7 de maio de 2008

Contradança

Claud encontra-se a preparar o seu segundo álbum.

Depois da participação no disco “Mulher passa a Palavra”, estes próximos meses serão dedicados à composição e gravação do seu segundo trabalho, retomando o contacto com o público em Setembro com alguns espectáculos.

A cantora já tem vários temas preparados, um deles “Contradança” que foi ferramenta de trabalho para um vídeo realizado por alunos da Universidade Lusófona para o curso de cinema.

contradança

3 de maio de 2008

E o "Canto Nómada" prossegue viagem...

Após umas férias forçadas, o programa de rádio "Canto Nómada" vai regressar ao convívio dos seus ouvintes, para continuar a divulgar grandes projectos e artistas da Música Tradicional Portuguesa.
Da Torres Novas FM para Guimarães, o programa entra numa nova etapa na Rádio Santiago, que já a partir do próximo domingo 4 de Maio passará a emitir para todo o baixo Minho em 98 MHz e com emissão on-line na internet em http://www.santiago.fm – das 9h às 11h.
Como, durante estes últimos 4 meses, na Torres Novas FM o "Canto Nómada" funcionou em piloto automático, todas as emissões produzidas em Guimarães serão repostas em Torres Novas nas quintas-feiras seguintes, criando-se assim uma espécie de rede Minho - Ribatejo do programa.

Para finalizar, dizer que o blog oficial do programa será mantido nos mesmos moldes, e em breve o MySpace do programa também estará a funcionar. Há agora, portanto, ainda mais opções para não deixarem de acompanhar o programa!


Rádio Santiago

Programa "Canto Nómada"

Rua Dr. José Sampaio, 264

4801 - 850 Guimarães


Blog Oficial

http://canto-nomada.blogspot.com


E-mail:

canto.nomada@gmail.com


MySpace:

http://www.myspace.com/cantonomada

18 de abril de 2008

Pedro Moutinho vence Prémio Amália Rodrigues

O cantor Pedro Moutinho foi o vencedor deste prestigiante prémio na categoria de Melhor Álbum. Este galardão foi atribuído pelo seu mais recente disco "Encontro", editado pela Som Livre, um álbum onde o jovem fadista cruza a tradição com a modernidade e onde canta alguns dos mais importantes autores de Língua Portuguesa - de Fernando Pessoa a António Lobo Antunes, passando por Manuel Alegre...

A entrega dos prémios Amália Rodrigues será feita no Centro Cultural Olga Cadaval, em Sintra, no dia 21 de Maio, e também é de referir que Ana Moura foi eleita a melhor intérprete.

Pedro Moutinho prepara já um novo álbum, o terceiro da sua bem sucedida carreira, que irá sair no primeiro trimestre de 2008 e que irá conter muitas e boas surpresas...

Para já, o cantor continua a apresentar-se ao vivo em Portugal e não só. Brevemente é possível vê-lo a actuar nas seguintes datas:

7 de Junho: Lisboa - Marchas de Lisboa, Pav. Atlantico - Padrinho da Marcha do Bairro Alto
8 de Junho: Barreiro - festas
12 de Junho: Lisboa - Marchas de Lisboa, Av. Liberdade - Padrinho da Marcha do Bairro Alto
13 de Junho: Olival Basto: Centro Cultural Malaposta
18 de Julho: Estoril - Feira do Artesanado
fonte ~ uguru

espelho do mundo

9 de abril de 2008

Os amigos do Gefac


Espectáculo musical

Ao longo dos seus 40 anos de existência, o GEFAC pautou a sua actividade pela valorização da cultura tradicional portuguesa que elegeu como fonte essencial do seu projecto de intervenção.

É com essa mesma intenção que a partir dos seus princípios que o Grupo se propõe realizar um projecto de gravação em CD, constituído por um conjunto de músicas e canções tradicionais, escolhidas de acordo com a ideia de tentar realçar os aspectos em que o mágico e o sagrado se cruzam com o popular nas vivências festivas e quotidianas das nossas gentes.
Não se tratando de um projecto com sentido comercial, não deixamos de atender à necessidade de satisfazer exigências de qualidade, através da reinvenção de uma tradição imemorial, com o propósito de tornar mais actuante e digna de atenção a música portuguesa.

Com base nesse CD apresentamos um espectáculo musical que reflecte a forma como o grupo tem encarado a cultura tradicional. Nesse sentido, o espectáculo não se confina apenas à vertente musical, mas integra apontamentos na área da dança com uma cuidada apresentação cénica.

Ficha Artística/Técnica

Concepção artística: GEFAC

Concepção musical: GEFAC

Desenho de Luz: GEFAC

Produção: GEFAC

7 de abril de 2008

A Naifa | Uma inocente inclinação para o mal

A Naifa
Uma inocente inclinação para o mal
Lisboa Records, 2008

Após dois trabalhos discográficos aclamados pela crítica – “Canções subterrâneas” (2004) e “3 minutos antes da maré encher” (2006) - o grupo A Naifa volta a afiar o panorama musical português com mais uma obra subversiva sobre a estética do Fado, que estará disponível no mercado a partir do dia 31 de Março.

