31 de outubro de 2008

José Mário Branco incita público a 'Mudar de Vida'

Música. Cantor/compositor apresenta pela primeira vez em Lisboa a canção que estreou no Porto em 2007. Os Gaiteiros de Lisboa são os convidados especiais de um espectáculo assumidamente político, que não deixará de oferecer a restrospectiva de uma carreira única

Músico tentou trazer canção a Lisboa há um ano

No dia 30 de Abril de 2007, o Porto ouviu pela primeira vez Mudar de Vida, a composição que José Mário Branco apresenta hoje e amanhã na capital. "Eu quis fazer este espectáculo em Lisboa há mais de um ano, mas não consegui financiamento", explicou. "Este convite da Culturgest permite-me apresentar cá esse tema, mesmo que o programa não seja exactamente igual ao que levei ao Porto".

Não obstante, a ideia central do espectáculo continua a ser a mesma. "Há uma crítica ao que nós chamamos democracia parlamentar representativa, que não resolve os verdadeiros problemas das pessoas, limitando-se a redistribuir a riqueza em função de estratos, classes sociais, e elites que existem na política e na economia e se apoderam da riqueza produzida".

O cantor/compositor não quer, porém, "impingir uma receita política a ninguém", desejando apenas incitar as pessoas. "Se não gostam da vida que estão a viver têm que a mudar, que ela não muda sozinha se as pessoas não fizerem nada", lembra. "Começa-se nas pequenas coisas, pois tem que haver uma progressiva acumulação de forças para haver uma mudança geral na sociedade".

O músico não crê, porém, que seja possível alterar o actual sistema político, sem a movimentação das "grandes massas", descontentes com o actual estado do mundo. "Quando se fala em criar movimento político, em colocar em marcha as energias que há nas pessoas para mudar de vida, música como esta não resolve nada, a não ser do ponto de vista afectivo", continua. "É um oxigénio moral que se dá às pessoas".

No seu entender, esta atitude distingue o artista dos falsos "cantores de intervenção" que "dão um oxigénio contaminado para as pessoas se esquecerem dos seus problemas. É uma droga como outra qualquer, como todos os outros vícios desviantes da realidade". As suas canções, por outro lado, tentam "mobilizar as pessoas para serem sujeitos na sociedade, e não objectos".

É por isso que considera que "tudo é político, mesmo quando diz que não é". Este domínio da política sobre o quotidiano também está presente na canção apresentada hoje na Culturgest. "Um dos temas abordados no Mudar de Vida, é precisamente esse", concorda, referindo uma das frases mais marcantes do tema: "bem tentais não vos ocupar de política, mas a política ocupa-se de vós". Uma citação a Charles Montalembert - "um daqueles neoclássicos franceses" - incluída na canção.

"O Mudar de Vida é apresentado em três partes", refere. "Ouve-se no início - apesar de começar com um tema inédito que escrevi para Lisboa, intitulado Vamos Embora - depois no meio aparece outra vez, antes de fechar o espectáculo com o Mudar de Vida final". Pelo meio vão soar diversas canções retiradas do mais recente Resistir é Vencer (2004), mas também de outros registos, gravados desde a década de 70, e variando entre momentos abertamente políticos e outros mais intimistas.

"Gosto de revisitar os temas, porque os músicos, as condições e os estados de espírito nunca são os mesmos", reitera. Entre os temas reformulados será possível ouvir A Cantiga de Trabalho ou A Engrenagem, de 1973, ou mesmo Remendos e Côdeas, que se ouviu pela primeira vez no Disco da Mãe, corria o ano 1978. Para interpretar estes temas, o artista socorreu-se de um quinteto que o acompanha há vários anos, e inclui Carlos Bica, José Peixoto, Rui Júnior, Filipe Raposo e Guto Lucena.

