12 de setembro de 2009

Sete Sois Orkestra : Barco Negro

De manhã, que medo, que me achasses feia!
Acordei, tremendo, deitada n'areia
Mas logo os teus olhos disseram que não,
E o sol penetrou no meu coração.[Bis]

Vi depois, numa rocha, uma cruz,
E o teu barco negro dançava na luz
Vi teu braço acenando, entre as velas já soltas
Dizem as velhas da praia, que não voltas:

São loucas! São loucas!

Eu sei, meu amor,
Que nem chegaste a partir,
Pois tudo, em meu redor,
Me diz qu'estás sempre comigo.[Bis]

No vento que lança areia nos vidros;
Na água que canta, no fogo mortiço;
No calor do leito, nos bancos vazios;
Dentro do meu peito, estás sempre comigo.

Caco Velho / David-Mourão Ferreira

Megafone: novo programa da Rádio Universitária do Algarve

A RUA FM vai estrear no final de Setembro o novo programa radiofónico “MEGAFONE”, a emitir todos sábados entre as 6 e as 7 da tarde. O MEGAFONE será transmitido em directo e ao vivo a partir do café concerto “ Espaço C ”, no Teatro Municipal de Faro, e apostará na divulgação de projectos culturais / novas bandas.

O programa, com duração máxima de uma hora, terá um formato de showcase onde as músicas serão intercaladas por conversa com o jornalista. O objectivo é divulgar ao máximo os projectos convidados, quer para a audiência no local, quer para o vasto auditório da Rádio Universitária do Algarve.

No caso de bandas que venham ao Algarve actuar num sábado à noite, o MEGAFONE não só fará a divulgação do projecto, mas divulgará igualmente o espectáculo dessa noite.

O MEGAFONE possibilita ainda que a banda disponibilize CDs para venda ao público presente ficando a mesma (se a banda o desejar) a cargo dos funcionários do Espaço C (sem qualquer despesa ou encargos para a banda).

A programação do MEGAFONE é apresentada no dia 1 de cada mês. Assim sendo cada actuação terá que ser planeada atempadamente.

O MEGAFONE é apresentado e produzido por Eugénio Paulo, Leila Leiras e Carlos Norton.

Se tiverem projectos que achem propositados para o MEGAFONE, contactar: carlosbnorton@yahoo.com

11 de setembro de 2009

Olive Tree Dance : Bezouro

OuTonalidades 2009 reforça intercâmbio luso-galaico

Este ano, o OuTonalidades será apresentado em dupla conferência de imprensa, a 21 de Setembro em Lisboa e a 23 em Santiago de Compostela. Poucos dias antes, dia 16, o evento terá sido apresentado como exemplo de boas práticas no congresso espanhol das salas de música ao vivo, em Vic, na Catalunha. O circuito português de música ao vivo já vai para a 13ª edição e é uma proposta única para o próximo Outono cultural.Quando, a 24 de Setembro, arrancar o roteiro de 74 concertos desta 13º edição do OuTonalidades, um mapa imaginário unirá os 24 espaços de música ao vivo que compõem esta grande rede que se estende de Ferrol, no topo norte da Galiza, até Tavira, em plena costa algarvia. A relação transfronteiriça com a Galiza desde 2008, fruto do convénio entre d’Orfeu e AGADIC, veio apurar o modelo do evento coordenado, sempre em franca expansão geográfica, pela associação aguedense.

Um grande evento dedicado ao pequeno formato: assim se entende o OuTonalidades, cada vez mais. Pelas novas oportunidades de circulação que proporciona a dezenas de pequenos grupos e artistas. E pela inigualável bolsa de programação de que beneficia o nicho cultural de espaços de música ao vivo, bares associativos e cafés-concerto que constitui, a cada edição, a rede do OuTonalidades.

Este ano, inscreveram-se 217 grupos portugueses e galegos, dos quais, numa 1ª fase, foram pré-seleccionados 95. Após um longo processo de programação, em função das preferências dos espaços parceiros, o cartaz de 2009 apresenta um total de 33 grupos que farão os 74 concertos do circuito. Em 2009, o evento cresce em número de espaços, de grupos e de concertos programados, tanto em Portugal como na Galiza. A cooperação iniciada em 2008 entre o OuTonalidades e a Rede Galega de Música ao Vivo, circuitos congéneres dos dois lados da fronteira, proporciona agora a presença de 7 grupos portugueses na Galiza e 11 grupos galegos em Portugal, num total de 47 concertos em regime de intercâmbio.

De 24 de Setembro a 19 de Dezembro, durante 13 fins-de-semana, o cartaz vai do jazz ao tradicional, do rock ao fado, do ska aos blues, do experimental às músicas do mundo. A festa e a diversidade são marcas distintivas das programações do OuTonalidades, evento rotativo de música ao vivo que começou por ser, há treze anos, um pequeno circuito local de bares em Águeda, cidade que continua a ser epicentro do circuito agora luso-galaico.

Tudo sobre o 13º OuTonalidades online:
http://www.myspace.com/outonalidades
http://www.issuu.com/dorfeu/docs/libreto_outonalidades09

9 de setembro de 2009

Dazkarieh : Borda d'Água [Hemisférios, 2009]

Raiç: novo disco de Roberto Leal

Depois de ter editado em 2007 o álbum “Canto da Terra” onde aprofunda as suas raízes mirandesas, Roberto Leal volta a editar um disco voltando a ter como pano de fundo Trás-os-Montes e mais algumas músicas de raiz popular com arranjos de requintado bom gosto.

