Se uma gaivota viesse
Trazer-me o céu de Lisboa
No desenho que fizesse,
Nesse céu onde o olhar
É uma asa que não voa,
Esmorece e cai no mar.
Que perfeito coração
No meu peito bateria,
Meu amor na tua mão,
Nessa mão onde cabia
Perfeito o meu coração.
Se um português marinheiro,
Dos sete mares andarilho,
Fosse quem sabe o primeiro
A contar-me o que inventasse,
Se um olhar de novo brilho
No meu olhar se enlaçasse.
Que perfeito coração
No meu peito bateria,
Meu amor na tua mão,
Nessa mão onde cabia
Perfeito o meu coração.
Se ao dizer adeus à vida
As aves todas do céu,
Me dessem na despedida
O teu olhar derradeiro,
Esse olhar que era só teu,
Amor que foste o primeiro.
Que perfeito coração
Morreria no meu peito,
Meu amor na tua mão,
Nessa mão onde perfeito
Bateu o meu coração.
Alexandre O'Neill / Alain Oulman
18 de abril de 2009
17 de abril de 2009
Diagonal: entre Estocolmo e Lisboa
Nesta nossa aldeia global que é o Mundo, é sempre de louvar o encontro tão agradável entre distintas sonoridades, culturas e línguas, como é o caso dos Stockholm Lisboa Project, que no dia 28 de Abril lançam o seu novo disco "Diagonal", apesar de já estar à venda na web do grupo. E para quem não conseguir aguentar a espera do correio, pode ir ouvindo os temas que estão disponíveis no myspace do grupo.
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Fotógrafos procuram-se!
António Pires, uma das grandes referências do jornalismo musical nacional e autor do blog Raízes e Antenas, aguça a nossa curiosidade com o seguinte pedido de ajuda, e vindo de quem vem, só pode ser coisa boa...
Não é um concurso nem passatempo, mas é importante (a seu tempo revelarei a razão). Muito obrigado!

Banda do Casaco - Deve ter sido tirada por alturas do álbum «Contos da Barbearia» (1978).

Carlos Paredes

Farinha Master - Foi a capa do álbum «Muito Obrigado», dos Ocaso Épico.

José Afonso - uma dica, foi a partir desta foto que foi desenhado o logotipo da AJA (Associação José Afonso).
Procuram-se os Autores Destas Fotos!
Prezados leitores do Raízes e Antenas! Se alguém souber qual é o autor destas fotos (ou tenha algum palpite sobre quem poderá ser ou... saber), por favor contacte-me na caixa de comentários deste post ou através do meu e-mail: pires.ant@gmail.comNão é um concurso nem passatempo, mas é importante (a seu tempo revelarei a razão). Muito obrigado!

Banda do Casaco - Deve ter sido tirada por alturas do álbum «Contos da Barbearia» (1978).

Carlos Paredes

Farinha Master - Foi a capa do álbum «Muito Obrigado», dos Ocaso Épico.

