7 de dezembro de 2009
4 de dezembro de 2009
Extravanca! : Corridinho 6/8
Entre a tradição e a modernidade, guiados pelo património musical de uma terra ancorada entre o mar e a montanha, e alimentada por um riquíssimo passado histórico (gregos, romanos, árabes), o grupo francês Dites 34 e o acordeonista português João Frade apresentam EXTRAVANCA!
Uma adaptação contemporânea das músicas tradicionais do Algarve.
3 de dezembro de 2009
26 de novembro de 2009
23 de novembro de 2009
20 de novembro de 2009
17 de novembro de 2009
16 de novembro de 2009
João Afonso e João Lucas : A Presença das Formigas [Um Redondo Vocábulo, 2009]
Nesta oficina caseira
A regra de três composta
Às tantas da madrugada
Maria que eu tanto prezo
E por modéstia me ama
A longa noite de insónia
Às voltas na mesma cama
Liberdade liberdade
Quem disse que era mentira
Quero-te mais do que à morte
Quero-te mais do que à vida
José Afonso
14 de novembro de 2009
Madredeus : A vaca de fogo [Os dias da Madredeus, 1987]
daquela igreja
vai um grande corropio
À volta
duma coisa velha
reina grande confusão
Os putos
já fogem dela
deita o fogo a rebentar
soltaram
uma vaca em chamas
com um homem a guiar
São voltas
Ai amor são voltas
sete voltas
são as voltas da maralha
Ai são voltas
Ai amor são voltas
são as voltas
são as voltas da canalha
No largo
daquela igreja
vive o ser tradicional
à volta
duma coisa velha
e não muda a condição
Pedro Ayres de Magalhães
12 de novembro de 2009
22 de outubro de 2009
Adriano Correia de Oliveira : Menina dos olhos tristes [Menina dos olhos tristes EP, 1964]
Menina dos olhos tristes
o que tanto a faz chorar
o soldadinho não volta
do outro lado do mar
Vamos senhor pensativo
olhe o cachimbo a apagar
o soldadinho não volta
do outro lado do mar
Senhora de olhos cansados
porque a fatiga o tear
o soldadinho não volta
do outro lado do mar
Anda bem triste um amigo
uma carta o fez chorar
o soldadinho não volta
do outro lado do mar
A lua que é viajante
é que nos pode informar
o soldadinho já volta
está mesmo quase a chegar
Vem numa caixa de pinho
do outro lado do mar
desta vez o soldadinho
nunca mais se faz ao mar
21 de outubro de 2009
Pedro Moutinho : Palavras Minhas [Um copo de sol, 2009]
palavras como um sol que me queimava,
olhos loucos de um vento que soprava
em olhos que eram meus, e mais felizes.
Palavras que disseste e que diziam
segredos que eram lentas madrugadas,
promessas imperfeitas, murmuradas
enquanto os nossos beijos permitiam.
Palavras que dizias, sem sentido,
sem as quereres, mas só porque eram elas
que traziam a calma das estrelas
à noite que assomava ao meu ouvido...
Palavras que não dizes, nem são tuas,
que morreram, que em ti já não existem
- que são minhas, só minhas, pois persistem
na memória que arrasto pelas ruas.
Pedro Tamen / Carlos Manuel Proença
12 de outubro de 2009
8 de outubro de 2009
Arrefole : Marinheiro
Não é lavada no rio
É lavada no mar alto
À sombra do seu navio
À sombrinha do navio
À sombrinha do vapor
Vai-te embora marinheiro
Que eu não sou o teu amor
Que eu não sou o teu amor
Que eu não sou o teu amor
Eu não sou como a figueira
Que dá fruto sem flôr
6 de outubro de 2009
Ricardo Ribeiro e Rabih Abou-Khalil : Como um rio [Em português, 2008]
Eu também lhe quero bem.
Se a guitarra é mulher
Ai, eu sou seu conversado.
Toma lá a minha voz
num Fado tal como sou.
Ai, se uma casca de noz
guardasse o som que vos dou...
Numa nuvem de poeira
a vida se envolve e passa a correr
e para a voz voar que canseira
vai subindo ao céu para descer.
A cantar fico absorto...
a alma nua sai de mim
fica vazio o meu corpo
quase morto, antes do fim.
Depois que o canto me acalma
pois sou mais fado a cantar,
volta a mim a minha alma
tal como um rio chega ao mar!
Mário Raínho / Rabih Abou-Khalil
Amália Rodrigues : Estranha forma de vida [Busto, 1962]
que eu vivo nesta ansiedade.
Que todos os ais são meus,
Que é toda a minha saudade.
Foi por vontade de Deus.
Que estranha forma de vida
tem este meu coração:
vive de forma perdida;
Quem lhe daria o condão?
Que estranha forma de vida.
Coração independente,
coração que não comando:
vive perdido entre a gente,
teimosamente sangrando,
coração independente.
Eu não te acompanho mais:
para, deixa de bater.
Se não sabes onde vais,
porque teimas em correr,
eu não te acompanho mais.
Amália Rodrigues / Alfredo Marceneiro
29 de setembro de 2009
Aldina Duarte : Princesa prometida [Mulheres ao Espelho, 2008]
Que a brilhar dá que pensar
Nos mistérios da beleza
Espelho meu que aconteceu
Do que é teu e do que é meu
Já não temos a certeza
A moldura deste espelho
Espelho feito de oiro velho
Tem os traços de uma flor
Muitas vezes foi partido
Prometido e proibido
Aos encantos do amor
Espelho meu diz a verdade
Da idade da saudade
À mulher envelhecida
Segue em frente na memória
Mata a glória dessa história
Da princesa prometida
Aldina Duarte/José Marques