7 de dezembro de 2009
4 de dezembro de 2009
"Três cantos" em DVD
Sérgio Godinho afirmou à Lusa que o legado dos três músicos "é hoje transversal na música portuguesa" num leque que vai do fado ao hip-hop, passando pela canção de raiz tradicional, o jazz, ou o pop/rock."Hoje faz parte que também olhem para nós com uma vontade de conhecer e nesse sentido o nosso legado está diluído", disse.
José Mário Branco por seu turno afirmou: "o nosso legado é o que possa haver para a canção de qualidade, em que esse casamento das palavras com os sons musicais faça uma canção que possa elevar as pessoas".
"Canções que façam que as pessoas se sintam melhores e maiores, é essa a função da arte: nivelar por cima", rematou o cantautor.
Talvez por isto tenha sido "este ano de crise global" o que marca uma reunião agendada e sempre adiada desde há seis anos.
"Por razões várias da agenda de cada um nunca aconteceu juntarmo-nos, mas foi este ano de crise económica e também de valores que espoletou o desejo de mostrar a nossa música, não como exemplo, não somos nenhuns salvadores da pátria, mas a vontade de fazer um projecto artístico-cultural e que isso bata nas pessoas e as faça sentir mais fortes e portanto mais apetrechadas", disse Sérgio Godinho.
José Mário Branco e Sérgio Godinho consideram que há nas canções dos três "uma espécie de chão que as pessoas podem pisar com segurança" e em que perpassa "uma herança cultural comum que passa pelo José Afonso".
Para Sérgio Godinho, José Afonso "podia ter sido quarto canto, neste caso foi o público".
O autor de "Guerra e paz", um dos temas tocados no concerto, qualificou de "vibrante" o público com quem "houve uma partilha extraordinária" e considera que "essa emoção passa muito bem" tanto na edição em CD como em DVD.
"No caso do CD ao contrário do que é habitual não houve praticamente muito trabalho de estúdio", disse José Mário Branco.
Se houve "um público vibrante" que se sentiu "houve também o gozo de tocarmos juntos e tocarmos coisas de uns e outros", disse José Mário Branco.
Os dois músicos reafirmaram o seu "prazer" na redescoberta do seu próprio repertório e também pela "aprendizagem" do repertório de cada um, e de verem como cada um se "apropriava" das canções do outro.
Referindo-se à "partilha dos três rapazes" Sérgio Godinho referiu: "temos três universos compatíveis e às vezes complementares embora individualizados".
José Mário Branco salientando que "a canção tem sempre um contexto socioeconómico e que é sempre debate", sublinhou que "há uma panóplia de temas e de coisas da vida das pessoas nas obras dos três, além dos temas sociais e políticas".
Dia 07 de Dezembro é editado um CD duplo com 22 canções do espectáculo e uma "edição especial limitada" que inclui um livro com fotos dos ensaios e dos concertos e um texto principal, da autoria do jornalista Nuno Pacheco, dois CD com o concerto e dois DVD. Um DVD regista o concerto e o outro é o documentário "Tudo faz parte" realizado por André Godinho, que regista o trajecto dos três músicos e o processo de trabalho do "Três Cantos".
Além das duas noites no Campo Pequeno (22 e 23 de Outubro) os três músicos subiram ao palco do Coliseu do Porto dias 31 de Outubro e 01 de Novembro. No total assistiram mais de 17.000 pessoas, e "a porta fica aberta para uma nova hipótese" de se voltarem a juntar "se houver a oportunidade", disseram os dois músicos.
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Notícias
Extravanca! : Corridinho 6/8
Entre a tradição e a modernidade, guiados pelo património musical de uma terra ancorada entre o mar e a montanha, e alimentada por um riquíssimo passado histórico (gregos, romanos, árabes), o grupo francês Dites 34 e o acordeonista português João Frade apresentam EXTRAVANCA!
Uma adaptação contemporânea das músicas tradicionais do Algarve.
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Vídeos
3 de dezembro de 2009
MU ganham Prémio Paredes
Os portugueses MU, grupo que explora a música tradicional portuguesa, venceram o Prémio Carlos Paredes 2009 com o álbum Casanostra, anunciou a Câmara Municipal de Vila Franca de Xira, organizadora do galardão.O júri integrou José Jorge Letria, Pedro Osório, Ruben de Carvalho e Pedro Campos.