José Afonso - uma dica, foi a partir desta foto que foi desenhado o logotipo da AJA (Associação José Afonso).
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19 de março de 2009
Pedro Moutinho : Não sabe como voltar [Encontro, 2006]
Onde andará meu amor
Perdido dos meus caminhos
Foi pela rua da dôr
Por entre cardos e espinhos
O meu amor abalou / Em busca d´outro lugar
Ao abalar só me disse / Que tardaria em chegar
Anda com tal azedume / Tão amargo de tragar
Qu enleado no queixume / Não sabe como voltar
O meu amor anda a monte / De olhos postos no chão
Mas basta-lhe erguer a fronte / E encontra o meu coração
Rogério de Oliveira/ Fontes Rocha
Perdido dos meus caminhos
Foi pela rua da dôr
Por entre cardos e espinhos
O meu amor abalou / Em busca d´outro lugar
Ao abalar só me disse / Que tardaria em chegar
Anda com tal azedume / Tão amargo de tragar
Qu enleado no queixume / Não sabe como voltar
O meu amor anda a monte / De olhos postos no chão
Mas basta-lhe erguer a fronte / E encontra o meu coração
Rogério de Oliveira/ Fontes Rocha
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Novo CD de fadista Pedro Moutinho, "Um copo de sol", é editado em Abril
O álbum de Pedro Moutinho "Um copo de sol" será o primeiro a sair para o mercado pela Iplay, depois desta editora ter sido comprada pela Fantasy Day/Lemon à SIC.
O álbum é constituído por 12 temas, na sua maioria inéditos, alguns cantados em melodias tradicionais como o Fado Seixal ou o Fado Oliveira, constituindo a única excepção "Toma lá colchetes d`oiro" (Henrique Rego/fado Corrido), uma criação de Alfredo Marceneiro."É um fado que canto desde os meus 12 anos, quase que faz parte de mim", justificou Pedro Moutinho.
Em declarações à Lusa, o fadista afirmou: "este é um álbum que reflecte a minha verdade, muitas das histórias que canto vivi-as".
O fadista canta pela primeira vez poetas como Manuela de Freitas, "Sem sentido" na melodia do fado Rosita de Joaquim Campos, e "Quando Lisboa partir" no fado Carlos da Maia de Quadras, ou Jorge Rosa, "Mais um dia", para o qual escolheu o fado Meia-noite de Filipe Pinto.
"Um Copo de sol" marca a estreia nas lides fadistas do músico Rodrigo Leão, que compôs "Passo lento" com poema da portuguesa Ana Carolina, sua parceira já habitual.
O tema que dá o título ao disco, "Copo de sol", é de autoria, música e letra, de Amélia Muge, autora que compôs já para, entre outros fadistas, Camané e Ana Moura.
"A Amélia escreveu-o propositadamente para mim, é um pouco o que sou, a vida que faço, entre Lisboa onde canto habitualmente, e a linha de Cascais onde vivo", disse o fadista.
"Por outro lado, pelo facto de não beber álcool", acrescentou entre risos o fadista.
Outros autores contemporâneos cantados por Pedro Moutinho são Tiago Bettencourt, "Vou-te levando em segredo", ou Pedro Campos, "Lisboa tu és assim", autor que escreveu "Montras" para o álbum "Transparente" de Mariza.
Aldina Duarte e Rogério Oliveira são dois autores reincidentes. Aldina assina "Primeira dança", que Pedro Moutinho interpreta na melodia do fado Seixal de José Duarte, e Rogério Oliveira, que escreveu"Paradoxos do amor", cantado no fado Oliveira do violista Miguel Ramos.
Outro poeta contemporâneo escolhido foi Pedro Tamen, autor de "Palavras minhas", para o qual Carlos Manuel Proença compôs o fado Sereno.
Carlos Proença, distinguido o ano passado com o Prémio Amália para Melhor Instrumentista, assina a produção deste álbum, tal como acontecera no anterior, "Encontro", que foi distinguido com o Prémio Amália para o Melhor Álbum.
Além de Proença na viola de fado, Pedro Moutinho é acompanhado por José Manuel Neto (guitarra portuguesa) e Daniel Pinto (viola-baixo).
