27 de janeiro de 2008

Museu do Fado recebe colecção na segunda-feira

Entre pilhas de discos e extensos inventários, o musicólogo José Moças confessa-nos: "Há mais de uma semana que estes discos são a minha vida." O intermediário do coleccionador inglês Bruce Bastin termina a catalogação dos primeiros cinco mil fonogramas do valioso espólio musical adquirido pelo Estado português e garante: "Na segunda-feira, este primeiro lote é entregue no Museu do Fado, em Lisboa."

A colecção ficará, então, numa fase transitória, enquanto não conquista morada definitiva no futuro Museu do Som. "O novo museu vai ocupar um edifício construído de raiz ou instalações adaptadas para o efeito", recorda José Moças. Enquanto tal não acontece, o Museu do Fado vai tutelar os fonogramas. "Está nomeada uma comissão para coordenar o futuro próximo da colecção", diz-nos.

E mesmo sem qualquer indicação sobre o destino das gravações históricas, disponibiliza-se para acompanhar todo o processo: "Tenho sempre a expectativa de que alguém me considere útil para o efeito. Tenho uma base de dados como ninguém em Portugal possui. Conheço o espólio e posso esclarecer muitas questões", afirma.

Longe de olhares mais curiosos, José Moças vai confirmando cada um dos discos com o inventário fornecido por Bruce Bastin. E mesmo com a colecção ainda longe de estar completa (em Junho chegam os restantes três mil fonogramas, vindos do Brasil), o musicólogo português revela-se "surpreendido" com as descobertas já registadas. "As pessoas ouvem falar deste espólio mas só quando o conhecemos de facto é que compreendemos como é inacreditável", diz. José Moças "perde-se" por entre a "história do som", do fado ao teatro de revista, passando pela canção de Coimbra. Primeiros sons registados em Portugal, no início do século XX, distribuem-se por "rodelas de uma riqueza incalculável". Recorda "noites sem dormir" como medalhas de mérito. Aponta para as caixas amarelas - "aqui estão guardados os discos já inventariados e conferidos" - e observa o trabalho que ainda o espera. Tudo sem nunca se queixar, que esta é uma função de "orgulho e paixão", rodeado por memórias de Júlia Florista, Alfredo Marceneiro ou Júlia Mendes. "Assim que os discos entraram em solo português, senti, de facto, uma emoção que nunca tinha experimentado antes", lembra.

Para que tal fosse possível, José Moças assumiu-se como intermediário de Bruce Bastin e fez questão de acompanhar o transporte dos fonogramas entre Londres e Portugal. Um percurso recheado de dificuldades: "A ida, de avião, foi talvez a viagem mais acidentada de sempre. O regresso, primeiro sobre o Canal da Mancha, mais tarde por estradas europeias, foi lento, para garantir a segurança da mercadoria."

Nenhuma companhia seguradora aceitou realizar um plano para proteger os 1100 quilos de discos transportados. Contudo, José Moças garante-nos que "o Ministério da Cultura já está ultimar os pormenores para um seguro sobre tão valiosa colecção", adquirida pelo Estado português por 1,1 milhões de euros.