O prémio, no valor de 2 500 euros, será entregue sexta-feira no Museu do Neo-Realismo, em Vila Franca de Xira, e contará com uma curta actuação do guitarrista Pedro Jóia, premiado em 2008.
Os MU surgiram no Porto em 2003 como um projecto de fusão da música tradicional portuguesa, com recurso a instrumentos de diferentes culturas do mundo. Em 2005 editaram o álbum Mundanças e três anos depois Casanostra, agora distinguido.
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Notícias
Músicas do mundo em livro
Escrito por José Eduardo Braga, membro da Rádio Universidade de Coimbra (RUC), onde é locutor há 20 anos, "Músicas do Mundo" é um roteiro musical que identifica na Europa, África, Américas, Oceânia e Ásia "os géneros musicais mais característicos, as influências, os instrumentos e os grandes protagonistas" - lê-se numa nota do Gabinete de Comunicação e Identidade da UC.
"Músicas do Mundo" "é uma (quase) tradução da expressão 'World Music' que, desde há uns 20 anos, tem designado, para um universo anglo-saxónico, tudo o que não é música desse universo", escreve, na introdução, o autor, que se estreou na actividade radiofónica em 1982.
A obra "é uma introdução à temática da 'World Music'", fornecendo anda uma lista de 'links' para sítios na Internet nos quais se podem aprofundar os assuntos, disse hoje José Eduardo Braga à agência Lusa.
Licenciado em Direito e Literaturas Clássicas pela Universidade de Coimbra, o autor da obra colaborou em vários programas de divulgação de músicas do mundo, em especial de música jamaicana. Colabora ainda com a revista MACA - Magazine de Arte de Coimbra & Afins, na qualidade de crítico de discos e de concertos.
A publicação insere-se na colecção Estado da Arte, da Imprensa da UC, que apresenta obras em formato de livro de bolso e está "vocacionada para a abordagem didáctica de grandes temas da actualidade por especialistas de reconhecido mérito".
"Músicas do Mundo" "é uma (quase) tradução da expressão 'World Music' que, desde há uns 20 anos, tem designado, para um universo anglo-saxónico, tudo o que não é música desse universo", escreve, na introdução, o autor, que se estreou na actividade radiofónica em 1982.
A obra "é uma introdução à temática da 'World Music'", fornecendo anda uma lista de 'links' para sítios na Internet nos quais se podem aprofundar os assuntos, disse hoje José Eduardo Braga à agência Lusa.
Licenciado em Direito e Literaturas Clássicas pela Universidade de Coimbra, o autor da obra colaborou em vários programas de divulgação de músicas do mundo, em especial de música jamaicana. Colabora ainda com a revista MACA - Magazine de Arte de Coimbra & Afins, na qualidade de crítico de discos e de concertos.
A publicação insere-se na colecção Estado da Arte, da Imprensa da UC, que apresenta obras em formato de livro de bolso e está "vocacionada para a abordagem didáctica de grandes temas da actualidade por especialistas de reconhecido mérito".
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Notícias
30 de novembro de 2009
Contexto e Significado: 15 anos d'Orfeu
Ainda não se cumpriram, mas já vamos antecipando a festa.
Porque serão 15 anos de constante e intensa actividade cultural, tendo Águeda por epicentro, para todo o país e estrangeiro.
Até lá, fica uma pequenina espreitadela ao vídeo documental que Tiago Pereira está a realizar sobre o "Contexto e Significado" da d'Orfeu Associação Cultural.
Porque serão 15 anos de constante e intensa actividade cultural, tendo Águeda por epicentro, para todo o país e estrangeiro.
Até lá, fica uma pequenina espreitadela ao vídeo documental que Tiago Pereira está a realizar sobre o "Contexto e Significado" da d'Orfeu Associação Cultural.
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Notícias
29 de novembro de 2009
[1 em 2] Cavalo à solta
Minha laranja amarga e doce
meu poema
feito de gomos de saudade
minha pena
pesada e leve
secreta e pura
minha passagem para o breve breve
instante da loucura.
Minha ousadia
meu galope
minha rédea
meu potro doido
minha chama
minha réstia
de luz intensa
de voz aberta
minha denúncia do que pensa
do que sente a gente certa.
Em ti respiro
em ti eu provo
por ti consigo
esta força que de novo
em ti persigo
em ti percorro
cavalo à solta
pela margem do teu corpo.
Minha alegria
minha amargura
minha coragem de correr contra a ternura.