Pedro Moutinho tem já agendados dois espectáculos de apresentação deste álbum, para dia 04 de Abril no Centro Cultural de Vale Flor, em Guimarães, e dia 08 no Cinema S. Jorge, Lisboa.
fonte ~ rtp
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14 de março de 2009
Dazkarieh : Caminhos Turvos [Hemisférios, 2009]
Caminhando vi luz que embala
Sentir que escapa ao olhar
Forte percorri nova estrada
em trilhos por semear
Querer dominar destino oculto
Momento por decifrar
Vida que adormece, em longo luto
Quimeras por alcançar
Querer agarrar ondas de loucura
Num momento sem pensar
Ilusão de mais de longe perdura
Mão que urge curar
Voz que entoa paz profunda
Clama em se descobrir
Grita pra revelar segredos a perseguir
Teias que tecem tons escuros
Para me aprisionar
Grito pra libertar demónios
Livre pensar
Despertando um sol que emane
Luz no meu jardim
Sentinela nua e crua
Chama por mim
Libertando amarra turva
De um silêncio tal
Emergir pra sempre duma sombra infernal
Vir de um sono profundo
O mundo agarrar
Querer desvendar futuro
Duvidar
Caminhando vi luz que embala
Sentir que escapa ao olhar
Forte percorri mar que leva a trilhos por semear
Caminhando vi luz que embala
Sentir que escapa ao olhar
Mapa onde encontrei cor divina
De prantos a sussurrar.
Dazkarieh - Caminhos Turvos from Dazkarieh on Vimeo
Sentir que escapa ao olhar
Forte percorri nova estrada
em trilhos por semear
Querer dominar destino oculto
Momento por decifrar
Vida que adormece, em longo luto
Quimeras por alcançar
Querer agarrar ondas de loucura
Num momento sem pensar
Ilusão de mais de longe perdura
Mão que urge curar
Voz que entoa paz profunda
Clama em se descobrir
Grita pra revelar segredos a perseguir
Teias que tecem tons escuros
Para me aprisionar
Grito pra libertar demónios
Livre pensar
Despertando um sol que emane
Luz no meu jardim
Sentinela nua e crua
Chama por mim
Libertando amarra turva
De um silêncio tal
Emergir pra sempre duma sombra infernal
Vir de um sono profundo
O mundo agarrar
Querer desvendar futuro
Duvidar
Caminhando vi luz que embala
Sentir que escapa ao olhar
Forte percorri mar que leva a trilhos por semear
Caminhando vi luz que embala
Sentir que escapa ao olhar
Mapa onde encontrei cor divina
De prantos a sussurrar.
Dazkarieh - Caminhos Turvos from Dazkarieh on Vimeo
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10 de março de 2009
"De sol a sul": os trilhos da música portuguesa
''De Sol a Sul" é o novo álbum de Francisco Naia, um cantor alentejano que gravou o seu primeiro disco em 1968.Os temas que compõem este disco são construídos por instrumentos acústicos - percussões portuguesas e árabes, viola campaniça, cavaquinho, bandolim, contrabaixo, flauta e o saxofone - que acompanham a potente voz tenor de Francisco Naia, um dos nomes ligados à Música Popular Portuguesa.
Neste disco, Naia prossegue o culto da poesia cantando a juventude, o amor e os sonhos que subsistem em cada um de nós. São histórias de grandes momentos vividos e sentidos por este cantor e autor.''
Francisco Naia (voz) será acompanhado porRicardo Fonseca (guitarra acústica, viola campaniça, bandolim e cavaquinho brasileiro), José Carita (guitarra acústica, bandolim e cavaquinho), Gil Pereira (contrabaixo), Jorge Costa (saxofone e flauta) e Nuno Faria (percussões).
Neste disco, Naia prossegue o culto da poesia cantando a juventude, o amor e os sonhos que subsistem em cada um de nós. São histórias de grandes momentos vividos e sentidos por este cantor e autor.''
Francisco Naia (voz) será acompanhado por
Concerto de apresentação
13 Março 2009 | Fonoteca Municipal de Lisboa | 18h30 | Entrada livre.
FONOTECA MUNICIPAL DE LISBOA
Praça Duque de Saldanha
Dolce Vita Monumental, Lj. 17
1050-094 Lisboa
Tel.: (+351) 21 3536231/2
E-mail: fonoteca@cm-lisboa.pt
Praça Duque de Saldanha
Dolce Vita Monumental, Lj. 17