Dominic Miller responde ao desafio de Mariza

O guitarrista de Sting, Dominic Miller (e autor do tema ‘Shape of My Heart’), ofereceu um fado a Mariza que será incluído no seu quarto álbum de originais. As gravações estão prestes a começar e, pela primeira vez, Portugal terá a primazia (sobre o resto do Mundo) no que diz respeito a datas de edição.
De acordo com o manager da cantora, João Pedro Ruela, a iniciativa partiu “do próprio Dominic Miller, que decidiu ir conhecê-la” após um concerto na Alemanha. “A Mariza chegou a dizer-lhe: ‘um dia ainda vais fazer um fado!’. E ele apareceu mesmo com uma canção muito bonita, muito clássica, que será, sem dúvida, um dos pontos altos do novo álbum”, acrescentou o empresário. Miller, que além de Sting tocou com Phil Collins e com os Pretenders, irá também colaborar no álbum como músico.
As gravações do sucessor de ‘Transparente’ arrancam em Fevereiro, em Madrid, onde Mariza contará com a ajuda do produtor Javier Limón. Talvez por isso, Mariza não descarte a possibilidade de fazer uma parceria com um músico espanhol. “É provável que aconteça, mas não está definido”, disse Mariza.
“Não se trata de um namoro ao mercado latino por causa do Grammy. Esta parceria com Javier Limón já estava planeada há muito. É um caminho natural, mas se nos derem um Grammy, não nos chateia nada...”, brinca a fadista.
Mariza contará ainda com as “colaborações de Paulo de Carvalho, Ivan Lins, Rui Veloso, Mário Pacheco, Tiago Machado, Pedro Campos, entre outros, já que o painel de convidados não está fechado”. As gravações prolongam-se até Abril. O disco, ainda sem título, vai sair primeiro em Portugal e só depois no resto da Europa e EUA.
fonte ~ portal do fado

o deserto (live in london)

Gil do Carmo faz primeira abordagem ao fado em novo disco

O cantor, letrista e compositor Gil do Carmo edita na próxima semana o seu segundo álbum, "Sisal", onde faz uma abordagem ao fado, após nove anos de ausência dos estúdios.

"Depois do meu primeiro álbum tive necessidade de parar, até porque embarquei noutra aventura que é o meu bar, o Speakeasy, e não consigo fazer duas coisas ao mesmo tempo", disse o cantor à Lusa.

No álbum, editado pela Farol, com Gil do Carmo estão, entre outros, Bernardo Sassetti, Pedro Jóia, Sara Tavares, Bernardo Couto, Viky, Sinfonieta de Lisboa e o coro alentejano Os Almocreves.

"Foram escolhas que fui fazendo conforme via o que fazia sentido, no caso do Bernardo Sassetti somos amigos e há muito que queríamos fazer algo juntos", afirmou.

Por outro lado, filho e neto de fadistas, Gil do Carmo faz neste álbum a sua primeira abordagem ao género, designadamente nos temas "Madres de Goa" de sua autoria com Fernando Araújo, e "Carta quente", da mesma parceria.

"'Madres de Goa' é uma homenagem ao bairro onde vivo, enquanto 'Carta quente' é uma carta do fado à sua mulher que para mim é a morna", explicou o cantor.

"O fado faz parte de mim, está nas minhas raízes e influencia-me", declarou o artista à Lusa.

Gil do Carmo é o autor da maioria das letras dos 12 temas que constituem o álbum, e faz parceria com Fernando Araújo nas músicas.

"O Fernando Araújo entende-me bem, sabe o que quero, tem a capacidade técnica", explicou.

Outros autores escolhidos são Manuel Rui e Diogo Clemente no tema "Quem me dera ser o fado" e Sassetti em "A roda da Rosa" e "Sisal".

Definindo o álbum que deverá ser apresentado ao vivo em Fevereiro no Speackeasy, em Lisboa, Gil do Carmo afirmou que "'Sisal' é espontâneo e orgânico, vem da terra, um álbum português com maiúscula, da portugalidade, e logo reflecte os cruzamentos musicais que tivemos".

Gil do Carmo estreou-se discograficamente em 1997 com "Mil histórias", editando no ano seguinte "Nus teus olhos" onde contou com a colaboração de Tito Paris, Júlio Pereira e Laurent Filipe.
fonte ~ açoriano oriental

na maré de ti

21 de janeiro de 2008

Errata "Sulitânia", novo disco da Ronda dos Quatro Caminhos

Dizem que a pressa é inimiga da perfeição, e isto da sabedoria popular tem o seu quê de verdade...
Por descuido observador (mea culpa, mea culpa!), reproduzi no tópico anterior uma notícia do Jornal de Notícias, a comentar a edição do novo disco "Sulitânia" da Ronda dos Quatro Caminhos. Não é que seja uma notícia falsa, não senhora, apenas incorrecta em certos dados, como, por exemplo, o nome da voz (e que voz...) do grupo: João Oliveira, e não José.
Bom, mas o melhor mesmo é consultarem directamente o blog do grupo, não vamos nós perdermo-nos por caminhos obscuros...
http://dosquatrocaminhos.blogspot.com