Por isso digo
canção castigo
amêndoa travo corpo alma amante amigo
por isso canto
por isso digo
alpendre casa cama arca do meu trigo.
Meu desafio
minha aventura
minha coragem de correr contra a ternura.
José Carlos Ary dos Santos / Fernando Tordo
Fernando Tordo [Cavalo À Solta/Aconteceu na Primavera (Single), 1971]
Viviane [Rua da Saudade, 2009]
meu poema
feito de gomos de saudade
minha pena
pesada e leve
secreta e pura
minha passagem para o breve breve
instante da loucura.
Minha ousadia
meu galope
minha rédea
meu potro doido
minha chama
minha réstia
de luz intensa
de voz aberta
minha denúncia do que pensa
do que sente a gente certa.
Em ti respiro
em ti eu provo
por ti consigo
esta força que de novo
em ti persigo
em ti percorro
cavalo à solta
pela margem do teu corpo.
Minha alegria
minha amargura
minha coragem de correr contra a ternura.
Por isso digo
canção castigo
amêndoa travo corpo alma amante amigo
por isso canto
por isso digo
alpendre casa cama arca do meu trigo.
Meu desafio
minha aventura
minha coragem de correr contra a ternura.
José Carlos Ary dos Santos / Fernando Tordo
Fernando Tordo [Cavalo À Solta/Aconteceu na Primavera (Single), 1971]
Viviane [Rua da Saudade, 2009]
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[1 em 2]
Mafalda Arnauth | Flor de Fado
Flor de Fado Mafalda Arnauth
Magic Music, 2008
Falar sobre a renovação do Fado passa, obrigatoriamente, pelo percurso musical que Mafalda Arnauth tem traçado ao longo da sua discografia, caracterizada por uma sonoridade muito própria e distintiva, sem receios de fugir ao purismo e de se encontrar com outras estéticas musicais. Por isso, e seguindo uma linha de continuidade, "Flor de Fado" não soa a contraste e é a confirmação da universalidade da fadista, ao revelar-se neste disco em diversos estilos. Desde a canção ligeira, em "Flor de verde pinho", atè à música popular brasileira, no dueto "Entre a voz e o oceano" com Olivia Byington, passando por um folclorismo mais tradicional de "Quem me desata" (fado alfacinha) ou até mesmo "Tinta verde", um dos temas mais populares de Vitorino.
Paralelamente, outro sinal de renovação é o realçar de novos instrumentos solistas, nomeadamente o piano e a guitarra acústica, em detrimento do habitual papel de destaque da guitarra portuguesa, como é o caso de "Amor abre a janela" e "O mar fala de ti", ambos poemas de Tiago Torres da Silva e dois dos momentos mais belos do disco.
Certamente que este é o trabalho mais pessoal de Arnauth, que assina grande parte dos poemas e composições, confessando-nos o seu lado mais intimo, despido de pudores, entre desabafos de amor, anseios, quereres e desalentos, que fluem através duma interpretação intensa e envolta de muita beleza, à qual não é possível ficar indiferente. Mafalda Arnauth transmite, assim, a essência de ser fadista: sentir e fazer sentir.
Alinhamento:
- Amor abre a janela
- Porque é feito de alegria
- Entre a voz e o oceano
- O mar fala de ti
- Povo que lavas no rio
- Quanto mais amor
- De tanto querer (fado vitória)
- Flor de verde pinho
- Porque eu não sei mentir
- Ir contigo
- Tinta verde
- Agarrada ao chão
- Quem me desata
- Por querer bem
- Na cor do nosso sorriso
Gravado e misturado por Fernando Nunes nos estúdios "O pé de vento" em Janeiro e Março de 2008.
Edição e masterização por Fernando Nunes e Luís Pontes nos estúdios "O pé de vento".
Voz: Mafalda Arnauth; Guitarra acústica: Luís Pontes, Ramón Maschio; Guitarra portuguesa: Ângelo Freire; Baixo acústico: Fernando Júdice; Contrabaixo: Luís Pontes; Piano: Ernesto Leite; Violoncelo: Davide Zaccaria; Shaker: Ramón Maschio
Fotografia: Kenton Thatcher; Design: Luís Carlos Amaro
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Discos
27 de novembro de 2009
"Vira dos Malmequeres" em exclusivo
Até lá, e para reforçar a ânsia da espera e o momento da descoberta, no blog oficial da fadista já se pode ouvir "Vira dos Malmequeres", o primeiro tema deste seu novo trabalho.
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