O título “Uma inocente inclinação para o mal” pode sugerir uma intenção de desconstrução dos seus cânones estabelecidos, e, neste sentido, esta pequena maldade inocente é consentida por um desejo de renovação e adaptação do Fado às sonoridades mais contemporâneas e vanguardistas, ao mesmo tempo que se reivindica a aculturação que a música portuguesa tem vindo a sofrer nos últimos anos.

A Naifa é precisamente um dos grupos pioneiros nesta busca de modernidade inovadora, e, de facto, a fusão entre o acústico e o eléctrico tem sido a sua imagem de marca, misturando o som da voz e da guitarra portuguesa com os samplers, bateria e baixo eléctrico. Neste sentido, assistimos a uma continuidade sonora muito pessoal do grupo, que em conjunto desenvolve um cruzamento de diferentes linguagens musicais: música electrónica, pop, reggae e fado, que, comparativamente aos trabalhos anteriores, neste disco ganha especial protagonismo, tanto pelas cadências melódicas, como pela maior expressão da guitarra portuguesa.

Por outro lado, este projecto de música urbana sempre se destacou pela qualidade literária dos poemas musicados, mas se nos discos prévios havia um processo de selecção minuciosa nos livros de poesia, este trabalho abordou um método de criação distinto. Em oposição à procura e à recolha por parte do grupo, foi a letrista Maria Rodrigues Teixeira quem foi ao encontro dos músicos após um concerto em Tondela, estabelecendo uma simbiose consolidativa do ambiente de A Naifa, ou seja, o facto de conhecer o seu trabalho, permitiu-lhe idealizar “histórias-retratos” que se integram plenamente na filosofia do grupo. Por outro lado, ao serem poemas escritos com uma intenção musical, em certa medida proporcionou um resultado mais natural e fluído.

Este é um disco que emana uma forte personalidade de ironia e crítica sobre uma sociedade cada vez mais desnorteada, ou não fosse a sua inocente inclinação para o mal...

Sara Louraço Vidal

Alinhamento:

  1. um feitio de rainha
  2. filha de duas mães
  3. na página seguinte
  4. esta depressão que me anima
  5. um rapaz mal desenhado
  6. dona de muitas casas
  7. o ferro de engomar
  8. apenas durmo mal
  9. pequenos romances
  10. na aula de dança
  11. o ar cansado dos meus vestidos
  12. nas tuas mãos vazias
  13. uma ligeira indisposição
  14. apanhada a roubar
pérola estúdios 4 e 5
setembro 2007 / fevereiro 2008
produção - joão aguardela e luis varatojo; gravação - antónio bragança; mistura - luis varatojo e antónio bragança; masterização - tó pinheiro da silva.


señoritas



4 de abril de 2008

Meu bem Meu mal

Na passada quinta-feira, 3 de Abril, José Barros e os Navegante apresentaram o seu último disco no Teatro da Luz, em Lisboa.
MEU BEM MEU MAL vai estar à venda nos primeiros dias de Maio 2008, e foi produzido por José Barros e José Manuel David, gravado, misturado e masterizado por João Magalhães no Estudio da Ribeira em Sintra entre Junho e Dezembro de 2007.
O grupo de José Barros,Miguel Tapadas,João Ramos, Abel Batista, Vasco Sousa e Carlos Lopes estará acompanhado neste especatculo, por José M.David e Gonçalo Lopes e apresentarão ao vivo apenas temas do novo disco.
http://web.mac.com/jbnavegante1
www.myspace.com/jbnavegante
www.youtube.com/jobarnavega

29 de março de 2008

Arrefole | Veículo Climatizado

Arrefole
Veículo Climatizado

Açor/ Megamúsica, 2006

Como uma reflexão metódica, uma imersão sensorial ou uma espontânea e revolucionária descoberta, “Veículo Climatizado” propõe-nos uma viagem entre a tradição, a perda e a procura de identidade cultural nas grandes urbes, neste caso contextualizada na cidade do Porto. Contudo, conhecendo a trajectória do grupo Arrefole, facilmente entendemos que este seu primeiro trabalho discográfico reflecte a própria travessia musical da banda.

Decorria o ano 2000 quando um trio de jovens apaixonados pela música tradicional portuguesa decide reavivar melodias esquecidas no urbanismo frenético e aventuraram-se em dá-las a conhecer a um público distante deste tipo de música. Do reavivar passaram ao criar, consolidando novas sonoridades e intenções, à medida que a formação se ia reinventando e adaptando-se à passagem do Tempo até aos dias de hoje.

Não há dúvida de que, actualmente, os Arrefole são uma esperança e um novo alento da música portuguesa de raiz, apresentando uma proposta criativa e original, emotiva e provocativa, onde a música tradicional do Minho e de Trás-os-Montes ganha novo fôlego e atrevimento, através de alguns arranjos talvez considerados pouco convencionais pelos mais puristas. Mas os Arrefole sabem transportar este legado patrimonial à sua e nossa realidade, e os temas originais transmitem essência própria e essa passagem de influência e de saber hereditário, onde a tradição dá lugar à inovação.

