16 de janeiro de 2009
Chuchurumel encontrou o ponto final
É com tristeza que recebemos esta notícia, dum dos grupos mais "subversivos" na recuperação e reinvenção da música tradicional portuguesa, e ao qual ainda devemos (entre muitas...) uma crónica sobre os seus discos "no castelo de Chuchurumel"(2005) e "Posta-Restante"(2007).
No myspace do grupo, pode-se ler o seguinte comunicado:
Chuchurumel encontrou o ponto final. Cerca de cinco anos e meio volvidos desde o seu nascimento, chegou ao fim esta aventura de divulgação e promoção da música tradicional portuguesa. Para trás ficam dezenas de horas de recolhas, diversas oficinas de formação sobre instrumentos tradicionais portugueses, espectáculos originais criados para determinadas circunstâncias, centenas de concertos no país e no estrangeiro (do Jarmelo a Frádigas, do CCB à Casa da Música) e dois discos editados: "no castelo de Chuchurumel"(2005) e "Posta-Restante"(2007). Para a frente continuam as carreiras artísticas dos dois músicos do grupo: Julieta Silva integrada no grupo Diabo a Sete e César Prata com o seu novo projecto "trinta por uma linha", espectáculo e disco a apresentar em Maio de 2009. Para todos aqueles que ao longo destes anos nos apoiaram e acarinharam fica o nosso mais sincero bem-haja.
Grupo Origem | Um sol maior
Um sol maior
Açor, 2008
Certamente que há 30 anos atrás, quando o Grupo Origem deu forma ao seu projecto de recolha e divulgação da música tradicional portuguesa, especialmente a minhota, não imaginariam a reviravolta criativa e tecnológica que se iria instaurar no nosso país, com o passar dos anos. Contudo, o primeiro disco "Um sol maior" desta formação de S. Mamede de Este (Braga), é a prova que num contexto cultural cada vez mais globalizado e aculturado, felizmente as "raízes" são perduráveis e recuperáveis.
Ainda é possível defender as nossas tradições musicais, entre viras, malhões e chulas, e esta persistência é, sem dúvida, um dos aspectos mais louváveis deste grupo, que também se soube reinventar, através da composição de temas originais, fortemente influenciados pelo nosso folclore. Ultimamente, assistimos ao nascer duma geração de grupos que procuram a fusão de sonoridades, mas o Grupo Origem destaca-se, precisamente, pela sua fidelidade aos ritmos e às melodias mais tradicionais, tal como podemos constantar neste seu primeiro trabalho discográfico em temas como "Bira de S. Mamede" ou "Assim fazemos no Minho". Paralelamente, e como não podia deixar de ser, também é de agradecer o trabalho de campo do grupo, em recolhas de temas tradicionais como "Chula Belha", "Contradança", "Delaidinha", "Claralinda" e "Cantiga da Segada", onde instrumentos como o cavaquinho, a braguesa, o bandolim, o adufe ou a gaita-de-foles, entre outros, ganham expressividade próprias.
Encontro de gerações e de vontade de salvaguardar o nosso património etnomusicológico, o Grupo Origem é exemplo da sua devida valorização e reinvenção, dando-nos a confiança dum futuro para a música tradicional portuguesa.
Alinhamento:
- cantiga da segada
- claralinda
- porque adoro ver-te nua
- bira em s. mamede
- delaidinha
- quero cantar-te
- no lagar
- flor do tojo
- chula belha
- obra de arte
- contradança
- os teus olhos
- quem espera
- cegueira
- saudade
- enamorei-me de ti
- assim fazemos no minho
- água sagrada
Técnico de gravação: Serafim Barreira
Assistente de gravação: Carlos Meireles
Edição digital: Serafim Barreira
Masterização: Serafim Barreira, Emiliano Toste
Produção artística: Daniel Pereira e Casimiro Pereira
Conteúdos: Casimiro Pereira
Design gráfico: Gonçalo Cruz
Fotografia: Abel Andrade
13 de janeiro de 2009
Dazkarieh : Vitorina [Incógnita Alquimia, 2006]
Como todo mundo sabe
Dizem que morreu de parto
Que morreu na enfermidade
A pobre da vitorina
Como todo mundo sabe
Só queria morrer de velha
Com seu amor de verdade
Às portas da eternidade
Tinha junto ao coração
Uma letra que dizia
Morrer sim deixar-te não!
tradicional / Joana Negrão
9 de janeiro de 2009
O Último Gaiteiro tradicional de Torres Vedras

Joaquim Roque
“Joaquim Roque: O Último Gaiteiro Tradicional de Torres Vedras” é um livro único em Portugal, da autoria da Associação Portuguesa para o Estudo e Divulgação da Gaita-de-Foles, sendo assinado por Francisco Pimenta e Henrique Oliveira. Editado pela Tradisom, tem lançamento marcado para 17 de Janeiro de 2009, no Teatro-Cine de Torres Vedras.