De entre os músicos que actuaram na Casa da Música, em 2007, este são os únicos que visitam Lisboa, por limitações de orçamento. Agora, o cantor volta a colaborar com o quarteto de cortas que o acompanhou "nos Coliseus de há 4 anos", quando editou o último disco. As percussões tradicionais e os suportes corais cabem aos Gaiteiros de Lisboa, um grupo ao qual José Mário Branco chegou a pertencer. Os bilhetes já estão esgotados, mas a actuação será gravada, e a edição de um disco com a actuação não está posta de parte.
fonte ~ DN

Carlos do Carmo: 45 anos de carreira em disco e DVD

Fado Maestro
Nas lojas a 17 de Novembro de 2008

'A comparação é talvez fútil, mas eu atrevo-me a dizer que Marceneiro cantou os fados de Lisboa, e Carlos do Carmo canta Lisboa em fado. E por isso, quando longe desta cidade eu o ouvia, ele trazia-me sempre naquilo que cantava, a cor, o ruído, o cheiro, a gente, o paradoxo de uma saudade que doía e, ao mesmo tempo, consolava.' As palavras são do Professor João Lobo
Antunes e foram escritas para descrever aquele que não se encerra em descrições. Carlos do Carmo, por muitos considerado o expoente máximo vivo do fado em Portugal celebra os seus 45 anos de carreira.

Para o celebrar, a Universal, a sua casa, edita o primeiro Best Of de Carlos do Carmo, para o grande público. Chamar-se-á 'Fado Maestro' e estará disponível em três versões. A primeira, standard, onde se alinharam, por ordem cronológica, os 17 fados que, desde há 45 anos a esta parte, fizeram desta uma das mais respeitadas carreiras em Portugal. Os já clássicos 'Gaivota', 'Por Morrer uma Andorinha', 'Canoas do Tejo', 'Lisboa Menina e Moça', 'Os Putos', "Um Homem na Cidade" ou o mais recente 'Fado da Saudade', que valeu a Carlos do Carmo o prestigiado prémio Goya, são alguns dos notórios registos que fazem parte deste disco.

A segunda versão de 'Fado Maestro' a chegar às lojas será um duplo CD, juntando ao primeiro já referido um segundo disco, compilado como uma homenagem de Carlos do Carmo aos poetas que cantou. E aqui desfilam mais alguns dos fados que já formam parte do cancioneiro nacional, como 'O Cacilheiro', 'Homem das Castanhas', 'Fado Varina' ou 'Fado do Campo Grande'.
Ainda nesta edição deluxe será incluido um DVD com o documentário 'O Fado de Uma Vida', realizado por Rui Pinto de Almeida. A história da vida e da carreira de Carlos do Carmo contada através do próprio e de testemunhos de quem fez e faz parte da sua carreira. Neste DVD estão incluídos ainda 10 temas ao vivo, quatro gravados em Frankfurt e os restantes gravados em
Lisboa.
A terceira versão de "Fado Maestro" conta com o CD standard e com o DVD documentário "O Fado de Uma Vida".

16 de outubro de 2008

"Sons em Trânsito" silenciados

Dois blogues nacionais de leitura obrigatória sobre a actualidade folk, dão-nos a conhecer de que a edição deste ano do Festival Sons em Trânsito foi cancelada por motivos financeiros. Já se sabe que com a "crise", a Cultura é sempre a primeira a ser prejudicada. Há lá coisas do diabo, ou dos políticos...
Toda a informação disponível nos blogues Crónicas da Terra e Raízes e Antenas.

12 de outubro de 2008

Moçoilas : Amor Serralheiro [já cá vai roubado, 2002]

Amor serralheiro
Moçoilas
Já cá vai roubado
Casa da Cultura de Loulé, 2002

10 de outubro de 2008

Madredeus : Guitarra [Ainda, 1995]

Quando uma guitarra trina
Nas mãos de um bom tocador
A própria guitarra ensina
A cantar seja quem for
Eu quero que o meu caixão
Tenha uma forma bizarra
A forma de um coração
A forma de uma guitarra
Guitarra, guitarra querida
Eu venho chorar contigo
Sinto mais suave a vida
Quando tu choras comigo

Letra: Popular
Música: Pedro Ayres Magalhães e Rodrigo Leão

Guitarra
Madredeus
Ainda
Blue Note, 1995

Madredeus lançam "Metafonia" no dia 20 e regressam aos palcos em Novembro

Os Madredeus regressam aos palcos em Novembro com uma nova formação e apresentam o álbum "Metafonia" no Teatro Ibérico, Lisboa, o mesmo espaço onde fizeram há 20 anos os primeiros ensaios, anunciou à Lusa a editora Farol.