Veículo Climatizado apresenta-se, assim, como um conceito amadurecido, trabalhado e reflectido, onde se destacam os sons captados artesanalmente no quotidiano das ruas e das gentes do Porto. Eles provocam a nossa imaginação, acentuam uma vontade subliminar de também vivermos essas viagens e experiências urbanas, os contrastes cognitivos que nos possam surpreender ao som dos Arrefole, descobrindo uma nova identidade dentro do dia-a-dia duma realidade cada vez mais globalizada.

Sara Louraço Vidal, 2007

Alinhamento:

  1. travessia
  2. vôo do arado
  3. água sagrada
  4. barqueiros
  5. metro_nomo
  6. a minha saia velhinha
  7. arrebirachula
  8. um canto de mim
  9. passear p'lo passeado
  10. gutlics
  11. júlio pereira
  12. saia da carolina
  13. caixinha de música
gravação - emiliano toste (estúdios toste); mistura - emiliano toste, nuno flores, arrefole; masterização - emiliano toste.
metro_nomo

26 de março de 2008

Escola de Fado | Amadora

Inscrições e informações:

Escola Intercultural das Profissões e do Desporto
Rua Henrique de Paiva Couceiro, 10
Venda Nova
2700-453 AMADORA
Tel: 21 499 78 00 | Fax: 21 499 78 33

25 de março de 2008

Teresa Salgueiro & Lusitânia Ensemble | La Serena

Teresa Salgueiro & Lusitânia Ensemble
La Serena

Éter, 2007

Longe vai o ano de 1986, quando Rodrigo Leão e Gabriel Gomes, ao passear pelo Bairro Alto, em Lisboa, são surpreendidos pelo cantar de Teresa Salgueiro, que espontâneamente cantava um fado entre amigos. Ironia do destino ou sorte do acaso, o certo é que esse instante seria o início dum dos movimentos mais importantes da música portuguesa e de maior projecção internacional.
Ao longo de 21 anos, Salgueiro foi gradualmente assumindo o papel de imagem de marca dos Madredeus, aliado ao seu jeito peculiar de cantar e à sua postura em palco, relembrando-nos adjectivos como “doce” e “delicada”. De facto, o seu encanto natural e o timbre único da sua voz não passaram desapercebidos, e transformaram-na numa das vozes femininas mais destacáveis dos últimos tempos, colaborando com grandes nomes da música internacional, tais como Ângelo Branduardi, Caetano Veloso e Carlos Núñez.
Apesar de se identificar plenamente com a música de Madredeus, Teresa Salgueiro sentiu a necessidade de abarcar outros projectos paralelos ao grupo, que se consolidaram com a sua saída do grupo em Novembro de 2007. É neste contexto que assistimos ao florescer de “La Serena”, uma ideia impulsada por Pedro Ayres Magalhães, quem desafiou Salgueiro a elaborar unha lista das suas canções favoritas em vários idiomas. Por sua vez, os arranjos foram concebidos por Jorge Varrecoso Gonçalves, mentor e director do Quinteto Lusitânia, um grupo de cordas com alguma relevância no campo da música erudita, e que neste espectáculo evolucionou para Lusitânia Ensemble.
As sensibilidades cruzam-se e resultam na gravação deste disco transversal, como um viajar duma sereia que parte ao encontro das melodias que compõem o mundo e marés de sons, cantadas em italiano, português, castelhano, francês, inglês e crioulo. Por outro lado, este disco é um convite aberto à descoberta do universo pessoal de Teresa Salgueiro, que assim partilha, com toques de elegância e refinamento, o seu sentir sobre diversas estéticas musicais, desde o jazz ao samba, passando pela morna e pelo fado, entre outros estilos, denotando-se uma conjunção perfeita entre a voz e o envolver do lirismo das cordas.
Sara Louraço Vidal, 2008
Alinhamento
  1. la serena
  2. a velha tendinha
  3. o namoro
  4. o leãozinho
  5. vuelvo al sur
  6. la vie en rose
  7. lá vai lisboa
  8. nome de rua
  9. amanhã
  10. se todos fossem iguais a você
  11. caruso
  12. paloma negra
  13. a velha infância
  14. mar azul
  15. estranha forma de vida
  16. a casa da mariquinhas
  17. avec le temps
  18. unforgettable
  19. somewhere over the rainbow
Gravado no Estudio Garate, de San Sebastián, em Maio e Junho de 2007.
Engenheiro de som - Jorge Barata; Técnico de som - Haritz Harreguy; Assessor musical de Teresa Salgueiro - Francisco Ribeiro; Direcção das gravações - Vasco Azevedo; Misturado por Pedro Ayres Magalhães; Masterizado nos Estudios Auditiv em Junho de 2007 por Pedro Ayres Magalhães e Rui Fingers.