O Gaiteiro
Joaquim Roque, de 72 anos, é o último guardião de uma estirpe de antigos gaiteiros estremenhos. Este livro relata as suas memórias de vida: desde a sua aprendizagem com os velhos mestres gaiteiros da Estremadura, à sua ligação duradoura e ininterrupta às importantes romarias da região, não esquecendo a presença frequente no Carnaval de Torres Vedras.
A figura de Joaquim Roque torna-se também especial por ser dos mais exímios gaiteiros de tradição oral actualmente em actividade em Portugal.
O Livro
A obra, de imagem cuidada, é ilustrada por uma fotobiografia deste tocador, conseguindo reunir imagens inéditas de investigadores de referência como Michel Giacometti, Ernesto Veiga de Oliveira e Benjamim Pereira e José Alberto Sardinha, finalmente dadas a conhecer.
Com Prefácio deste último investigador, o livro inclui um capítulo introdutório que a Associação autora da obra dedica à História da Gaita-de-fole em Portugal, com a publicação de imagens de iconografia inédita por si captadas ou especialmente cedidas por Museus Nacionais e Municipais, Arquivos Municipais e outras entidades, fruto da pesquisa da própria Associação.
CD e DVD
O livro é acompanhado por um CD contendo registos sonoros realizados a Joaquim Roque pela Associação Gaita-de-Foles e por José A. Sardinha, cujos fonogramas são assim tornados públicos, alguns, ao fim de 30 anos.
O livro contém ainda um DVD com um Documentário sobre a vida e a importância de Joaquim Roque como um dos derradeiros gaiteiros da Estremadura.
Entre as entidades que apoiam esta edição contam-se a Câmara Municipal e a Caixa Agrícola de Torres Vedras.
Características da Obra
Livro de Capa Dura a Cores: 71 páginas
Disco áudio: 24 faixas
DVD: duração aprox. de 50 min.
Edição: Tradisom – Produções Culturais
Autoria: Associação Portuguesa para o Estudo e Divulgação da Gaita-de-Foles (Francisco Pimenta e Henrique Oliveira).
Ano de Edição: Novembro de 2008
Tiragem: 1500 exemplares
Preço: 36 € (Sócios APEDGF: 25€).
3 de janeiro de 2009
Ana Moura: O Fado da Procura [Para além da saudade, 2007]
No largo da bica fui-te procurar
Campo de cebolas e eu sem te encontrar
Eu fui mesmo até à casa do fado
Mas tu não estavas em nenhum lado
Mas porque é que a gente não se encontra
Mas porque é que a gente não se encontra
Já estou sem saber o que hei-de fazer
Se seguir em frente ai madre de Deus
Se voltar a trás ai chiados meus
E o rio diz que tarde infeliz
Mas porque é que a gente não se encontra
Mas porque é que a gente não se encontra
Já estou farta disto farta de verdade
Vou beber a bica sentar e pensar
Ver se esta saudade ai fica ou não fica
E talvez sem querer não querem lá ver
Sem te procurar te veja passar
Sem te procurar te veja passar
Amélia Muge
26 de dezembro de 2008
Deolinda : Fado Toninho [Canção ao lado, 2008]
Arma confusão e o diabo a sete!
Agarrem-me que eu vou-me a ele, nem sei o que lhe faço!
Desgrenho os cabelos, esborrato os lábios...
Se não me seguram, dou-lhe forte e feio!
Beijinhos na boca...
Arrepios no peito...
E pagas as favas!
Eu digo, enfim: “Ó meu rapazinho és fraco para mim!”
De peito feito, ele ginga o passo;
arregaça as mangas e escarra pró lado.
Anda lá, meu cobardolas!
Vem cá, mano a mano!
Eu faço e aconteço; eu posso, eu mando!
Se não me seguram, dou-lhe forte e feio!
Beijinhos na boca...
Arrepios no peito...
E pagas as favas!
Eu digo, enfim: “Ó meu rapazinho, sou tão má para ti!”
“Ó meu rapazinho, ai...”
Eu digo assim: “Se não me seguram, dou cabo de ti!”
