27 de novembro de 2009

Curso de Guitarra Portuguesa | Funchal

A Associação Cultural Encontros da Eira procede com a sua formação em Guitarra Portuguesa na Região Autónoma da Madeira, curso este que foi apadrinhado pelo Mestre António Chainho, e que tem vindo a decorrer nas instalações da CAMFOR (Rua Aspirante Mota Freitas nº8, R/c, Funchal).

Esta iniciativa que pretende não só valorizar este cordofone português, como também permitir aos interessados um contacto com este sui generis instrumento e tem decorrido ao longo deste dois anos sob a orientação do guitarrista César Abrantes.

Para os interessados, as inscrições continuam abertas e poderão ser feitas por:
telefone - 291 611 564
fax - 2912 611 563
e-mail - eira@mail.pt

26 de novembro de 2009

Galandum Galundaina : Fraile cornudo

'The Times' elege 'Fado Curvo' como um dos discos da década


Segundo álbum da cantora portuguesa foi considerado o sexto melhor disco de 'world music' dos anos zero pelo jornal britânico. Em primeiro lugar ficou 'The Radio Tisdas Sessions' dos Tinariwen. Distinção vem confirmar a boa aceitação da mais importante fadista portuguesa da última década no mercado internacional

Em época de balanços de fim de década, é difícil ignorar um nome: Mariza. Sabia-se que os discos da voz que ajudou a definir o som dos anos zero portugueses iam figurar nas listagens nacionais dos melhores da década, mas o reconhecimento internacional pode surpreender alguns. Ontem, o jornal britânico The Times elegeu Fado Curvo como o sexto melhor álbum de world music dos últimos dez anos, em lista liderada por The Radio Tisdas Sessions dos Tinariwen. No jazz vencem os EST, com Live in Hamburg, na pop, Kid A, dos Radiohead, e na clássica, Doctor Atomic Symphony, de John Adams.

A distinção apanhou Mariza de surpresa. Ao telefone com o DN, que lhe deu a notícia em primeira mão pelas 16.00 de ontem, antes de entrar no Programa do Jô, da Globo, a fadista revelou ter ficado "surpresa e muito feliz" com esta distinção. "É um dos meus discos mais sérios, mesmo em termos poéticos. Gravei-o a seguir ao Fado em Mim, e acho que é mais duro e menos aberto", diz. "E é bom ver a música portuguesa reconhecida no estrangeiro".

No entanto, este reconhecimento não é nada de novo, principalmente em Inglaterra. Assim que se estreou em disco, no princípio da década, a fadista recolheu uma série de louvores, nacionais e internacionais, foi comparada a Amália, deu a volta ao mundo em digressão, recebeu um prémio de world music promovido pela BBC Radio 3. De então para cá, não tem parado de somar prémios e elogios.

Como se explica então este sucesso? De acordo com o The Times, a cantora é incontornável porque "pegou numa sonoridade antiga e desacreditada - neste caso o fado, os blues de Portugal - e tornou-a contemporânea e sexy, vendendo-a a um público que até então a tinha ignorado". O jornal declara ainda que "uma participação no [programa de televisão] Later With Jools Holland foi o suficiente para se tornar uma estrela".

A justificação pode ser discutível, mas é impossível negar a importância de Mariza no actual panorama musical português. Até porque, cinco discos, incluindo um registo ao vivo, e múltiplas platinas depois de se ter estreado com Fado em Mim, a cantora é hoje uma referência internacional.

fonte ~ dn

[1 em 2] Fado loucura

Sou do fado
Como sei
Vivo um poema cantado
De um fado que eu inventei
A falar
Não posso dar-me
Mas ponho a alma a cantar
E as almas sabem escutar-me
Chorai, chorai
Poetas do meu país
Troncos da mesma raíz
Da vida que nos juntou
E se vocês não estivessem a meu lado
Então não havia fado
Nem fadistas como eu sou
Nesta voz tão dolorida
É culpa de todos vós
Poetas da minha vida
A loucura, ouço dizer
Mas bendita esta loucura de cantar e sofrer
Chorai, chorai
Poetas do meu país
Troncos da mesma raíz
Da vida que nos juntou
E se vocês não estivessem a meu lado
Então não havia fado
Nem fadistas como eu sou

Júlio de Sousa

Carlos Zel


Mariza

Adega Machado encerra

Amália Rodrigues cantou lá várias vezes e era cliente habitual, Mariza (na foto) pisou o palco quando ainda era criança. No entanto, ao fim de 72 anos de portas abertas, o fado da Adega Machado, situada no Bairro Alto, em Lisboa, deixou de se escutar no domingo.

A gerência da sala de espectáculos assume estar "atolada em dívidas" e, na sequência do fecho, há 28 pessoas no desemprego, dos quais quatro são fadistas, dois guitarristas e seis integram um grupo de folclore em regime de colaboração.

"Não vai voltar a abrir. As dívidas foram-se acumulando desde 2001. A minha vida foi destruída ali dentro", disse ao CM, com mágoa, o actual gerente, Filipe Machado. Na lista das facturas em falta estão pagamentos a fornecedores, IVA e contribuições à Segurança Social.

Quem não se conforma com a situação são os ex-funcionários da casa de espectáculos, fundada em 1937 pelos artistas Armando e Maria de Lourdes Machado, que dizem ter "casa cheia" aos fins-de--semana. A fadista Ana Carvalho reconhece que já houve crises, mas até agora passageiras: "Durante estes meses foi das casas de fado que melhor trabalhou. O que houve foi má gerência. Andamos todos num desespero", lamentou-se ao CM.

fonte ~ correio da manhã

21 de novembro de 2009

Musifesto: convite a todos os músicos

Por favor envie o seu ficheiro áudio para musifesto@gmail.com ou faça upload num servidor de file hosting e envie o link para este mail.

20 de novembro de 2009

Era uma vez na Galiza [José Afonso, Agosto 1979]

Era uma vez na Galiza, anos oitenta.
Um concerto de José Afonso em Cangas de Morrazo (perto de Vigo) num velho teatro municipal. Acompanhava-o eu, Henri Tabot e Guilherme Inês.
Chegados à hora do espectáculo, deparámo-nos com um público, a meio da plateia, de seis pessoas! A minha reacção (suponho que a dos meus colegas) foi a de não tocar. E o Zeca disse não!
Tocados os 17 ou 18 temas ensaiados pelo grupo, José Afonso pegou na viola e sozinho, tocou cantando mais oito temas entre os quais "Catarina" - a primeira vez que o ouvi cantar assim. Estranho. As seis pessoas de pé aplaudiram incansavelmente José Afonso e durante muito tempo. Como se a sala estivesse cheia. Só mais tarde percebi que o Zeca, nesse dia, tinha deixado seis amigos na Galiza.
Júlio Pereira (Músico e amigo do Zeca)

Tucanas : Ma Mazurka [Maria Café, 2009]

Karrossel

Mais uma volta, mais um baile... Mais uma viagem ao mundo das danças tradicionais ao som de Karrossel, uma nova formação do Porto, que integra músicos dos MU, PÉ NA TERRA, UXTE e acompanhados por Diana Azevedo (MU/POPOLOMONDO), quem ensinará os mais diversos passos de dança, como o Vira do Minho, o Fado Batido ou a Troika da Rússia.
Partindo da pesquisa e recolha, Karrossel propõe uma viagem global pela música e dança tradicional europeia, essencialmente portuguesa, que gradualmente vai ganhando mais projecção no "movimento tradball" nacional.