Apesar de em “Raiç | Raiz” não contar desta vez com a prestação dos Galandum Galundaina, Ricardo Dias (Brigada Victor Jara, Cristina Branco) volta a estar à frente da direcção artística e produção musical. A Roberto e Ricardo junta-se uma constelação de estrelas da música popular portuguesa: Amadeu Magalhães, Manuel Rocha, Quiné, Rui Júnior, Tocá Rufar, António Pinto, Didi e parte dos Roncos do Diabo. Em “Raiç | Raiz” voltamos a escutar Roberto Leal a cantar em língua mirandesa algumas modas como “Cirigoça”, “La Lhoba Parda”, “Tiengo Giriboilas”, “Redondo”, “Tengo Giriboilas”, além de versões de “Que Amor Não Me Engana” e “Moda do Entrudo” que José Afonso escreveu (a primeira) e popularizou (a segunda).

“Raiç | Raíz” é editado amanhã, dia 10 de Setembro. Hoje, é possível ouvir o repertório dos dois últimos discos de Roberto Leal ao vivo no Cabaret Maxime, em Lisboa, a partir das 22h.

4 de setembro de 2009

Danças Ocultas : Esse olhar [Pulsar, 2004]

Fernando Girão desvenda o seu "Fado Negro"

Viver não é só o que vemos na camada exterior, o que está no interior é muito mais importante e verdadeiro, ser artista é coisa de Deus.

Estas palavras pertencem a Fernando Girão, ou devemos dizer Very Nice , nome artístico como muitos ainda o recordam. Não importa a maneira como o tratamos, importa o artista que é. Fernando Girão é um homem profundamente místico, herança que provavelmente lhe foi transmitida pelas suas raízes brasileiras.

Nascido em São Paulo, é brasileiro de nascença e português de adopção, mas no fundo ele é uma mistura de muitas raças, crenças e culturas. Fernando Girão é um homem do mundo. As várias influências adivinham-se na sua obra. Do Brasil tem a alegria e musicalidade de um povo onde a música brota mesmo nas condições mais adversas, de Portugal transporta um sentimento único a que chamamos saudade, de África os ritmos profundos dos batuques tribais, da América os lamentos belíssimos dos espirituais negros do sul dos Estados Unidos e o jazz tão característicos das velhas ruas de Nova Orleães. A sua voz e capacidade de improvisação transmitem-nos todas estas nuances, numa mistura de estilos que o tornam único.

Após 7 anos de ausência, período em que pouco ouvimos ou soubemos dele e que lhe serviu de introspecção fazendo-o repensar a sua vida, Fernando Girão decide recarregar baterias, e mais uma vez parte para outras terras, para ir beber às raízes que sempre lhe alimentaram o espírito. Passa pelo Brasil, Marrocos, Moçambique, Angola e Açores , actua como convidado em inúmeros espectáculos de outros artistas seus companheiros e regressa com muitos projectos na bagagem à espera de verem a luz do dia, pronto para uma nova etapa na sua vida.

Em 2009 decide finalmente editar um novo disco de originais Fado Negro (com letras e músicas suas) , este disco devolve-nos um Fernando Girão mais maduro mais sofrido, mais intimista e profundamente místico. Fado Negro é um excelente trabalho que nos transmite não só a portugalidade que mora em cada um de nós, como nos leva às paisagens longínquas que ele tão bem conhece.

Fado Negro é editado pela Numérica e tem data de saída marcada para 7 de Setembro.

1 de setembro de 2009

Fadomorse : Matraquilhos dos Pobres

RAIÇ é o novo CD de Roberto Leal

Com edição prevista para o próximo dia 10 RAIÇ | RAÍZ é um disco de música tradicional portuguesa.

Após uma intensiva busca na escolha de repertório, Roberto Leal gravou um lote de 13 temas onde se encontram alguns cantados em dialecto mirandês.

RAIÇ | RAÍZ é um disco coeso e diversificado, um encontro bem sucedido do artista com as suas raízes transmontanas, que merece uma audição atenta.

Roberto Leal nasceu em Vale da Porca, Trás os Montes, ams aos onze anos de idade, em 1962, emigrou para o Brasil, juntamente com os pais e dez irmãos.

Em São Paulo, após trabalhar como sapateiro e vendedor de doces, iniciou sua carreira de cantor de fados e músicas românticas.
Graças ao sucesso alcançado na década de 1970, apresenta-se como um embaixador da cultura portuguesa no Brasil.

Ficou célebre o seu refrão "ai cachopa, se tu queres ser bonita, arrebita, arrebita, arrebita", após aparição no Programa do Chacrinha.
Vendeu milhares de discos, fazia sucesso nos programas de auditório e por muitos, era considerado muito simpático.

Roberto Leal é frequentemente citado pela imprensa e por pesquisas como o mais conhecido português no Brasil, acima de nomes como Mário Soares, José Saramago, Fernando Pessoa e possivelmente até mesmo Pedro Álvares Cabral. Com seu jeito educado e carismático, leva mensagens de fé a milhões de pessoas em todos os países de língua portuguesa e também tem espectáculos em paises onde existam emigrantes portugueses.

Costuma gravar músicas com mistura de ritmos lusos e brasileiros, tornando-se um cantor popular para uns e criticado por outros.

Já gravou Cds com ritmo de forró, românticas e quase todo o seu repertório é composto com temas da sua autoria, em parceria com sua esposa Márcia Lúcia, companheira e mãe de seus 3 filhos brasileiros.

Lançou no ano de 2007 o CD Canto da Terra, que contém algumas músicas em mirandês, para divulgar a segunda língua oficial de Portugal.

Já vendeu mais de dezessete milhões de discos e tem mais de trezentas canções gravadas.
Chegou a participar de um filme sobre sua própria vida, chamado: "O Milagre" e que bateu recordes de bilheteira.

fonte ~ hardmusica