"Metafonia", a editar no dia 20, é um duplo álbum com inéditos e temas antigos dos Madredeus, grupo agora relançado por Pedro Ayres Magalhães e Carlos Maria Trindade, depois da saída em 2007 de Teresa Salgueiro, José Peixoto e Fernando Júdice.

Nos concertos agendados de 06 a 08 e de 13 a 15 de Novembro, Pedro Ayres e Carlos Maria Trindade apresentam os Madredeus & A Banda Cósmica, uma formação alargada a duas vozes principais e sete instrumentistas, destacando-se a inclusão de harpa, guitarra eléctrica, violino e percussão.

"A nova formação dos Madredeus pretendeu inventar uma nova concepção de música cantada em português para grandes espectáculos, inspirada na diversa tradição das suas próprias composições e nos arranjos da música popular da Europa, da África Ocidental e do Brasil", afirma Pedro Ayres Magalhães, num comunicado enviado à agência Lusa.

Assim, Pedro Ayres mantém-se na guitarra clássica, assume a direcção musical e de produção, Carlos Maria Trindade continua nos sintetizadores, juntando-se as cantoras Mariana Abrunheiro e Rita Damásio e os músicos Ana Isabel Dias (harpa), Sérgio Zurawski (guitarra eléctrica), Gustavo Roriz (guitarra baixo), Ruca Rebordão (percussão), Babi Bergamini (bateria) e Jorge Varrecoso (violino).

Participam ainda, como vozes em coros, Sofia Vitória, Cristina Loureiro e Marisa Fortes.

Segundo Pedro Ayres Magalhães, com esta nova formação vislumbra-se "um caminho contemporâneo" para o grupo: "A partir de agora podemos sempre fazer os concertos de câmara que são a nossa tradição ou apresentarmo-nos perante audiências maiores, com a Banda Cósmica, a banda que toca mais alto".

O duplo álbum "Metafonia" reparte-se por um disco com 12 originais e um outro com sete temas retirados de trabalhos anteriores dos Madredeus.

O álbum foi gravado em Agosto no estúdio de Carlos Maria Trindade, no Alentejo, mas está a ser preparado desde o final do ano passado, quando os dois músicos fizeram audições para cantoras e trabalharam nos arranjos do antigo e novo repertório.

Foi também nessa altura que Pedro Ayres Magalhães e Carlos Maria Trindade testaram ainda a introdução de novos instrumentos que vão alterar a sonoridade do grupo, acontecendo precisamente a metafonia, que dá nome ao álbum.

"Há muito que eu e o Carlos desejávamos poder tocar as nossas composições, mais alto e para mais pessoas, tantas foram as solicitações para os Madredeus se apresentarem em grandes concertos ao ar livre e festivais", sublinhou Pedro Ayres.

Os Madredeus, um dos mais singulares nomes da música portuguesa, surgiram em 1986 em Lisboa, com uma sonoridade que destoava do pop-rock de então, que procurava inspiração na tradição popular portuguesa e que deveu muito do sucesso às melodias de Pedro Ayres e à voz de Teresa Salgueiro.

Venderam cerca de três milhões de discos em todo o mundo, por conta de registos como "Existir", "Os dias da Madredeus", "O espírito da paz" ou "Um amor infinito".