20 de janeiro de 2008

Novo álbum da "Ronda" ao fim de cinco anos

O novo álbum da Ronda dos Quatro Caminhos, "Sulitânia", surge no caminho que o grupo trilha desde 2000, "na procura de uma escrita, ou roupagem musical, mais clássica", disse José Oliveira, um dos músicos.
O grupo não editava desde 2003, tendo recebido, há dois anos, o Prémio Amália Rodrigues Música Étnica.
O álbum insere-se num projecto que envolveu as autarquias de Évora, Mértola e Idanha-a-Nova e inclui a participação de agentes culturais daqueles municípios, designadamente das Adufeiras de Monsanto, do Coral Guadiana de Mértola e do coro polifónico Eborae Musica.
O repertório do álbum é constituído por canções tradicionais da Beira Baixa e Baixo Alentejo, tendo o grupo recuperado temas que gravou em anteriores trabalhos, nomeadamente "Cravo roxo".
Este tema, tradicional da Beira Baixa, foi gravado em 1984, no primeiro álbum do grupo. Nesta nova gravação, é um tema "assumidamente colectivo, sendo cantado por todos que participam no CD e daí ser o último do alinhamento", explicou José Oliveira.
O grupo projecta apresentar o CD em vários palcos nacionais e num espectáculo com todos os participantes, dia 3 de Maio, na Aula Magna, em Lisboa. José Oliveira afirmou que o álbum "é de temas rurais, mas tratados já com uma perspectiva urbana", na medida em que nenhum dos elementos da Ronda vive em meio rural.
fonte ~ jornal de notícias

sulitânia > spot televisivo


chula de paus

19 de janeiro de 2008

Roteiro do OuTonalidades 2008 vai expandir-se também à Galiza!

O circuito português de música ao vivo “OuTonalidades”, que vai para a sua 12ª edição, verá o seu roteiro amplamente alargado em 2008, muito para além dos 8 distritos em que já se realizou na última edição, expandindo-se agora também para a Galiza, graças a um convénio que garante canal directo para grupos portugueses na Galiza assim como grupos galegos no circuito português.

Depois de ter chegado a 8 distritos na última edição, o OuTonalidades vai estender a sua implantação em 2008 a quase toda geografia nacional, literalmente de norte a sul. Além disso, para esta 12ª edição, o OuTonalidades acaba de estabelecer um convénio com o Instituto Galego de Artes Escénicas e Musicais (IGAEM) que garante o inédito alargamento do circuito também à Galiza. Haverá lugar à participação de vários grupos portugueses do OuTonalidades na Galiza, bem como à presença no circuito português de grupos da Rede Galega de Música ao Vivo.

À 12ª edição, o OuTonalidades reforça a sua rede de parcerias, num circuito que dá palco à música ao vivo nas noites de Outono. Na linha das últimas edições, é lançado um desafio de adesão a espaços com vocação cultural e hábitos de programação, como cafés-concerto, bares associativos ou de teatros e outros em que a música seja definitivamente mais importante que os copos mas não viva sem eles. A festa e a informalidade são marcas distintivas das ecléticas programações do OuTonalidades.

Aos grupos é feito o convite para integrar um circuito cada vez mais alargado, o que significa, por isso, mais oportunidades. O OuTonalidades promove, em cada nova edição, a circulação e visibilidade de muitos grupos numa grande rede, com uma divulgação cruzada que se estende a todo o circuito, no qual é cada vez mais certo encontrar projectos artísticos de qualidade. Com este formato ganham, invariavelmente, os artistas, os espaços e os públicos.