Pedro da Silva Martins
Deolinda chegam à platina
O lema de que «o fado não tem de ser triste» levou-os à platina. O fenómeno Deolinda, comparado com o boom de Humanos, é já uma referência no panorama nacional. Prova de que cantar em português ainda fica no ouvido dos lusos.
«Fado toninho», a canção do rapazola que «faz e acontece», já faz parte da banda sonora de uma novela da TVI e «Movimento Perpétuo Associativo» já foi sugerido como hino nacional.
A melodia de «Clandestino» conquista facilmente os mais românticos e o rapaz que toca «Fon, Fon, Fon» na banda filarmónica também.
«Canção ao Lado» foi editado em Abril. A banda promete surpresas para breve.
fol&ar lançam álbum de estreia
Os fol&ar - quarteto de música tradicional - acabam de lançar o seu álbum de estreia, composto exclusivamente por temas originais inspirados em danças tradicionais europeias e interpretados em instrumentos tão diversos como a harpa celta, o banjo, o violino, o contrabaixo, a concertina ou a sanfona.O CD homónimo conta com a participação especial de Alexandre Matias e Duda Amaro (percussões) e Ana Lúcia Palminha (voz) recente vencedora do concurso televisivo "À procura de Sally" e protagonista do musical "Cabaret" em cena no Teatro Maria Matos.
Os fol&ar surgiram em 2006 com os músicos Hugo Lopes, João Salvado, Maria Corte e Miguel Gelpi e, nestes dois últimos anos, têm sido presença habitual em alguns dos festivais de música e dança tradicionais mais representativos do País, como o Andanças, Entrudanças, Planície Mediterrânica/Sete Sóis Sete Luas, Iberfolk, Festival Internacional de Acordeões do Mundo de Torres Vedras, entre outros.
O CD de lançamento dos fol&ar pode ser encomendado no site www.folear.com ou adquirido em formato mp3 em diversos sites como o iTunes ou a Amazon.
10 de dezembro de 2008
Novo CD d'Uxu Kalhus | Transumâncias Groove
Com o título de Transumâncias Groove, este segundo trabalho pretende traçar uma nova rota migratória onde o tradicional em Português, as influências de todos os continentes e a modernidade das novas linguagens confluem num único objecto, animado duma sonoridade única, com muito Groove, improvisação e uma pitada de boa energia.
Transumâncias Groove dá um passo definitivo na reinvenção do baile e volta a reafirmar o direito à autodeterminação do Folk Português.
http://www.rodobalho.com/
http://www.rodobalho.com/
6 de dezembro de 2008
ÆMINIUM em disco
12 Dezembro 2008, às 21:45
Entrada Livre
No âmbito das comemorações do seu 10º aniversário, o Grupo de Fado de Coimbra ÆMINIUM vai lançar, no próximo dia 12 de Dezembro, o seu primeiro trabalho discográfico num espectáculo, com entrada livre, que terá lugar no Pavilhão Centro de Portugal em Coimbra às 21:45.
Este trabalho discográfico pretende retratar a actividade do ÆMINIUM durante a passada década, evocando os temas mais marcantes do seu reportório. Tendo contado com o apoio da empresa conimbricense de confecções SANTIX, o grupo propõe uma viagem por 14 temas, desde os clássicos mais marcantes da canção de Coimbra, como o “Fado Hilário”, “Coimbra Menina e Moça” ou “Traz Outro Amigo Também” não esquecendo ainda alguns dos temas originais que celebrizaram o grupo, como “Maria” ou “Fuga”.
O Grupo disponibiliza, de forma gratuita, para download 6 temas do seu CD em http://palcoprincipal.clix.pt/aeminium .
O Grupo de Fado ÆMINIUM nasceu em Outubro de 1998 com João Nuno Farinha na voz, João Pedro Monteiro na Guitarra de Coimbra e Pedro Cunha na Guitarra Clássica. Em Abril do ano seguinte que decorreu o primeiro espectáculo, no âmbito da Récita de Quintanistas da Queima das Fitas de Coimbra. Já em Agosto desse ano, Luís Toscano integra a formação do grupo como cantor, e em Dezembro o ÆMINIUM integrou a Secção de Fado da AAC. Em Junho
No que respeita a discografia, estão presentes nos álbuns “Serenata do Caloiro 2004: Tributo
Se em Portugal o grupo é uma referência no fado de Coimbra, o mesmo sucede no estrangeiro. Depois de ter marcado presença em centenas de espectáculos no país, incluindo programas televisivos, ÆMINIUM realizou digressões um várias partes do mundo. Espanha, França, Suíça, Polónia, Tailândia e Vietname, foram alguns dos países que se renderam às vozes e sons que compõem o grupo.