Nas duas décadas de existência os Madredeus já tiveram várias vidas. Rodrigo Leão, Gabriel Gomes e Francisco Ribeiro, que estava na formação inicial, saíram nos anos 1990, tendo entrado depois Carlos Maria Trindade, José Peixoto e Fernando Júdice.

fonte ~ rtp

6 de outubro de 2008

António Pinho Vargas

Não é propriamente música tradicional, folk, étnica ou como se queira chamar, mas não deixa de ser uma boa notícia para a música portuguesa em geral. Agora em partitura, a Notação XXI disponibiliza os mais conhecidos temas de António Pinho Vargas.

É o caso destas dezoito peças para piano, consagradas pelo público, gravadas em CD, ouvidas em concertos ao vivo, disponíveis no YouTube, mas nunca editadas em livro. A edição destas partituras torna acessíveis aos pianistas portugueses e de todo o mundo, composições de um dos mais conhecidos e inspirados músicos portugueses – António Pinho Vargas.

O primeiro volume inclui temas tão conhecidos como Tom Waits ou A dança dos pássaros, que podem ser escutados no mais recente CD de António Pinho Vargas.

Este livro está já disponível na editora (na sede ou através de encomenda no site), nas lojas Maestro (Lisboa, Almada, Cascais) e na livraria Sá da Costa (Chiado). Também disponível na Paleta dos Sons (Espinho).

24 de setembro de 2008

Câmara de Cascais adquire documentos da colecção de Álvaro Cassuto para Museu da Música Portuguesa

A Câmara Municipal de Cascais anunciou hoje que vai adquirir por 100 mil euros um conjunto de documentos "raros e muito valiosos" da colecção do maestro Álvaro Cassuto para a Casa Verdades Faria - Museu da Música Portuguesa, no Monte Estoril.

"Da colecção reunida pelo maestro Álvaro Cassuto fazem parte documentos únicos, como partituras manuscritas, autógrafos originais e manuscritos musicais, de entre os quais há a salientar 16 operetas de Eugénio Ricardo Monteiro de Almeida, um músico de finais do século XIX, que merece ser estudado e divulgado", refere uma nota da Câmara.

Segundo a autarquia, a colecção tem "inegável valor para a História da Música Portuguesa" e "releva-se de uma importância extraordinária para o Museu da Música Portuguesa - Casa Verdades Faria, vindo completar a oferta documental já existente, fruto dos espólios de Fernando Lopes-Graça e Michel Giacometti".

A aquisição deste conjunto de documentos foi aprovada na última reunião pública da câmara por deliberação unânime.

Os 2.750 títulos da colecção incluem alguns periódicos musicais, mais de 400 monografias musicais dos séculos XIX e XX e mais de 2000 partituras avulsas.

De entre as monografias musicais destacam-se obras consideradas de referência de musicólogos e investigadores como José Leite de Vasconcelos, Michelangelo Lambertini, Luís de Freitas Branco, Solange Corbin e Santiago Kastner.

Em declarações à Lusa, Álvaro Cassuto disse que a colecção começou a ser reunida pelo seu pai, um coleccionador de livros e documentos antigos, a partir dos anos 50.

"Achei oportuno entrar em conversações com a câmara para que este espólio não ficasse em mãos privadas", sublinhou o maestro, apontando a importância de manuscritos que não são conhecidos ficarem, a partir de agora, acessíveis a estudiosos num museu dedicado à música.

Álvaro Cassuto, um dos mais importante maestros portugueses da actualidade, estudou em Berlim com Herbert von Karajan e em Lisboa com Pedro Freitas Branco, tendo iniciado a sua carreira nos anos 60.

fonte ~ rtp

Mafalda Arnauth: "Este disco é um rio de sentimentos"

Mafalda Arnauth lança, no próximo dia 29, o novo álbum, "Flor de fado", que conta com composições próprias e de Tiago Torres da Silva. Além de dez inéditos, o disco inclui o clássico "Povo que lavas no rio".

É de maturidade que fala o mais recente disco de Mafalda Arnauth. O álbum, que nasceu nos palcos, oferece um punhado de canções que vivem da serenidade de quem compôs, desenhou e sonhou este álbum.