Há acrescidos atractivos para os grupos e para os espaços aderentes à 12ª edição do OuTonalidades. Ano após ano, o conceito renova-se e dá novas Tonalidades ao OuTono! O OuTonalidades®, tal como toda a actividade da d’Orfeu, tem o estatuto de Superior Interesse Cultural reconhecido pelo Ministério da Cultura. O OuTonalidades é, desde sempre, um evento produzido pela d’Orfeu Associação Cultural, estando-lhe directamente afectas as parcerias da Câmara Municipal de Águeda, do Ministério da Cultura e da Direcção-Geral das Artes, entre um largo conjunto de outros Municípios, organismos e associações que, a cada edição, engrossam o contingente de parcerias em que assenta este circuito.

GRUPOS NACIONAIS JÁ PODEM PROPOR-SE PARA INTEGRAR O CIRCUITO

Está oficialmente aberto o períodos de inscrições para os grupos que pretendam integrar a bolsa de espectáculos do OuTonalidades 2008. Na última edição, foram mais de 80 as propostas recebidas, das quais resultou uma programação com 26 grupos. Também os espaços podem desde já manifestar o seu interesse em acolher noites do 12º OuTonalidades, alargando a rede que já ia em 8 distritos na última edição.

Toda a informação sobre o processo de selecção de grupos ou sobre a adesão de espaços está disponível em www.dorfeu.com, o sítio internet da d’Orfeu Associação Cultural.

15 de janeiro de 2008

Tucanas com sabor a café


O primeiro (e aguardado) trabalho discográfico do grupo de percussão feminino Tucanas já está à venda nas lojas nacionais, desde o dia 14 de Janeiro.
Para além da presença das suas componentes - Ana Cláudia Gonçalves, Catarina Ribeiro, Marina Henriques, Mónica Rocha e Sara Jónatas - foram convidados a colaborar o percussionista Rui Júnior, a cantora Amélia Muge e a Kumpa'nia Al-gazarra.
Por enquanto, ainda não há datas agendadas para a apresentação do disco, por isso o melhor é estarmos atentos às novidades nas suas páginas web:

Prémio Edmundo de Bettencourt ficou por atribuir este ano

A Câmara de Coimbra anunciou hoje que, por falta de candidatos e pela segunda vez consecutiva, não vai atribuir este ano o Prémio Edmundo de Bettencourt, para o melhor trabalho de originais da Canção de Coimbra.

«Apenas se apresentou a concurso uma proposta musical até ao prazo estipulado no regulamento, 1 de Outubro de 2007. Perante a ausência de um número de candidaturas que satisfizesse os requisitos previstos no regulamento do concurso, o Município, pela segunda edição consecutiva, não atribui o Prémio Edmundo de Bettencourt», anuncia, em comunicado, o vereador da Cultura, Mário Nunes.

Para Mário Nunes, esta situação «denota algum desinteresse revelado pelos vários grupos de Fado de Coimbra perante a promoção de uma das mais internacionais linguagens que Coimbra tem para oferecer no âmbito cultural, dentro e fora de portas, olvidando as intenções de valorização e inovação deste género musical pela autarquia».

O prémio, de carácter bienal, é entregue aquando das Festas da Cidade de Coimbra e da Rainha Santa Isabel.

Vai na sua terceira edição, mas apenas foi atribuído uma vez, aquando da sua criação, ao grupo Canção de Coimbra, pelo trabalho «Prospecção» - disse hoje Mário Nunes à agência Lusa.

O galardão tem como alvo os diferentes grupos de fado da cidade, embora não se restrinja a agrupamentos, sendo aberto a qualquer intérprete ou executante deste género musical.

