é locutor há 20 anos, "Músicas do Mundo" é um roteiro musical que identifica na Europa, África, Américas, Oceânia e Ásia "os géneros musicais mais característicos, as influências, os instrumentos e os grandes protagonistas" - lê-se numa nota do Gabinete de Comunicação e Identidade da UC.
"Músicas do Mundo" "é uma (quase) tradução da expressão 'World Music' que, desde há uns 20 anos, tem designado, para um universo anglo-saxónico, tudo o que não é música desse universo", escreve, na introdução, o autor, que se estreou na actividade radiofónica em 1982.
A obra "é uma introdução à temática da 'World Music'", fornecendo anda uma lista de 'links' para sítios na Internet nos quais se podem aprofundar os assuntos, disse hoje José Eduardo Braga à agência Lusa.
Licenciado em Direito e Literaturas Clássicas pela Universidade de Coimbra, o autor da obra colaborou em vários programas de divulgação de músicas do mundo, em especial de música jamaicana. Colabora ainda com a revista MACA - Magazine de Arte de Coimbra & Afins, na qualidade de crítico de discos e de concertos.
A publicação insere-se na colecção Estado da Arte, da Imprensa da UC, que apresenta obras em formato de livro de bolso e está "vocacionada para a abordagem didáctica de grandes temas da actualidade por especialistas de reconhecido mérito".
fonte ~ hardmusica