Se dúvidas houvessem, "Flor de fado", que é lançado no próximo dia 29, tem a plenitude da vista de um "qualquer miradouro". Em entrevista ao JN, a artista falou deste "horizonte aberto, com o rio que leva e traz sentimentos".

"Flor de Fado" só foi gravado depois de uma tournée. Faz sentido "rodar" primeiro o disco na estrada?

É o percurso que qualquer artista acharia ideal. Começar primeiro por sentir as coisas no palco e depois passar para disco. Não foi exactamente com esse objectivo, mas sim porque precisámos mesmo ter um concerto como deve ser e, depois dessa oportunidade, é que acabou por surgir o disco. No fundo, o álbum acaba por ser pedaços do concerto e mais alguns temas originais.

Os originais acabaram, igualmente, por ganhar uma maturidade no palco?

Muitos deles nasceram mesmo no palco, que é a parte mais curiosa. Surgiram nos tempos mortos que temos depois do ensaio de som ou quando estamos a viajar. Aquele momento preciso de preparar tudo em palco acabou por criar inspiração para depois fazermos a outra sonoridade do disco, que é mais intima, diferente.

Há no álbum três versões de "Tinta verde", "Flor de verde pinho" e "Povo que lavas no rio". Como é que cada uma destas três músicas entraram na sua vida?

Antes de tudo, essas músicas têm um papel importante no meu percurso e, por isso, acabo por decidir cantá-las. "Tinta verde" é um tema de alegria. Há muito tempo que admiro o trabalho do Vitorino e achei que a música ia ficar bem na minha voz. Além disso, achei que com o novo arranjo ia ganhar muita vida e isso ia enriquecer muito o concerto. A "Flor do verde pinho" resulta também de uma admiração pelo Manuel Alegre e pelo Carlos do Carmo. É um tema composto há muito tempo e que continua tão contemporâneo. E o "Povo que lavas no rio" pode ser considerada a minha homenagem ao país. Quando decidi cantar este fado, a ideia era fazê-lo como se fosse uma oração. Um momento de irreverência da minha parte e daí um arranjo tão diferente daquele que se costuma fazer. Tentei dirigir-me para um lado mais íntimo, mais caloroso do tema.

Como se deu a sua descoberta como autora de algumas das composições?

Já faço isso desde o princípio da minha carreira. Curiosamente, para este disco, voltei a fazer muitas músicas...

Mas, agora, a composição é mais evidente...

Sim. E sinto que agora o que ficou ainda mais evidente foi a sonoridade, porque fiz um bocadinho de batota e voltei a ouvir não só música brasileira, mas também outros grandes autores portugueses, prestando mais atenção às harmonias. Acaba por se abrir um horizonte muito grande.

"Flor de fado" é um reafirmar da sua parceria com Tiago Torres da Silva?

Sim, a presença dele está muito mais evidente. A admiração mútua que já tínhamos ganha uns contornos muito grandes neste disco. Ele apresentou-me dez poemas e seleccionei dois ou três e disse: 'Estes são a minha linguagem. Agora, vais fazer mais'. Ele, em pouco tempo, apareceu-me com coisas que me impressionaram, que me arrepiaram completamente. "O mar fala de ti" é um exemplo claríssimo de uma encomenda bem conseguida.

Como aconteceu a parceria com a brasileira Olivia Byngton em "Entre a voz e oceano"?

Conheci-a num dos concertos que a Olivia fez em Portugal e antes de ela regressar ao Brasil gravei o tema com ela. No final da canção, rimo-nos uma para a outra, porque sentimos que a música é capaz de originar uma boa química. Temos uma admiração muito grande uma pela outra.

Se o fado tradicional vive em Alfama, qual é a paisagem de Lisboa que tem a cara do "Flor de fado"?

(risos) Ui! (suspiro) Qualquer miradouro. Se calhar, escolho o miradouro do Castelo de S. Jorge, porque é precisamente de onde se sente toda essa antiguidade e, ao mesmo tempo, é um horizonte aberto, com o rio que leva e traz sentimentos.

fonte ~ jn