Na nota divulgada hoje, o vereador da Cultura da Câmara Municipal de Coimbra refere que, na primeira edição, em 2003, concorreram três trabalhos discográficos e, em 2005, apenas foi apresentado um projecto.

Nos termos do regulamento, a iniciativa da Câmara de Coimbra só se pode realizar se houver, pelo menos, dois trabalhos concorrentes.

O autarca disse ainda que o prazo da terceira edição, relativa a 2007, foi prolongado até Dezembro, mas mesmo assim não surgiu mais nenhuma candidatura.

Criado em 2002, o prémio de homenagem ao poeta e cantor contempla o apoio financeiro à edição, promoção e comercialização do trabalho distinguido, de entre os, no mínimo, dez temas inéditos cantados e apresentados a concurso.

«Era muito importante que as pessoas criassem, não se pode estar sempre a beber do passado«, disse ainda Mário Nunes, salientando que o financiamento à edição e promoção do trabalho vencedor ultrapassa os cinco mil euros.

De acordo com o autarca, »não há falta de informação« sobre o prémio, que é divulgado com publicidade nos jornais e através de circulares enviadas para todos os grupos da Canção de Coimbra, entre outras acções.

Edmundo de Bettencourt, que figura na toponímia da cidade, foi »um importante vulto do Fado e da Canção de Coimbra e um dos mais assíduos colaboradores, na área da poesia, da revista Presença«, lê-se na nota enviada pelo Departamento de Cultura da autarquia.

«Destacado poeta-cantor, responsável pelas ligações entre o movimento presencista literário e o movimento modernista da Canção de Coimbra, Bettencourt foi um dos grandes responsáveis pelo arejamento do ambiente musical coimbrão, surgindo com um novo estilo, rompendo com tabus e criando um discurso poético-musical personalizado, que se traduziu na Canção Coimbrã, quando, contra tudo e contra todos, deu uma autêntica »sapatada« no marasmo vocal e interpretativo em que se encontrava, até então, o designado Fado de Coimbra», adianta.

O Prémio Edmundo de Bettencourt é oficialmente entregue na sessão solene do dia 4 de Julho (feriado municipal) e o disco vencedor é tornado público num espectáculo de apresentação a realizar durante a última quinzena de Novembro do mesmo ano, após gravação final do trabalho.

fonte ~ dário digital

Carlos Paredes : Verdes Anos


14 de janeiro de 2008

"Fado da Saudade" nomeado nos prémios Goya

FADO DA SAUDADE
Carlos do Carmo no filme FADOS, de Carlos Saura

Tema candidato ao prémio GOYA
Prémio de excelência do Cinema Espanhol


O tema "Fado da Saudade", incluído na banda sonora do filme Fados, de Carlos Saura, está nomeado para o prémio GOYA na categoria de melhor canção original. Com autoria de Fernando Pinto do Amaral, é interpretado de forma sublime por Carlos do Carmo, acompanhado pelos músicos José Manuel Neto (guitarra portuguesa), Carlos Manuel Proença (viola) e Marino de Freitas (baixo).
O filme reflecte a visão do realizador espanhol sobre o Fado, contando com interpretações do próprio Carlos do Carmo e de tantos outros artistas como Mariza, Camané, Caetano Veloso, Chico Buarque, Lura ou Lila Downs. Foi visto em Portugal, em 2007, por cerca de 28.000 espectadores e esteve 44 dias em cartaz.
A gala da XXII edição dos prémios de cinema espanhóis realiza-se dia 3 de Fevereiro em Madrid. Concorrem todos os filmes estreados em Espanha entre 1 de Dezembro de 2006 e 30 de Novembro do ano passado.
O "Fado da Saudade" pode ser ouvido no último trabalho de Carlos do Carmo, "À Noite", recentemente editado, e no disco da banda sonora do filme, ambos à venda no circuito comercial habitual.

6 de janeiro de 2008

Felizes Reis!

Janeiras e Cantar os Reis em terras de Santa Maria da Feira