1050-094 Lisboa
Tel.: (+351) 21 3536231/2
E-mail: fonoteca@cm-lisboa.pt
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3 de março de 2009
Rodrigo Leão : Voltar [O Mundo, 2006]
Manhã Cinzenta
Faz-me chorar
A chuva lembra
O teu olhar
As folhas mortas
Caem no chão
A dor aperta
O coração
Quanto eu não daria
Para poder voltar atrás
Volta para o meu peito
Daqui não saias mais
Perdi-me AMOR
Para te encontrar
Na solidão
Do teu olhar
No teu olhar
Se perde o meu
Também o mar
Se perde no céu
Quanto eu não daria
Para poder voltar atrás
Volta para o meu peito
Daqui não saias mais
Faz-me chorar
A chuva lembra
O teu olhar
As folhas mortas
Caem no chão
A dor aperta
O coração
Quanto eu não daria
Para poder voltar atrás
Volta para o meu peito
Daqui não saias mais
Perdi-me AMOR
Para te encontrar
Na solidão
Do teu olhar
No teu olhar
Se perde o meu
Também o mar
Se perde no céu
Quanto eu não daria
Para poder voltar atrás
Volta para o meu peito
Daqui não saias mais
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Novos assobios na música portuguesa
ASSOBIO é sopro; um sopro musical. E sopro é vida; a vida que passa pela cultura popular e pela sua transmissão constantemente renovada. ASSOBIO é o nome do novo projecto musical de César Prata. Após o fim de Chuchurumel, o seu anterior grupo, ASSOBIO marca a continuidade do seu trabalho com a tradição musical portuguesa, ou seja, o cruzamento da tradição com linguagens musicais dos nossos tempos. ASSOBIO é um desafio, uma constante procura de sonoridades, um caminho para a música portuguesa. ASSOBIO faz-se também com a voz carismática de Vanda Rodrigues, uma cantora surpreendentemente singular, uma voz para a música portuguesa. ASSOBIO é nome de disco e de espectáculo. ASSOBIO é uma co-produção do Teatro Municipal da Guarda e de César Prata e estreará no próximo dia 15 de Maio, no Teatro Municipal da Guarda. O espectáculo de estreia assinalará também a apresentação do CD ASSOBIO, uma edição do Teatro Municipal da Guarda. Depois... Depois vamos andar a assobiar... Por aí!
Quem assobia:
César Prata: laptop, guitarra sintetizada, ewi, guitalele, viola braguesa, ocarina, flautas, ponteira, percussões
Vanda Rodrigues: voz e percussões
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18 de fevereiro de 2009
Uxu Kalhus : Erva Cidreira [Revolta dos Badalos, 2006]
ó erva cidreira
estás no telhado
quanto mais te rego
mais pendes p'ró lado
mais pendes p'ró lado
mais a rosa cheira
estás no telhado
ó erva cidreira
refrão:
toda a moça que é bonita
na maior força de amar
jura amor que eu também juro
não me andes a falsear
não me andes a falsear
meu amor agora agora
dois passos para diante
meia volta e vai-te embora
ó erva cidreira
estás na varanda
quanto mais te rego
mais pendes p'rá banda
mais pendes p'rá banda
mais a rosa cheira
estás na varanda
ó erva cidreira
(refrão)
ó erva cidreira
estás no alpendre
quanto mais te rego
mais pendes p'rá frente
mais pendes p'rá frente
mais a rosa cheira
estás no alpendre
ó erva cidreira
popular / uxu kalhus
estás no telhado
quanto mais te rego
mais pendes p'ró lado
mais pendes p'ró lado
mais a rosa cheira
estás no telhado
ó erva cidreira
refrão:
toda a moça que é bonita
na maior força de amar
jura amor que eu também juro
não me andes a falsear
não me andes a falsear
meu amor agora agora
dois passos para diante
meia volta e vai-te embora
ó erva cidreira
estás na varanda
quanto mais te rego
mais pendes p'rá banda
mais pendes p'rá banda
mais a rosa cheira
estás na varanda
ó erva cidreira
(refrão)
ó erva cidreira
estás no alpendre
quanto mais te rego
mais pendes p'rá frente
mais pendes p'rá frente
mais a rosa cheira
estás no alpendre
ó erva cidreira
popular / uxu kalhus
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